Por Henrique Torres
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A grande surpresa desta premiação do Oscar é Bravura Indômita. E é uma surpresa não só porque não figurava entre os favoritos. Mas principalmente, por ser uma refilmagem. E se não é tão bom quanto o original (o que pode ser contestado) é uma obra ao menos equiparável à versão de Henry Hathaway de 1969.
Bravura Indômita acompanha Mattie Ross que busca fazer justiça a seu pai que foi assassinado. Ela busca a ajuda daquele que tem a fama de ser o mais destemido dos oficiais da lei, Roster Cogburn, para que ele capture o homem que matou seu pai. Além dele, o patrulheiro vindo do Texas, La Bouef, está atrás do mesmo homem que matou o pai de Mattie, Tom Cheney. Ele completa o trio que se forma em busca de fazer justiça.
Mas não é somente pela história que Bravura Indômita se sustenta como um bom filme. Os irmãos Coen deram um ritmo diferente ao filme. Além disso, as características marcantes dos personagens principais foram muito bem preservadas. Características estas que são o principal sustentáculo do filme. Cogburn é um velho caolho beberrão, rabugento e cruel com seus inimigos, mas também um velho divertido. A garota Ross é uma menina cheia de valentia, destemida e sem papas na língua, que conserva uma ingenuidade natural para uma menina que tem que lidar com negócios de homens.
Méritos para os Coen por conseguirem dar novo ritmo sem perder o que de melhor tinha o filme. Méritos também para os atores, Hailee Steinfeld que foi indicada a melhor atriz coadjuvante, mas principalmente para Jeff Bridges, que atuou magistralmente, interpretando muito bem o comissário Cogburn, mesmo tendo sempre o lendário John Wayne como sombra.
Assim, Bravura Indômita é um candidato muito forte à estatueta de melhor filme por vários motivos. No entanto, o que mais me agrada de tudo isso é o clima nostálgico que o filme resgata. O velho e bom clima do velho oeste que já não se costuma ver mais.




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