POR João Paulo Denófrio 2 ANOS ATRÁS
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por João Paulo Denófrio
especial@blogdacomunicacao.com.br

Terremotos, atentados terroristas, furacões, enchentes, tsunamis. É impossível que algum meio de comunicação possua repórteres em todos os locais. E para tentar suprir essa necessidade, muitos sites recorrem à ajuda da Internet, mais especificamente dos internautas. São eles que atuam como correspondentes e descrevem o fato sob ótica local.

Um exemplo de página virtual que adota este sistema é o Portal G1 do Globo.com. Quando acontece um atentado, catástrofe natural ou notícia de grandes proporções, o portal disponibiliza um link na página principal, onde o internauta que está no local em questão pode descrever a situação, contar detalhes e enviar fotos e vídeos. Um caso recente que levou o G1 a tornar acessível o “link de ajuda” foi o risco de pandemia de gripe suína no mundo. Se o material enviado for aprovado, será publicado no site. Esse mesmo mecanismo vale para assuntos interessantes, como o de uma internauta que contou ter conseguido tirar um documento de identidade usando a camiseta de um clube de futebol.

O "Vc" no G1, do portal Globo.com - Crédito: site do G1
O “Vc” no G1, do portal Globo.com – Crédito: site do G1

Para o professor de pós-graduação, Walter Teixeira Jr., o uso dessa interatividade é benéfico, mas requer cuidado. “É preciso checar a veracidade das informações e do material enviado pelos internautas”, afirma.

O portal Terra também divulga parte das informações dadas pelo público. Neste caso, a página virtual possui uma seção específica para isso, o “Vc Repórter” [sic]. Podem-se enviar fotos, vídeos e outras informações. Diariamente o site exibe na capa uma imagem mandada por um participante. Em meados de abril, houve publicação da foto de inundação em uma rua da cidade de São José dos Campos, em São Paulo. A imagem gerou polêmica, já que alguns leitores informaram que a enchente nem era tão grande assim. Ou seja, a classificação da foto acabou colocada sob questionamento.

O "Vc repórter", do portal Terra - Crédito: site do Terra
O “Vc repórter”, do portal Terra – Crédito: site do Terra

Teixeira Jr. esclarece que, como a malha de comunicação não é ampla, os sites jornalísticos precisam aderir aos internautas para divulgar a notícia em primeira mão. Somente depois, quando um repórter chegar ao local do fato, é que o assunto poderá ser apurado de forma correta e haverá publicação de matéria jornalística. A partir daí, essa reportagem poderá ser enriquecida com o material enviado anteriormente pelos internautas.

A chamada “Era Digital”, vivida pela atual geração, contribui e muito para a cobertura jornalistica de fatos. Mas, com certeza, é preciso atenção à banalização dos assuntos e arquivos enviados aos sites. O grande desafio é não sair publicando tudo o que é recebido com o objetivo de mostrar que determinado veículo está atento aos leitores e conta com a participação deles.

O trabalho jornalístico também deve ser valorizado e a matéria, adequada às regras de comunicação.

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE João Paulo Denófrio
Minha paixão, desde criança, sempre foi me interar do que acontecia a minha volta. Conforme fui crescendo, em Pirassununga, SP, o interesse pelos jornais, revistas e TV só aumentava. Daí para a Faculdade de Jornalismo foi apenas um passo. Formei-me em 2004 na Universidade Metodista de Piracicaba, no interior paulista. No ano seguinte, viajei para Londres, onde pude estudar e trabalhar por 6 meses. Nas terras da rainha, eu cheguei ao nível avançado de inglês e ganhei habilidade no contato interpessoal graças aos trabalhos em cafeterias. Também houve um enorme crescimento pessoal. Assim que voltei ao Brasil, em agosto de 2005, coloquei meus conhecimentos jornalísticos em prática ao trabalhar como produtor de Internacional para o canal de notícias Bandnews, do Grupo Bandeirantes. Fui promovido um ano depois para editor de Internacional, cargo que ocupo atualmente. Minha mais nova aquisição curricular foi a Pós-Graduação em Comunicação Organizacional, pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, em São Paulo, em outubro de 2008.
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  • Danilo Vaz

    Pois é meu caro, deve ser por isso estamos vivenciando um momento onde as informações são muitos,em pouco tempo!!!…é muitaa fato…para poucos segundos..heheh…e um dos principais espaços creio que são os própios blogs…Porem devemos ter cuidado ao repassar estas informações!!…ás vezes pode ser apenas,mais uma historia de pescador..hehe..Ótima Reportagem!

  • http://seuluiz.blogspot.com Luiz Antonio Andre

    Este é o mundo globalizado das notícias. Todos são repórtes.

    Abraços

  • http://cafecomnoticias.blogspot.com Wander Veroni

    Oi, João!

    Creio que se há hoje uma revolução no jornalismo é o fato do público também participar da notícia por meio do jornalismo colaborativo.

    Mas, como vc pontuou, é preciso estar atento a apuração desse material. Não se pode banalizar este material, muito menos sair publicando como se fosse algo de viés jornalístico.

    Daí que entra o trabalho do jornalista contemporâneo de organizar conteúdo e apurar a veracidade do que se chegou à redação ou site.

    Parabéns pelo artigo e pelo currículo profissional!

    P.S.: O novo layout do Blog da Comunicação ficou lindo!!! Parabéns a toda equipe.

    Abraço

  • http://legitimando.blogspot.com Jean Fabrício

    Isso me fez lembrar do 11 de setembro, em que algumas das primeiras imagens do atentado eram imagens amadoras.

    Acho que o melhor para o jornalismo é que há uma cultura de contribuição: os usuários enviam o material legítimo sem cobrar nada.

    É uma revolução, sem dúvida.

  • Guilherme Freitas

    Eu acho válido esses programas, incentivando oe leitores a serem reporteres. Isso é legal pois cria um vínculo de contato com o profissional e o leitor. porém como o Prof. Walter Teixeira Jr. disse, nós da mídia devemos ter cuidado. Checar tudo antes de publicar, já que uma notícia que não é notícia, repercute muito mais. Parabéns pelo artigo João.

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