Visando diminuir o impacto causado ao meio ambiente pelas sacolas feitas de polietileno, as tradicionais “sacolas de supermercado”, a partir de 19 de abril está probibido o uso das mesmas pelos comerciantes de Belo Horizonte, de acordo com a lei 9.529, sancionada pelo então prefeito Fernando Pimentel, em 27 de fevereiro de 2008 e que estabelecia um prazo de três anos para que a população se adequasse às novas normas. A capital mineira foi a primeira no País a tomar uma decisão neste sentido.
A produção desenfreada de material como este gera grandes prejuízos ao planeta como o entupimento de bueiros causando enchentes, a dificuldade de o lixo orgânico se decompor nos aterros sanitários etc. As sacolas feitas com derivados do petróleo podem levar de 300 a 400 anos para se decomporem. Em contrapartida, as sacolas biodegradáveis levam, no máximo, 18 meses para o processo de decomposição. O problema é que elas custam, em média, R$0,19 cada e serão vendidas aos clientes, casos estes não tenham outra alternativa para levarem suas compras para casa, o que não está agradando a uma grande parte dos consumidores.
A saída encontrada pela maioria da população tem sido o uso de caixas de papelão e também uma diversidade de sacolas ecológicas. Com isso muitas pessoas passaram a criar novos modelos para vender, garantindo uma ajuda extra no orçamento. A mineira Keila Cristina de Oliveira, de 27 anos, acha que a ideia da proibição acaba sendo mais uma maneira de fazer as pessoas gastarem dinheiro, uma vez que as sacolas biodegradáveis deverão ser compradas. Entretanto, ela está ajudando a uma amiga na confecção de bolsas e espera ter um bom retorno financeiro, já que a procura está em alta. “Não é uma sacola que você usa e joga fora. Dá pra usar por muito tempo”, comenta Keila.
Este é um dos modelos de bolsa ecológica produzidos por Keila e a amiga
A lei prevê uma multa inicial de R$1.000,00 para o comerciante que insistir no uso das sacolas de polietileno, podendo aumentar e até chegar à cassação do alvará de funcionamento, em casos mais graves.
Agora é esperar a fase de adaptação e torcer para que dê bons resultados. Cada um, a seu modo, se adequa à nova lei e contribui para um planeta menos poluido!
Fonte: administradores.com.br
nasceu em Abaeté, MG e mudou-se para Belo Horizonte ainda criança. Começou a trabalhar ainda na infância para ajudar a mãe no sustento da casa, uma vez que seu pai era doente e não podia trabalhar. Aos 40 anos, fez o vestibular na Estácio de Sá a título de curiosidade e passou. No 3° período do curso de jornalismo viu-se obrigado a interromper os estudos por problemas financeiros. No entanto, surgiu a oportunidade de inscrever-se no Pro-Uni e passou em primeiro lugar na prova de redação. Esta conquista lhe rendeu uma bolsa de estudos integral, com a qual conseguiu dar continuidade no curso. Atualmente é repórter free-lancer do Jornal Edição do Brasil, em Belo Horizonte e colunista do Blog da Comunicação.
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