Por Isabela Fonseca
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Desde pequena adorava os desenhos da Disney e queria ser a Cinderela ou a Branca de Neve. Para mim, elas eram o modelo de perfeição. Belas heroínas tão puras e encantadas…
Eu me via nos castelos e sonhava com aqueles vestidos rodados e cheios de babados. Achava que um príncipe realmente iria aparecer na porta da minha casa – na calçada de concreto, em plena cidade grande – no seu cavalo branco (eu sempre quis que fosse em um unicórnio pra ser bem sincera).
Essa era a beleza de ser uma criança inocente e sem maldade.
Eu adorava a Sessão da Tarde. Foi sentada no sofá, esperando as tardes ensolaradas irem embora, que eu assisti aos filmes mais incríveis e marcantes da minha vida.
Quando assisti Goonies pela primeira vez, tive aquela sensação de que eu podia fazer tudo que quisesse, e que qualquer problema por menor que fosse, poderia desaparecer.
A inocência me fazia ir onde eu imaginasse. E se eu encontrasse um tesouro embaixo da minha casa? Quem disse que não é possível? Quem ousaria me dizer que era uma mentira?
Como falar do filme Elvira a Rainha das Trevas? Com toda sua excentricidade, ela se tornou minha musa! O enredo da história é mais ou menos assim: Elvira é anfitriã de um programa de baixo orçamento, que herda uma fortuna da sua tia e tem que se mudar para uma cidadezinha pequena e lidar com pessoas conservadoras (que acreditam que ela deve ser a encarnação do diabo em uma forma sedutora) e um tio querendo roubar um ‘‘livro de receitas” que dará a ele imensos poderes para fazer diversos tipos de bruxarias.
Definitivamente é uma história única, e somada ao figurino, roupas e atuações trashs tornou – se um clássico!
Esses são alguns (poucos) filmes que fizeram da minha infância um momento único e que eu sinto falta até hoje. Não quero ser Peter Pan, só lembrar que mesmo com toda a insanidade, maldade, arrogância, egoísmo, estupidez e MUITA cara de pau por aí, ser uma criança e ter esses momentos fazem toda a diferença.
Parece que a nova geração esqueceu-se da fantasia, do ‘’faz- de – conta’’, de se aventurar nas ruas brincando de ‘’roba bandeira’’, do ‘’pique esconde’’, do ‘’pega ladrão’’ e definitivamente eles sentirão falta desses momentos ao entrarem na vida adulta, onde a maturidade, responsabilidade, contas a pagar e muita coisa errada fazem parte do cotidiano.
Só mais uma pessoa buscando saída desse mundo caótico. Para uma pseudo-jornalista, acho que essa é minha chance de falar, ser entendida e me comunicar.
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