POR Guilherme Freitas 2 ANOS ATRÁS
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por Guilherme Freitas
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Um paraíso financeiro encrustado no Oriente Médio, uma das regiões mais perigosas do mundo, gastou muito dinheiro em luxos[bb] e agora está falido. Dubai, um dos sete membros dos Emirados Árabes Unidos, está totalmente quebrado. Semana passada foi divulgado que o emirado está atolado em dívidas: são cerca de US$ 58 bilhões! Mas como um rico estado, que se dá ao luxo de gastar dinheiro com uma ilha artificial, poder falir de uma hora para outra?

A maior parte dos recursos de Dubai vem do turismo, comércio, setor imobiliário e serviços financeiros. O emirado está totalmente afundado em dívidas e se der calote pode gerar pânico no mercado internacional, que ainda busca se recuperar da crise mundial de 2008. Empolgados com o luxo e as farturas do emirado, muitos estrangeiros torraram todas suas economias sem dó. Resultado: dívidas e fuga para o país de origem.

“As pessoas aqui não juntavam dinheiro[bb], gastavam tudo que ganhavam. Com a crise, elas se viram sem reservas, e sem dinheiro para manter o estilo de vida e pagar as contas. Muitas tiveram que ir embora, inclusive alguns brasileiros”, conta João Elton Bezerra Nascimento, guia turístico e promotor de eventos radicado no emirado.

A fabulosa Dubai: um dia o dinheio acaba - Crédito: Divulgação
A fabulosa Dubai: um dia o dinheio acaba – Crédito: Divulgação

No começo do ano foi divulgado uma notícia que cerca de três mil carros estavam abandonados no estacionamento do aeroporto de Dubai[bb]. Eram todos de estrangeiros endividados que se mudaram para o emirado em busca de trabalho. Além dos carros, apartamentos desses mesmos estrangeiros estavam vazios. Em Dubai, pune-se o caloteiro muitas vezes com prisão e os imigrantes deram um jeito de escapar da cadeia voltando para a terra natal.

A ajuda do emirado e “irmão mais rico” Abu Dhabi, parece ser inevitável, já que este socorro financeiro vem sendo feito há algum tempo. Abu Dhabi é o maior emirado e o mais poderoso e já vem injetando dinheiro em Dubai para ajudar o parceiro a sair da crise e não arrastar para o buraco todo o Emirado. Nuvens negras se aproximam dos Emirados Árabes Unidos e desta vez os sheiks vão por um freio nos gastos.

Fonte: Estadão e BBC Brasil

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Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. Trabalhou para as Nações Unidas em Nova York, é correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista sênior na revista Swim Channel.
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