por Guilherme Freitas
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O território israelense cresceu após o término da Guerra dos Seis Dias. Áreas árabes na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Península do Sinai e as Colinas de Golã foram anexadas ao país, o que provocou mais tensão na região. A derrota para Israel fez os árabes reagirem, e foi através da luta armada que isso aconteceu. Nasceram várias organizações anti-Israel, sendo a Organização de Libertação da Palestina (OLP) a mais importante. O terrorismo passou a ser uma arma poderosa dos árabes, com destaque para o atentado contra atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972. No ano seguinte, Israel conseguiu vencer uma guerra mais uma vez. No feriado sagrado judaico do Yom Kippur, os exércitos de Síria e Egito fizeram um ataque surpresa contra o inimigo e foram repelidos. Com mais essa vitória, Israel firmava-se com um duro adversário de ser batido pelos árabes.
A PAZ COM O EGITO
Após décadas de guerra, Israel e os países árabes começaram a buscar uma aproximação. O Egito foi a primeira nação árabe a reconhecer o Estado israelense e manter relações diplomáticas. O presidente egípcio Anwar El Sadat e o premiê de Israel Menachem Begin assinaram, sobre chancela dos Estados Unidos, o Acordo de Camp David e o Tratado de Paz Israel-Egito. Com esses tratados, Israel devolveu a Península do Sinai aos egípcios e o Egito manteve uma relação cordial com o vizinho.
Se a relação com o Egito ia bem, com os demais países árabes ia de mal a pior. Em 1982, Israel resolveu intervir na Guerra Civil Libanesa e destruiu bases da OLP, que respondeu lançando mísseis no norte de Israel. O resultado desse incursão resultou na Guerra do Líbano, que terminou com a retirada da Organização de Libertação da Palestina do país árabes.
A REVOLTA PALESTINA
Em 1987 ocorreu a Primeira Intifada, um grande levante popular palestino contra Israel. Paus e pedras eram jogados pelos palestinos contra soldados judeus. Mais uma vez situação voltava a ficar tensa entre os vizinhos. Até que Yitzhak Rabin foi eleito premiê e estabeleceu a paz como objetivo de governo. Em 1993 ele assinou juntamente com o líder palestino Yasser Arafat o Acordo de Oslo, que dava a Autoridade Nacional Palestina o direito de governar algumas partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Ambos receberam o Prêmio Nobel da Paz pelo ato.
Mas os acordos fracassaram depois que Rabin foi assassinado por um judeu de extrema-direita e terroristas palestinos começaram a fazer atentados a bomba contra civis israelenses. Políticos linha dura assumiram o poder em Israel, os palestinos promoveram uma segunda Intifada, Yasser Arafat morreu e as negociações travaram.

Vista da cidade de Gaza destruída após incursão militar de Israel – Crédito: Abid Katib/Getty Images
ISRAEL ATUAL
Em 2005, o então primeiro-ministro Ariel Sharon começou a retirar colonos judeus da Faixa de Gaza e entregou o território ao controle da Autoridade Palestina. Ao mesmo tempo, porém, começou a construir muros e barreiras na Cisjordânia para separar judeus de árabes. No ano seguinte o Hamas, que não reconhece o Estado judeu, vence as eleições e passa a atacar o território de Israel com foguetes.
Nos últimos anos, Israel não deixou seu lado bélico de lado. Se envolveu em um conflito no Líbano, caçando membros do Hezbollah e na virada de ano de 2008 para 2009 massacrou palestinos na Faixa de Gaza, após o Hamas descumprir um acordo de cessar-fogo. Recentemente o presidente americano Barack Obama entrou na história ao defender que o futuro Estado Palestino seja criado com as fronteiras de 1967, antes da Guerra dos Seis Dias. Binyamin Netanyahu, atual premiê de Israel rejeitou e apresentou sua proposta, onde defende um Estado Palestino sem exército e sem a partilha de Jerusalém. Os palestinos afirmaram que as propostas de Netanyah são uma “declaração de guerra” e declinaram a proposta.
Ainda estamos longe de um consenso na Terra Santa…
Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. Trabalhou para as Nações Unidas em Nova York, é correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista sênior na revista Swim Channel.
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