POR Taiane Martins 2 ANOS ATRÁS
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por Taiane Matins
politica@blogdacomunicacao.com.br

Estamos em pleno ano eleitoral e percebo que a maioria dos brasileiros não tem nenhum interesse em influenciar nas políticas públicas por não acreditarem que possam exercer algum tipo de poder. E os que acreditam no poder exercido através do voto se sentem traídos por seus eleitos assim que eles assumem o poder e modificam estruturas.

Essa semana ouvi algo que me fez refletir. Um cidadão que utiliza a linha de metrô estava em uma fila imensa na estação Tucuruvi e disse em alto e bom som para que todos ouvissem “A culpa é do Kassab. Não, a culpa é do Serra”, ele se referia a super lotação na estação do metrô de São Paulo. Realmente, a estação estava lotada e as pessoas ao seu redor e que o ouviram simplesmente continuaram seu trajeto, indiferentes. Apenas um homem, que estava atrás dele contestou, dizendo “Não, a culpa é nossa que os colocamos onde estão”.

Esse ano tem eleição – Crédito: Ilustração

Não pude ver que fim levou aquela discussão porque tive que cumprir com outros compromissos, mas a verdade é que fiquei pensando nessa situação. Atualmente, estamos tão acostumados a culpar nossos governantes, sejam eles, o prefeito da cidade, o governador do estado, o presidente do país; que não nos atemos aos fatos, aos verdadeiros culpados.

Não estou dizendo que nossos governantes não são culpados, ao contrário, eles também são credenciados com sua parcela de culpa, pois sabemos dos inúmeros casos de cassação, má administração, péssima distribuição de renda e diversos outros fatores que influenciam nessa minha afirmação, aliás, são polêmicos os casos de corrupção brasileira.

Mas a culpa principal é nossa, cidadãos brasileiros. A maior parte da população não tem motivação política. Para o cidadão comum, política lembra coisas pouco nobres; são famosas as expressões “é coisa de político”, “ele fez maracutaia” e por assim segue. Devemos lembrar, contudo, que os políticos são nossos representantes legítimos, somos nós que os escolhemos, livre e democraticamente, entre nossos próprios membros.

Este ano os políticos vão fazer muita promessa – Crédito: Ilustração

Nesse ano, a decisão de escolher quem serão os governantes está nas mãos do eleitorado. É necessário estar atento as informações, basear o voto em argumentações, analisar histórico, partido, propostas, projetos e idéias do candidato.

Somente o cidadão apto para discernir e cônscio das suas competências junto à sociedade irá comprometer-se com as causas e os fins comuns. Após as eleições, é necessário, cobrar do eleito aquilo que foi prometido para que não sejamos vítimas de engodo e desencantos. Talvez assim, num futuro não muito distante podemos estar satisfeitos com nossas escolhas e com nosso papel de cidadão.

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COMENTÁRIOS
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Estudante de Jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi - UAM.
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  • Celia Regina Torres

    Discordo da pessoa que disse que a culpa é nossa. Eu com certeza não escolhi nenhum destes dois políticos que ai estão. Quando voto procuro escolher com consciência. Infelizmente política é uma caixinha de surpresa, linda por fora, mas por dentro as vezes não é aquilo que se esperava ganhar. Enfim…
    Um abraço
    Celia Regina

  • http://www.franciscocastro.com.br Francisco Castro

    Olá!

    Todas as pessoas, tanto as pessoas que irão ser candidatas quanto aquelas que serão apenas eleitores, possuem o dever e aobrigação de fazer o melhor pelo o nosso Brasil e pelo seu povo escolhendo as melhores pessoas para dirigir os destinos de uma nação e estados, tanto no executivo quanto no judiciário.

    Abraços

    Francisco Castro

  • http://urbanocom.blogspot.com Francisco Cerqueira

    “Não pude ver que fim levou aquela discussão porque tive que cumprir com outros compromissos”

    O problema é exatamente este: estamos tão preocupados com os nossos pequeninos afazeres q negligenciamos questões maiores, como o social.
    .
    Você sendo um comunicólogo, discursando de uma forma embasada e crítica mudaria ou, no menor dos efeitos, faria refletir várias outras pessoas na estação. Mas não. Ficou quieto, como a maioria faz, deixando o trabalho de “cuidar” ( até de opinar num mísero debate ) ao político.
    .
    Pense em alguém com tamanho poder? Cuidar de todos, com muitos direitos e possibilidades. Não me adimira que eles se corrompam.
    .
    E nem me venha dizer que a culpa é do “povo”. O povo não desvia dinheiro, o povo não superfatura obra, o povo não compra voto.
    .
    O político ( ladrão ) é o único culpado por tudo.

  • http://sensoincomum.com.br/ Edu Sangion

    Esta é a eterna reflexão Taiane… De quem será a culpa?

    Tem aquela expressão que diz “se a culpa é minha, dou ela para quem eu quiser… Então a culpa é sua!”.

    O fato é que enquanto ficamos buscando culpados deixamos de agir para solucionar as coisas que nos afligem.

    Não acho que o voto seja o nosso melhor instrumento, pois a qualificação das opções políticas é MUITO ruim.

    Acredito no indivíduo não governamental, aquele que age, mesmo que sozinho, diante das coisas que ele julga errado. Desta forma o papel do governo passará cada vez menos ter importância em nossas vidas e aí sim um dia consigamos filtrar toda esta politicagem medíocre que detém um pseudo poder.

  • http://www.blogdacomunicacao.com.br Guilherme Freitas

    Sabem quando a situação vai mudar no Brasil? Quando for extinto o voto obrigatório. Essa lei privilegia os políticos influentes, aqueles que compram votos em todas as eleições e dominam regiões, cidades e até estados. Em países mais ricos há menos corrupção do que no Brasil e em quase todos o voto é facultativo. Eliminando o voto obrigatório, os políticos vão tem ser criativos e eficientes para fazer um eleitor descontente sair de casa. Essa é a minha opinião.

    Quanto ao texto da Taiane, acho que todos nós temos culpa sim (discordo de você Francisco Cerqueira). Posso muito bem não ter votado em fulano, mas ai ele se elege e só faz m. Não posso simplesmente taxar a culpa nele, pois se eu não faço nada, sou culpado também.

    É por isso que gosto muito de ver a reação dos nossos hermanos latinos, que quando tem maracutaia saem as ruas para prostestar. Precisamo ser mais ativos, como ele, mas para isso muita coisa precisa mudar na sociedade.

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  • Marcos Pereira

    A culpa é sempre do Alex!

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