POR Henrique Torres 1 ANO ATRÁS
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por Henrique Torres

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A história é conhecida de todos. Aliás, vários dos filmes indicados nesta premiação são assim, histórias verídicas. Poucos são os que se lembrarão quando ouvirem o nome Aron Ralston. Mas ele já foi notícia na televisão brasileira, há mais ou menos sete anos.

Aron Ralston é um alpinista aventureiro, que teve os cinco piores dias de sua vida registrados em vídeo e posteriormente num livro. Agora, sob a câmera de Danny Boyle, o registro ganha as telas de cinema. Em 2003, durante uma de suas trilhas nos Canyons, Ralston foi atingido por um deslizamento de pedras, uma das quais, esmagou seu antebraço e o deixou preso. Aron ficou ali por aproximadamente cinco dias, mais precisamente, 127 horas.

Eis o desafio; sair vivo desta encrenca. Aron não havia avisado ninguém do lugar para onde estava indo. Tinha pouca água e quase nenhuma comida. Deveria então superar todas as adversidades para conseguir sair vivo. Este é o grande mote do filme, a superação. Superação de um homem numa situação desesperadora. Situação em que as perspectivas eram as piores possíveis. Apenas a solidão como companhia e a morte como horizonte.

O grande momento do filme fica mesmo por conta da cena em que Aron consegue escapar daquela fenda, e pelo modo empregado por ele para escapar. Apesar de acreditar que a maioria das pessoas se lembre do que ele fez para escapar, para não fazer spoiler, apenas mencionarei que é uma das cenas mais aflitivas que já assisti. Mesmo achando que poderia ser pior, visto que Boyle várias vezes desvia a câmera para o rosto de Aron. Não sei se para nos poupar, ou para captar a aflição pelo rosto do ator.

James Franco interpretando Aron Ralston - Crédito: Divulgação

Apesar de ter superado minhas expectativas, o filme é tão somente um filme bom. Danny Boyle conseguiu contar bem a história, sem cair nos clichês bastante comuns destas histórias de superação que constantemente Hollywood produz. Além disso, James Franco está provavelmente na melhor atuação de sua carreira. Ele se desdobra e redobra para passar uma imagem quase perfeita da situação de Aron.

Em suma, 127 horas vale o ingresso no cinema. É um filme acima da média por ter conseguido contar muito bem uma história relativamente simples. Além disso, consegue fazer muito bem criar uma identificação entre nós (espectadores) e Aron, mesmo que seja numa situação tão díspar. Mas está longe de ser um filme grandioso. Não deve levar o Oscar.

Imagem de Amostra do You Tube

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