por Jorge Bardach *
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Nas últimas décadas, a globalização e as distintas formas de comunicação em massa contribuíram consideravelmente para o aumento do poder da imprensa. Isso favoreceu a constituição das grandes empresas de mídia que antes eram conduzidas por jornalistas e agora passaram a ser administradas por especialistas de outras áreas (principalmente financeiras), minando o papel inicial de formação e informação da imprensa, transformando-a em fábrica de notícia.
O trabalho da imprensa argentina não é uma exceção à situação geral do mundo. Existem atualmente grandes monopólios de informação que operam em todo o país, decidindo qual notícia deve ser publicada e qual não deve. Claro que sempre sujeita a resultado mercantilista, o que a verdadeira liberdade de imprensa exige como primeiro passo de apoio (econômico) independente, a fim de delinear seu curso.
Agora, se levarmos em conta que no tipo de países como o da Argentina o setor com maior interesse nas notícias é o Estado (e ele cria uma suposta representação popular que, por sua vez, alimenta uma porcentagem significativa das pautas publicitárias dos veículos de imprensa), não é de se estranhar que a linha editorial vem sendo encoberta. O Estado trata de exercer um controle sobre a opinião pública, reduzindo os jornalistas a empregados pré-direcionados, criando assim um grupo igual àqueles que respondem à oposição no poder, que toma postura idêntica, partindo de conceitos pré-fixados, produzindo um grave dano à profissão: desvirtualizam a verdadeira objetividade e imparcialidade que a mídia deve ter. Essa medida foi imposta na Argentina na década de 1960 pelos militares, se bem que originalmente seus fins devessem ser outros. As metodologias não diferiram significativamente e, com a chegada do governo democrático, adotaram posições semelhantes.
Coincidentemente com a época do regime militar, a sociedade argentina começou a sofrer uma deterioração acentuada nas questões sociais que a levou a um visível retrocesso, manifestando-se principalmente no rosto de cada cidadão. Seja por um fator ou outro, o profissionalismo decaiu para alterar o papel primordial do jornalista, chegando à situação atual: muito difícil fazer jornalismo independente e não esmorecer ao longo do tempo.
Veja abaixo um vídeo sobre a ditadura argentina com destaque para capas de jornal, anunciando o golpe militar em 1976.
* Jorge Bardach, 51 anos, é argentino, economista, sócio-gerente da “GB Sports” e estudante de jornalismo esportivo. Vive na cidade de Córdoba com sua esposa e tem quatro filhos. É pai da nadadora Georgina Bardach, medalhista olímpica nos Jogos de Atenas 2004. Escreveu a convite da equipe do Blog da Comunicação.
Confira abaixo a versão do mesmo artigo escrito da forma original, em espanhol.
“La actual prensa Argentina”
por Jorge Bardach
En las últimas décadas la globalización y las distintas alternativas de comunicación masiva han contribuido considerablemente al aumento del poder de la prensa, esto favoreció la constitución de grandes empresas de medios informativos que pasaron de ser conducidos por periodistas a ser administrados por especialistas de otras áreas principalmente financieras desvirtuando el rol primitivo de formación e información y transformándolo en fabricas de noticias.
El trabajo de la prensa Argentina no escapa a la generales de la situación mundial, en la actualidad existen grandes monopolios de información que operan a lo largo y a lo ancho del país decidiendo a diario que noticia importa y cual no, siempre sujeta a un resultado mercantilista, por lo que la verdadera libertad de prensa requiere como primera medida de un sostén económico independiente para poder delinear su rumbo.
Ahora si tenemos en cuenta que en este tipo de países el sector con mayor interés en las noticias es el estado y apoyándose en la supuesta representación popular a su vez son quienes nutren un significativo porcentaje de las pautas publicitarias a los medios, no es de extrañar que en una forma encubierta van marcando la línea editorial tratando de ejercer un control sobre la opinión publica, reduciendo a los periodistas a empleados predireccionados y creando así un igual grupo de aquellos que responden a la oposición de turno , que tomando una postura idéntica parten de conceptos prefijados con antelación produciendo un daño aún peor en la profesión al desvirtuar desde el inicio la verdadera objetividad e imparcialidad.
Esta modalidad fue impuesta en Argentina en la década del 60 por el proceso militar, si bien originalmente los fines eran otros las metodologías no diferían sustancialmente y que con la llegada de los gobiernos democráticos se adapto similar posición.
Coincidentemente con la época del mencionado proceso militar la sociedad Argentina comienza a sufrir un marcado deterioro social que la llevo a un visible retroceso general manifestándose principalmente en la faz humana.
Ya sea por un factor u otro el profesionalismo ha ido decayendo alterando el rol primordial del periodista llegando a la situación actual en la cual se torna muy difícil hacer un periodismo independiente y no claudicar con el tiempo.
Jorge Bardach, 51 años es socio gerente de “GB Sports” y estudiante de periodismo deportivo. Radicado en Còrdoba tiene 4 hijos.
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