POR Ruither Ferrão 3 ANOS ATRÁS
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Por Ruither Ferrão

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A polêmica criada em torno do projeto de lei que regulamenta a cobrança de meia-entrada em shows e espetáculos teatrais tem causado muitas discussões nos últimos dias. O projeto foi aprovado no último dia 25 e estabelece uma cota de 40%, destinada aos portadores de carteiras de estudantes, no entanto, a UNE (União Nacional dos Estudantes) se mostra contra esta decisão.

Segundo Lúcia Stumpf, presidente da UNE, não há como fiscalizar se os estabelecimentos realmente disponibilizarão a percentagem estipulada no projeto. “Não é preciso ter cotas. Consideramos isso nocivo, porque não haverá mecanismos de fiscalização para quando uma venda de ingressos atingir a cota”. Lúcia afirmou que houve pressão do “lobby da cultura” na aprovação do projeto, incluindo empresários do setor e “atores globais”.

Por outro lado, artistas e empresários se mostram favoráveis às cotas para a venda de ingressos em espetáculos. Segundo eles, com menos pessoas pagando meia, seria possível diminuir o preço da entrada.

O problema veio à tona devido ao grande número de pessoas que enchem as salas de espetáculos pagando meia e, em vários casos, com carteiras falsas. A senadora Marisa Serrano (PSDB) acha necessário regulamentar a emissão das carteiras. “Há uma indiscriminada emissão de carteirinhas fazendo com que todas as salas de espetáculos, os eventos, fiquem abarrotados de pessoas com carteirinhas, que nem sempre são estudantes”, desabafa Marisa.

Já o ministro da Cultura, Juca Ferreira, não acredita que a regulamentação das carteiras possa interferir nos preços, entretanto, ele alerta que “o público terá de agir deixando de ir onde o preço for abusivo”. O ministro acha que o derrame de carteiras falsas, que gerou a crise no setor, acaba inviabilizando a produção cultural no país.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: http://www.infoactive.com.br/cracha/Carteira_de_estudante.jpg

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COMENTÁRIOS
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nasceu em Abaeté, MG e mudou-se para Belo Horizonte ainda criança. Começou a trabalhar ainda na infância para ajudar a mãe no sustento da casa, uma vez que seu pai era doente e não podia trabalhar. Aos 40 anos, fez o vestibular na Estácio de Sá a título de curiosidade e passou. No 3° período do curso de jornalismo viu-se obrigado a interromper os estudos por problemas financeiros. No entanto, surgiu a oportunidade de inscrever-se no Pro-Uni e passou em primeiro lugar na prova de redação. Esta conquista lhe rendeu uma bolsa de estudos integral, com a qual conseguiu dar continuidade no curso. Atualmente é repórter free-lancer do Jornal Edição do Brasil, em Belo Horizonte e colunista do Blog da Comunicação.
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  • Guilherme Freitas

    Acho que o governo deve sim investir contra as carteiras falsificadas, mas não concordo com essa cota de 40%. É esperar para ver o que acontece…

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