POR Júnior Baptista 2 MESES ATRÁS
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José Anibal e Ricardo Tripoli, pré-candidatos do PSDB em SP (Foto: Roney Domingos/ G1)

José Anibal e Ricardo Tripoli, pré-candidatos do PSDB em SP (Foto: Roney Domingos/ G1)

As eleições para a prefeitura de São Paulo estão causando controvérsias desde o ano passado, e para muitos, ela não é surpresa nenhuma. O ex-candidato a presidente, José Serra, que nunca conseguiu vestir a faixa presidencial, novamente vai seguir à pressão tucana e será o nome paulista do PSDB para chegar ao todo da maior cidade do país.

O PSDB, desde o começo das movimentações para as escolhas do cenário eleitoral de 2012, vem enfrentando problemas já que o governador Geraldoo Alckmin defende a candidatura do veterano Serra, mas a cúpula paulista vem demonstrando ideias adversas quanto a cabeça de chapa tucana.

As tradicionais prévias do partido chegaram a quase não serem feitas, caso Serra fosse para a disputa pela candidatura, mas desde o começo, o tucano não rejeitou a ideia de concorrer por São Paulo porque visa a candidatura presidencial novamente em 2014. E sua reputação de largar um cargo para se candidatar não poderia se repetir novamente, já que seu histórico registra uma desistência da prefeitura para se candidatar ao governo do Estado.

Enquanto isso, o PT brigava pelo nome de São Paulo, porque outra veterana, nossa Marta Suplicy, queria novamente estar a frente de São Paulo. Mas, por vontade do ex-presidente Lula, Haddad vai ser candidato. Manda quem pode, obedece quem tem consciência. Haddad será candidato e hoje, esteve no bairro da Cachoeirinha, na zona norte da capital, para ouvir moradores e tentar minar sua reputação à frente do Ministério da Educação e os seguidos vexames no ENEM.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já demonstra estar abandonando a ideia de candidatura própria e dá toques de que vai acompanhar Serra e sua candidatura. “Eu o apoio porque ele é ótimo para a cidade. Ele é meu candidato, terá meu voto. O Serra, por sua história, não precisa de nenhuma condição”, disse o prefeito em evento hoje, na Freguesia do Ó, zona norte da capital.

E com tudo isso, quem continua perdendo é São Paulo. A cidade fica a mercê da hegemonia tucana e da péssima gestão de Fernando Haddad na educação que, com certeza, será refletida na maior cidade do país, e, diga-se, com maior orçamento. A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem, que os Estados terão limite de até R$40 bilhões de reais em empréstimos; o maior deles, será o de São Paulo, R$ 7 bilhões de reais. Até o final do ano, esse número pode chegar a R$17 bilhões.

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COMENTÁRIOS
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Estudante de Jornalismo do 4º ano. Já foi repórter do portal Brasil Diário, estagiou na produção do programa "Conexão Repórter", com Roberto Cabrini, no SBT e atualmente estagia na Globo News, em São Paulo. Acredita no jornalismo investigativo, e está sempre em busca de ajudar as pessoas através da profissão. Gosta muito de política e assuntos sociais.
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  • Guilherme Freitas

    Pois é, nossa cidade está na roça. Os candidatos não querem governar para São Paulo e para os paulistanos, querem governar pra si mesmos. Serra vai usar a candidatura como trampolim para 2014, ou 2018, como ele citou hoje. O Haddad é ruim e muito fraco, é uma aposta de Lula para o futuro do PT (leia-se uma nova Dilma). E o resto é ruim também, e olha que o PR cogita lançar o Tiririca como prefeito. Ridículo! Não há novidade no cenário político e estamos cada vez mais reféns da máfia partidária, que suga o dinheiro público escandalosamente. Abraços.

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