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Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

Logo do Partido dos Trabalhadores - Crédito: Reprodução
Logo do Partido dos Trabalhadores – Crédito: Reprodução

A semana passada entrou negativamente para a história do PT, o Partido dos Trabalhadores, fundado em 1980 e que conta com uma grande história. Graças ao partido, as acusações de corrupção contra o presidente do Senado José Sarney foram arquivadas e o “eterno” parlamentar poderá seguir presidindo a já desmoralizada Casa. Depois foi a vez do senador Aloízio Mercadante (SP) protagonizar um papelão ao renunciar a liderança do PT no Senado e voltar atrás após ordens do presidente Lula. E para completar a péssima situação, a senadora Marina Silva (AC) deixou o partido após 24 anos de filiação. Mas afinal, o que aconteceu com o PT?

Desde que chegou ao poder em 2003, o PT começou a cometer erros cruciais. Primeiro foi o famoso caso do mensalão, que derrubou o ministro da Casa Civil José Dirceu, braço direito do presidente de Lula. Depois outros escândalos vieram a tona como dossiês secretos, os cartões corporativos e agora a controvérsia aliança com o PMDB pela manutenção de poder. Enquanto o partido patinava e perdia nomes como Cristovam Buarque, Heloísa Helena e Fernando Gabeira para outras siglas, Lula crescia e hoje tem popularidade recorde para um presidente brasileiro. Com o passar do tempo, ele se tornou uma figura muito maior que o partido. Hoje o PT se arrasta atrás de Lula e sabe que o dia em que ele não for mais presidente perderá apoio e simpatia de muitos brasileiros.

Famoso pela ética e pelos ideais de igualdade, o PT agora está encurralado na parede e não consegue bater de frente com o presidente Lula, hoje refém do PMDB. Não é nem sombra daquele partido que em 2002, ao vencer as eleições presidenciais, prometia mudanças e um país mais justo e honesto. Não podemos negar que o Brasil avançou em muita coisa no governo Lula, mas a ética e os princípios foram deixados de lado. Prova disso é ver o senador Mercadante não podendo defender seus ideais em nome do governo e correndo sério risco de não se reeleger ano que vem.

Após tantos deslizes e decepções, o PT precisa se reerguer e se reestruturar. Não vale a pena Lula passar por cima da história e da ética do partido para tentar eleger Dilma Rousseff a qualquer custo. Não vale a pena trocar abraços com figuras nefastas como José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor apenas pela continuidade no poder. Isso não faz parte da democracia. Ganhar eleição qualquer partido quer. Mas se quiser ganhar, que jogue limpo e honestamente.

James Freitas e Guilherme Freitas
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Logotipo da nova Lei Antifumo do Estado de São Paulo- Crédito: Reprodução
Logotipo da nova Lei Antifumo do Estado de São Paulo- Crédito: Reprodução

…DIZ O AVISO QUE EU LI
Os versos entoados com maestria pelo cantor Roberto Carlos virou notícia em São Paulo no dia 7 de agosto quando começou a vigorar a Lei Antifumo em todo o Estado! Para alguns inconstitucional, para outros, providencial! E por meio de algumas multas aqui e a ali e entre uma guerra judicial a sociedade conhece uma balada sem cigarro, algo que antes era impossível de imaginar!

Os bares e restaurantes do Estado receberam 60% de todas as multas aplicadas pelos fiscais desde o início da Lei Antifumo já as casas noturnas receberam 12% das multas. De acordo com a lei os estabelecimentos que multados deverão pagar o montante de R$ 792,50. No caso de serem flagrados novamente com clientes fumando o valor dobra. Se flagrado pela terceira vez, terá o alvará suspenso por 48 horas e na quarta vez, a interdição será de um mês. Nos três primeiros dias da lei, os fiscais passaram por 3.864 estabelecimentos no Estado, sendo 1.558 apenas na cidade de São Paulo. De acordo com a secretaria de saúde de São Paulo, 98,7% dos estabelecimentos vistoriados estavam de acordo com a lei.

A fiscalização mensal da lei custará cerca de R$ 4 milhões. Números que podem parecer irrisórios quando estimada a economia de cerca de R$ 90 milhões aos cofres públicos que é referente ao valor gasto por ano com o tratamento de fumantes passivos. Quem quiser denunciar o estabelecimento que não cumprir a lei pode entrar em contato com o governo estadual pelo telefone 0800-771-35-41, ou pelo site da Lei Antifumo.

O Governo Estadual deu um passo importante para a conscientização das pessoas. Pelo que parece as campanhas solidária pedindo para a população parar de fumar ganha agora caráter mais agressivo e drástico. Enfim, mexe com o bolso do brasileiro! José Serra ao assinar a lei no Palácio dos Bandeirantes, provavelmente ao som do “Rei” Roberto Carlos articulou uma campanha de efeito dominó colocando a população que não fuma como principal fiscal dos fumantes!

Com dados extraídos do jornal Folha de S. Paulo, do dia 13 de agosto de 2009.

James Freitas e Guilherme Freitas
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O Blog da Comunicação admira, mas discorda desta opinião de Gay Talese - Crédito: Divulgação
O Blog da Comunicação admira, mas discorda desta opinião de Gay Talese – Crédito: Divulgação

Na segunda-feira da semana passada, dia 20 de julho, o grande jornalista americano Gay Talese esteve no programa Roda Viva da TV Cultura, que foi gravado após a passagem de Talese na FLIP em Paraty. Durante o programa o jornalista americano falou sobre o livro que prepara para falar sobre seus 50 anos de casamento e momentos marcantes da carreira, como a histórica matéria sobre Frank Sinatra e os encontros com o ditador cubano Fidel Castro e o boxeador Mohammed Ali.

Talese também resolver revelar sua opinião sobre o serviço de busca mais famoso do mundo virtual: o Google. O jornalista americano disse que desconhece o buscador. “Eu nem sei o que é. Minha mulher diz que eu sou preguiçoso. Não sei se é isso, mas acho que o jornalista que se baseia nisso tem uma mediocridade em termos de relato. Porque o importante é encarar a pessoa nos olhos”, disse o jornalista durante o programa. Talese ainda afirmou que não gosta das novas tecnologias e que elas prejudicam o bom jornalismo. “O laptop é uma armadilha, limita muito o trabalho do jornalista. A pessoa que é curiosa anda por aí atrás de histórias”, disse ao Roda Viva.

Respeitamos a opinião do grande Gay Talese, um dos maiores jornalista que esse mundo já viu e pai do New Journalism. Porém, não podemos concordar quando ele afirmou que as novas tecnologias prejudicam o jornalismo. As novas tecnologias como o Google, o Bing, o e-mail, as redes sociais e os blogs estão ai para mostrar que o jornalismo evolui e continuará evoluindo. As máquinas de escrever do passado viraram computadores e hoje já é possível escrever uma matéria em um celular. E não é só com o jornalismo que isso ocorre. O mundo evoluiu.

Gay Talese faz parte da geração saudosa e romântica do jornalismo onde não existiam computadores e a internet. Mas hoje a tecnologia caminha junto com o jornalismo e parece teimosia do jornalista americano negar este fato. Sem dúvida Talese está certo quando diz que nada é melhor do que uma entrevista feita cara a cara. Porém, nos dias atuais poucos se dão ao luxo de gastar dinheiro. Enviar um repórter para alguma cobertura muitas vezes sai caro e as empresas aproveitam o fato das agências de notícias existirem para conseguir material. O conteúdo na internet e no Google pode não ser 100% correto, mas é melhor contar com eles do que não tê-los.

James Freitas e Guilherme Freitas
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Sarney é o retrato da crise do Senado brasileiro - Crédito: Jornal O Globo
Sarney é o retrato da crise do Senado brasileiro – Crédito: Jornal O Globo

A novela é antiga e vem se arrastando por muitos episódios, para deixar qualquer autor mexicano com inveja. Atos secretos, farra de passagens aéreas, omissão de bens, funcionários fantasmas, nepotismo, auxílio-moradia. Há quem diga que isso são apenas algumas atrocidades comuns feitas a luz do dia pelo Senado brasileiro. A cada dia que passa são novas acusações que surgem na mídia. A bola da vez é o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O ex-presidente da República está acuado, sendo bombardeado por denúncias de todos os lados e a que tudo indica não deve deixar a presidência do Senado.

E ele não deve sair de onde está por causa de uma pessoa: Luis Inácio Lula da Silva, o presidente República. De olho em 2010, Lula quer deixar Sarney onde está e vai fazer o possível para mantê-lo no cargo. Aliado político do PT e simpático a candidatura de Dilma Rousseff para a presidência, Sarney é a peça chave para fazer o PMDB apoiar a sucessora de Lula. Influente no partido, o presidente do Senado (junto com Renan Calheiros) pode fazer com que a sigla apóie Dilma e emplaque até um candidato a vice-presidente. Se Sarney cair entra em cena Marconi Perillo (PSDB-GO), 1º vice-presidente do Senado. Oposição ao governo petista.

A cada dia que passa fica impossível José Sarney permanecer à frente da Casa. As acusações que surgem a todo o momento estão acabando sua longínqua carreira política. Teimoso, o presidente do Senado desafia a todos e diz que não sai. Movimentos na bloguesfera e no Twitter, como “Fora Sarney”, são a pressão da opinião pública contra ele. Sua filha, a atual governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA), também sofre com acusações quando foi senadora (entre 2003 e 2009) e seu neto, José Adriano Sarney, também investigado recentemente. A família Sarney está na mira.

O Blog da Comunicação acredita que a saída de Sarney será benéfica ao país. Não há mais como o senador permanecer à frente da Casa, também desgastada após escândalos diários nos últimos meses. Porém, a crise no Senado não vai acabar apenas com a saída de seu presidente. Antes de Sarney assumir pela terceira vez a presidência da casa já havia escândalos e irregularidades cometidas pelos senadores que estão lá atualmente, isso sem falar nas inúmeras suspeitas e na não tão “honesta” Câmara dos Deputados, onde o deputado federal Edmar Moreira (sem partido-MG) foi absolvido após omitir um castelo de R$ 20 milhões em sua declaração de bens. Um atentado a democracia brasileira.

Investigações devem continuar e punições devem ser aplicadas a todos os parlamentares que se acharem acima da lei e cometerem irregularidades. Só assim os políticos brasileiros terão credibilidade e confiança da população, que clama por um país decente e honesto.

James Freitas e Guilherme Freitas
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*** Revisado por Ane Patrícia Flora 

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Michael Jackson: O Rei do Pop - Crédito: Reprodução
Michael Jackson: O Rei do Pop – Crédito: Reprodução

O dia 25 de Junho de 2009 estará marcado na história da musica mundial para sempre! Nesta data faleceu em Los Angeles, o cantor, compositor e dançarino, Michael Jackson, aos 50 anos de idade. Uma parada cardíaca foi o que fez o coração do Rei do Pop parar de bater. Os motivos que cercam a morte de Jackson ainda são misteriosos. Poderia ter sido por uma overdose acidental de analgésicos ou morfina, da qual ele era viciado. Ainda haverá muitas manchetes e notícias sobre sua morte, porém Jackson está na história pelo seu talento e suas excêntricas manias.

Michael Jackson começou cedo no mundo da música. Nascido em Gary, em 1958, já ensaiando passos de dança e com os irmãos aos cinco anos. Anos mais tarde formava com seus irmãos o grupo Jackson 5. Caçula e mais talentoso dos cinco irmãos, Michael era sempre o mais cobrado pelo pai. O próprio cantor anos mais tarde revelou que era agredido na infância quando errava em ensaios. Seu pai era ambicioso e fazia do grupo sua “galinha dos ovos de ouro”. Não admitia erros. Devido a interminável agenda de shows e participações em programas de TV, o astro perdeu a infância. Ao invés de brincar com amigos e sua idade, estava assinando contratos e se comportando como gente grande.

O jovem astro tinha uma voz doce e angelical, mas estava crescendo. Michael viu que era hora de deixar os irmãos e seguir a carreira solo. Com o produtor Quincy Jones formou uma grande parceria e na década de 1980 o mundo da música só tinha um nome: MICHAEL JACKSON. Sucessos como “Billie Jean”, “Thriller”, “Beat It” e “We Are the World” estouraram no topo das paradas. Seu álbum Thriller tornou-se o mais vendido de todos os tempos com 106 milhões de cópias vendidas no planeta. Mas aos poucos, Michael ia se transformando. Deixando de ser um superstar.

Após inúmeras cirurgias plásticas no rosto e no nariz, o embranquecimento e esquisitas manias, Michael Jackson transformou-se em uma figura enigmática. Gastou milhões em um rancho, que transformou em um parque temático: Neverland. Deixou a carreira para trás, não conseguia mais cantar e acumulou dívidas enormes. Acusado de pedofilia, sempre foi inocentado. Iniciaria no próximo mês uma turnê de 50 shows e estava ensaiando para o espetáculo que nunca poderá fazer. Teve três filhos e dois casamentos, mas sua vida pessoal sempre foi marcada pelo mistério. O garoto de voz doce tinha se transformado em uma figura triste e infeliz.

Michael Jackson foi um mito. Sua morte mobilizou fãs nos quatro cantos do mundo e foi manchete mundial. A procura por informações chegou a travar até o poderoso Google. Poucos conseguiram tal feito. Apenas mitos e lendas, como Elvis Presley, Ayrton Senna, John Lennon e a Princesa Diana. A pessoa Michael Jackson morreu, porém seu nome ficará eternamente marcado em nossas mentes e corações.

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Este é o primeiro editorial publicado pelo Blog da Comunicação. Os editoriais serão publicados regularmente e estarão disponíveis na homepage do site e depois na aba “Editorial”, localizado no cabeçalho do blog. O editorial representa as ideias e opiniões dos editores e idealizadores do Blog da Comunicação: James Freitas e Guilherme Freitas. Boa leitura!

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Na semana passada o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou a favor do fim da obrigatoriedade do diploma profissional de jornalista, que vigorava há 40 anos. Com isso, as empresas estão liberadas a contratar profissionais sem diploma. Perderam com essa medida entidades como a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), que apoiavam a obrigatoriedade do diploma e fizeram árdua campanha. Ganharam ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), que há anos pediam pelo o fim da obrigatoriedade. O Blog da Comunicação não pode ficar a par desse assunto e publica aqui um editorial.

Acreditamos que o fim da obrigatoriedade do diploma é uma conquista das grandes empresas e da classe política do Brasil. Essa nova lei vai privilegiar empresários poderosos e alguns políticos que dominam as redes de comunicação no interior do país e agora podem contratar aliados e parentes com mais facilidade. A nova lei também vai ajudar as emissoras de televisão, que podem colocar “os rostinhos bonitos”, oriundos de realitys shows, sem problema na tela da TV. O fim da obrigatoriedade do diploma, não vai mudar o mundo jornalístico do dia pra noite. Os formados ainda terão preferência no mercado, já que as empresas não contrataram o primeiro que bater em sua porta. Porém, a profissão fica um pouco banalizada. Imaginem que pessoas que nunca estiveram numa carteira de faculdade e que não tem vivência em determinada área pode ser formador de opinião que consequentemente provocará um efeito dominó fazendo com que o consumidor final, a sociedade, adquira informações piores devido a falta de profissionalismo desses pseudo profissionais.

O Blog da Comunicação é a favor da obrigatoriedade do diploma de jornalista, devido a questão ética. É duro ver um profissional diplomado ser preterido por outro não, embora esse tenha seus méritos e mereça ser respeitado pelos feitos conseguidos. Antigamente não existia o curso de jornalismo e muitos dos profissionais que atuam hoje em dia são formados em outros cursos. Não podemos ignorar que esta obrigatoriedade surgiu na época da ditadura militar, quando o regime procurou afastar os opositores das faculdades para limitar a liberdade de expressão. Mas liberdade de expressão não entra em questão aqui, pois o jornalista não opina. Ele apenas noticia de maneira imparcial. O curso de jornalismo atual é totalmente diferente do daquela época. Passou por diversas reformulações e passara por novas mudanças agora. Porém, é essencial para a formação de qualquer jornalista profissional.

O fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista prejudica faculdades e professores universitários. Jovens estudantes poderão optar por cursar outros cursos para trabalharem em redações ou assessorias posteriormente. Infelizmente o Brasil não avança no campo da educação. Ao invés de privilegiá-la, prefere agir em prol dos interesses políticos, comerciais e econômicos. O presidente do STF, Gilmar Mendes, já afirmou que outros diplomas poderão não ser mais obrigatórios para exercício de suas respectivas profissões. Concordamos com a frase que para se fazer jornalismo tem que haver talento e dom, mas uma educação acadêmica também é essencial para formar um bom profissional.

James Freitas e Guilherme Freitas
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