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POR Henrique Oliveira 2 ANOS ATRÁS
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por Henrique Oliveira

cidades@blogdacomunicacao.com.br

Guerra de espadas em Cruz das Almas (BA) - Crédito: G1
Guerra de espadas em Cruz das Almas (BA) – Crédito: G1
Não. Não estamos falando de nenhum combate com armas de fogo, ou guerra civil. A batalha que deixou um saldo de 160 feridos foi a tradicional “guerra de espadas” que acontece todos os anos no São João da cidade de Cruz das Almas, no interior da Bahia (a 142 Km de Salvador).

Nessa guerra, as espadas são fogos de artifício de cerca de 30 centímetros de comprimento feitos geralmente de forma clandestina a partir de uma mistura de pólvora, barro e limalha de ferro: depois de um “processo de secagem”, os fabricantes das espadas pegam um pedaço de bambu cozido em querosene. Esse Bambu, já cortado nos pedaços de 30 centímetros, é enrolado em um barbante para adquirir a forma cilíndrica. Em seguida, o “artefato” é recheado com barro seco peneirado, pólvora e limalha de ferro. O que é repetido a cada 10 centímetros de bambu. Para finalizar, os fabricantes inserem o pavio por um pequeno furo. Os fabricantes têm ainda o cuidado de colocar um pavio bem longo, para entrar em contato direto com a pólvora. Assim eles dizem, dar mais “poder de fogo” às espadas. Toda essa “engenharia” provoca uma copiosa explosão pirotécnica: a pressão faz com que o bambu se estilhace completamente, atingindo uma distancia de até 100 metros. Dependendo da potência do artefato, os estragos aos guerreiros e aos expectadores da guerra podem ocasionar intensas queimaduras e outras lesões.

Com as espadas na mão, os “espadeiros”, como são conhecidos, montam seus grupos e saem em busca dos “rivais”. O objetivo é, da maneira mais pirotécnica possível, jogar os artefatos contra os integrantes do outro grupo, tirando-os do jogo. Para um espadeiro nada é mais gratificante do que acertar, através das mais ousadas manobras com a espada, a mão ou a cabeça do “inimigo”. Vejam:

Imagem de Amostra do You Tube

Estima-se que, na cidade de Cruz das Almas, cerca de 250 mil espadas sejam comercializadas todos os anos. A guerra de espadas, na região,  passa tradicionalmente  de pai para filho e, por isso, cada vez mais cedo, as crianças entram para os exércitos de espadeiros. Hoje, mais de dez mil pessoas participam (como espadeiros ou espectadores) da perigosa brincadeira. É um espetáculo impressionante.

No entanto, o que mais preocupa é que a guerra de espadas não tem um local definido para acontecer. A prefeitura de Cruz das Almas até tenta estabelecer pontos específicos para o encontro dos espadeiros, mas é impossível controlar as diversas batalhas que acontecem na cidade. Assim, em qualquer lugar pode “estourar” uma guerra entre espadeiros: em bairros residenciais, entre postos de gasolina, em ruas cheias de transeuntes…

O saldo de tal irresponsabilidade se reflete no número de feridos: esse ano, segundo informação publicada pelo Jornal A tarde, foram mais de 160. “As espadas feriram jovens, idosos e crianças. Com lesões mais graves, quatro pessoas foram transferidas na quarta para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Um menino de 18 anos perdeu o olho esquerdo e uma senhora de 63 teve traumatismo na mandíbula”, diz a reportagem do jornal.

Todos nós entendemos que a guerra de espadas em Cruz das Almas e na Bahia é uma tradição e, para quem tem coragem, é um espetáculo até bonito. Porém, não se pode admitir que pessoas alheias á brincadeira sejam feridas simplesmente porque “passavam pela rua”. O São João de Cruz das almas tem que se organizar para que no próximo ano as batalhas entre espadeiros estejam restritas a locais seguros e separados do resto da população. A polícia, inclusive, tem que se engajar em punir aqueles que desrespeitam as regras e ocasionam lesões ao restante da população.

Porque, se mais organizada, a guerra de espadas pode se tornar um evento mais “seguro” e atrativo. O que fará com que a já famosa festa junina desta parte da Bahia ganhe mais um componente para atrair os turistas. O que não pode acontecer é que a “peleja” das espadas venha a se tornar completamente clandestina. Isso faria muito mal á tradição e só pioraria as coisas…

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POR Guilherme Freitas 2 ANOS ATRÁS
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por Guilherme Freitas
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Você sabia que existe um bairro em Freiburg, cidade localizada no sudoeste da Alemanha, onde os carros estão literalmente banidos das ruas? No pequeno subúrbio de Vauban vivem aproximadamente 5.500 habitantes. O bairro surgiu em 2006 e tem um padrão de vida elevado. Em todas as ruas do distrito é proibida a circulação de veículos. Há apenas uma exceção: a avenida principal, por onde passa o bonde que se dirige ao centro de Freiburg.

É permitido ter carro na cidade, porém os moradores encontram problemas. Não há local para guardá-los e eles não podem ficar na rua. A única alternativa é comprar uma vaga em grandes estacionamentos pelo salgado valor de R$ 80 mil. Cerca de 70% das famílias que vivem no bairro não possuem automóvel e 57% delas venderam o carro para se mudar para Vauban. É o caso de Heidrun Walter, mãe de duas crianças e instrutora de mídia. “Quanto eu tinha carro, estava sempre tensa. Sou muito mais feliz agora”, afirma Heidrun que prefere andar de bicicleta com os filhos.

Sinalização de trânsito para bicicletas em Vauban - Crédito: Diulgação
Sinalização de trânsito para bicicletas em Vauban – Crédito: Divulgação

Porém, nem todos se acostumam com a rotina do distrito. “Se você tem carro, você vai usá-lo. As pessoas que vem para cá e sentem falta do carro vão embora bem rápido. Elas sentem falta do carro na porta”, diz Heidrun que já viveu nos Estados Unidos com carro particular. A maioria dos moradores tem carrinhos que são rebocados por bicicletas para irem às compras ou para levar os filhos à escola. Para viajar ou passar uma tarde fora, as famílias compram carros juntas ou utilizam carros comunitários que podem ser alugados.

Essa ideia tem sido discutida em toda a Europa. No Reino Unido, o governo exige que a construção de grandes empreendimentos ocorra em locais próximos a estações de metrô e trem para incentivar o cidadão a utilizar o transporte público. Dificilmente essa medida seria tomada em outros países como o Brasil e os Estados Unidos. “As pessoas desses países são desconfiadas de qualquer ideia que envolva não ter um automóvel”, conta David Ceaser, cofundador da organização sem fins lucrativos Car Free City USA.

Casa em Vauban, com garagem exclusiva para bicicleta - Crédito: Eigene Arbeit
Casa em Vauban, com garagem exclusiva para bicicletas e carrinhos de crianças - Crédito: Eigene Arbeit

O lado positivo desta medida é a melhora no meio ambiente, na qualidade de vida e o fim de congestionamentos. O fator negativo é a pouca privacidade em manter carros conjuntos com vizinhos e a falta do automóvel em uma emergência.

E você leitor, o que acha sobre essa ideia. Vale a pena banir o automóvel em seu bairro para melhorar a qualidade de vida, mesmo que isso possa o prejudicar?

Fonte: New York Times

Veja no vídeo abaixo um trecho do programa francês Les Report Terre, apresentando a saudável Vauban, que além de evitar automóveis também adotou outras medidas ecológicas.

Imagem de Amostra do You Tube

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POR Leandro Lopes 2 ANOS ATRÁS
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Por Leandro Lopes
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Há tempos quando abríamos nossa janela, não podíamos ver além do fim da rua em que vivíamos. Era o nosso horizonte, a nossa bússola quando apontava para o norte nos mostrava exatamente o fim da rua, algo que queríamos desbravar!

Eu santo-andreense de coração, típico garoto da cidade não cabia em mim tamanha a felicidade quando a família resolvia armar uma viagem! Eu iria ver o mar! Uau!

Mesmo as viagens para a chácara, no recluso da natureza, envoltos por árvores, pedras, arbustos e mais árvores, que teoricamente para mim não deveriam significar muito – já que meu playstation não estava ali – significavam sim e demais.

Fico impressionado quando paro pra pensar e vejo que o mundo de hoje é realmente um mundo sem fronteiras.

Não sou exatamente um homem experiente, e no alto dos meus 19 (dezenove) – bem vividos – anos de vida vi muita coisa evoluir, mas nada como a tal da globalização.

A fronteira é o saber - Crédito: Divulgação
A fronteira é o saber – Crédito: Divulgação

Lembro-me quando meu pai comprou o primeiro celular da família. Aquilo era sensacional! O sinal era horrível, o celular parecia um tijolo – literalmente – de tão grande e pesado e ainda assim era a super novidade da época.

Meu avô materno, grande exemplo, Sr José Joaquim de Oliveira, vindo de Pernambuco e criado de maneira simples, sentiu e sente até hoje saudades de sua terra. Mas meu avô não sabe do que eu e você caro leitor sabemos, ele nem ao menos sabe que foi citado aqui.

O que a tecnologia fez conosco?

Qual a distância entre Brasil e Japão? Exorbitante comparação, ok. Qual a diferença entre Porto Alegre e Santo André?

O percurso e a fronteira que separavam a cidade do ABC paulista para metrópole do sul hoje já não existe mais. Em poucos minutos navegando na internet, com vídeos, recados e “twittadas” eu consigo literalmente ir até Porto Alegre.

Como explicar ao meu avô que o Google Earth nos mostra com exatidão algum terreno ou lugar que fique exatamente do outro lado do planeta? Tão distantes e tão próximos ao mesmo tempo…

A tecnologia não para - Crédito: Veja
A tecnologia não para – Crédito: Veja

O meu avô não sabe, mas já podemos mostrar-lhe o local onde cresceu e para isso nem precisamos sair de casa. Eu sinto saudades daquela época mais simples. Ah sim eu sinto saudades. Mas podemos nos fazer valer da tecnologia e assistir velhos filmes, ouvir velhas músicas, ler velhos livros. Isso tudo sem levantar da cadeira em que estou. Sem sair do computador.

A distância entre cidades, estados ou países, atualmente não está mais na geografia que por séculos os separou mas sim entre o saber e o não saber como usar as ferramentas que temos. O mundo não tem mais fronteiras. E literalmente o céu é o limite!

Não se esqueça, a tecnologia jamais substituirá o sentimento. O seu mundo também é sem fronteiras?

De olho neles,
Abraço.
Leandro Lopes

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POR James Freitas 2 ANOS ATRÁS
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Matéria Marabá – Crédito: Globo.com

por James Freitas

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A editoria de cidades hoje trás um mix de cidades e entretenimento pois neste espaço em que escrevo presto homenagem à um gigante adormecido que voltou ao mundo com força e vitalidade. Senhoras e senhores é com muito prazer que tenho o orgulho de apresentar a volta do todo poderoso cinema “Marabá”

As palavras são poucas, é verdade, pois o vídeo fala por si só mostrando toda a história desse marco da cidade de São Paulo e dos amantes do cinema….

Alguém quer conhecer o novo Marabá?

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POR Isaque Criscuolo 2 ANOS ATRÁS
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por Isaque Criscuolo

O inverno está chegando e com ele a solidariedade.

Perdoem-me pela frase clichê, mas foi a única maneira que encontrei para expressar o sentimento e intenção da Campanha do Agasalho 2009.

Campanha do Agasalho 2009

“A Campanha do Agasalho é uma iniciativa do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, tendo como parceiros todas as Secretarias de Estado, empresários e a sociedade civil.

A Presidente do FUSSESP, Monica Serra, com o apoio dos diversos segmentos da sociedade planeja estratégias, estabelece locais de arrecadação e coordena ações para ajudar milhares de famílias carentes a enfrentar o inverno com mais segurança, dignidade e calor humano.

As doações são encaminhadas às entidades assistenciais cadastradas, hospitais, albergues da Capital e de todos os Municípios do Estado de São Paulo.”

Texto retirado do site da campanha.

Por isso, colabore!

Imagem de Amostra do You Tube

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POR Priscilla Aloi 3 ANOS ATRÁS
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por Priscilla Aloi
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Ontem fui a vários pontos da cidade de São Paulo, e realmente pude observar a diversidade de pessoas que São Paulo abriga. Para começar o dia, estive na Av. Brigadeiro Luis Antônio por volta das 7h30, o horário de pico de quem vai para o trabalho ou volta para casa depois de um dia de trabalho – um vai e vem e muita gente tomando café (até que o trânsito estava bom).

Por volta das 8h25 estava no bairro de Santa Cecília, e ao sair de lá vi a São Paulo da garoa, São Paulo terra boa. Fui para a Avenida Angélica e depois, é claro, lá estava eu na Avenida Paulista, o coração de São Paulo! Pessoas de todas as raças, tribos, como quiser chamar…se “misturam” na imensidão dos prédios e do concreto do asfalto. Não dá para caminhar lentamente no meio da multidão, pois o ritmo frenético da cidade nos absorve e assim somos milhares de pessoas desconhecidas em busca de seus sonhos, sustento e aventuras na grande cidade chamada São Paulo.

O cartão-postal mais famoso de São Paulo: a Avenida Paulista - Crédito: Reprodução
O cartão-postal mais famoso de São Paulo em versão nortuna: a Avenida Paulista – Crédito: Reprodução

Ao descer a Alameda Ministro Rocha Azevedo – o ritmo diminui – lá pude observar cachorros passeando, o verde das árvores e algumas pessoas em suas varandas nos edifícios olhando para o céu e tentando prever se a garoa iria parar. Alguns minutos depois o sol reaparece e assim temos as quatro estações no ano em um mesmo dia, essa é a cidade de São Paulo.

Ao sair da José Maria Lisboa e passar pelo bairro do Paraíso vi que uma das características dessa região é a quantidade de hospitais – um dos mais conhecidos é a Beneficiência Portuguesa, que atende pessoas de todo Brasil – parece uma cidadela dentro da cidade de São Paulo.

Do Paraíso para Liberdade, e aqui você já sabe, os orientais “dominam” a região, muita comida típica, costumes e cultura – uma delícia!!!

Esse foi meu “tour” por São Paulo, uma cidade que abriga pessoas de todo mundo e de todo Brasil, uma mega cidade – onde você pode tirar lições de vida em um mesmo dia em diversas situações e com diversos povos diferentes.

Viva a diversidade em uma mesma cidade. Viva São Paulo!!!

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