POR Colaboradores Especiais 1 ANO ATRÁS
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por Juliana Colognesi *
politica@blogdacomunicacao.com.br

A evolução digital que aconteceu nos últimos anos, mudou de maneira dramática o cenário eleitoral. Estima-se que hoje em torno 66,3 milhões de brasileiros possuem acesso a internet. Com o progresso desse novo meio de comunicação, o velho e contestado “modo de fazer política” tem sido colocado a prova.

Com infinitas alternativas de entretenimento na TV paga e a possibilidade de conhecer os candidatos através da chamada web 2.0, o eleitor não se submete mais ao horário eleitoral obrigatório, e fatalmente escolhe seus candidatos através das outras mídias.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama[bb], na última eleição presidencial da América, utilizou com maestria o aspecto viral das redes sociais. Produzindo conteúdo em apenas 140 caracteres, e interagindo diretamente com seu eleitor. Obama tornou-se o primeiro presidente negro a chegar a Casa Branca. Ninguém duvida que sua postura na web tenha sido aspecto determinante no resultado.

Barack Obama foi um fenômeno no twitter em 2008 – Crédito: Reprodução

Dossiês e ataques a parte, no cenário brasileiro os três principais candidatos a presidência possuem – cada um a seu modo – motivos diversos para navegar na rede. Serra e Dilma lutam para conquistar os eleitores indecisos. Muitos “possíveis virais” dos dois candidatos surgem diariamente na internet. Já a Candidata Marina Silva, do PV encontrou nas redes sociais a saída para o pouco tempo disponível na televisão. Tem tido grande aceitação do público jovem, porém não o suficiente para entrar de vez na “briga de titãs”.

A pergunta que não quer, e não deve calar, é: O que quer, afinal, esse eleitor das mídias digitais? Uma coisa é certa, esse novo perfil de eleitor é formador de opinião e não se contenta em ser mero espectador.

Essa interação promovida pela web, entre eleitores e candidatos, veio a somar a democracia do país. Receio que dessa vez será necessário mais do que palavras, jingles ou tapinhas nas costas. Os candidatos que não adaptarem suas propostas para as plataformas e redes sociais ficaram fora da disputa.

* Juliana Colognei é jornalista e colabora com o Blog da Comunicação durante a cobertura especial das eleições 2010.

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    Uma correção: “Estima-se”, não “estimasse”.

  • http://www.blogdacomunicacao.com.br/27-anos-de-100-de-vida-corinthians-minha-vida-minha-historia-e-meu-amor/ Guilherme Freitas

    Obama soube usar muito bem as redes sociais a seu favor e venceu a eleição nos EUA. Aqui no Brasil, a campanha digital ainda está meio tímida, devagar. Acredito que os próximos pleitos terão uma adesão maior e com muito mais investimento dos candidatos. Os políticos já perceberam que a web pode ser uma forte aliada.

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