por Ruither Ferrão
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A capital mineira se prepara para receber uma catedral que abrigará cinco mil pessoas em seu interior e cerca de 20 mil no espaço externo, destinado a celebração de missa campal. O projeto, assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, custará entre R$75 milhões e R$100 milhões.
Na última segunda-feira (4), o projeto foi apresentado ao papa Bento XVI, juntamente com obras de outros 59 artistas de várias partes do mundo, na ocasião em que se comemora 60 anos de sacerdócio do pontífice.
Cerca de 10 mil fiéis participaram da festa de lançamento do projeto da Catedral Metropolitana Cristo Rei – Santuário da Divina Misericórdia, realizada na semana passada no Mineirinho, em Belo Horizonte. O padre Fábio de Melo e a cantora Celina Borges estiveram presentes ao evento que foi presidido pelo arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor de Oliveira Azevedo.
O local escolhido para a construção da catedral fica próximo ao novo Centro Administrativo de Minas Gerais, na Região Norte da capital e em frente à Estação Vilarinho do metrô.
A nova catedral, que representa um sonho antigo da igreja Católica em Minas Gerais, terá 50 mil metros de área construída, distribuídos em três pavimentos e deverá ter suas obras iniciadas em 2012, devendo ficar pronta em 2014, ou seja, mais uma obra para o ano da Copa. Será que sai?
Fontes: G1/Super Notícia
Foto: ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE/DIVULGAÇÃO
por Guilherme Freitas
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Moro em São Paulo, mas tenho família no Rio de Janeiro e costumo ir a cidade sempre. Estive na Cidade Maravilhosa este ano três vezes e devo voltar mais algumas vezes. Nas duas últimas semanas estive por lá. Além das lindas paisagens que contemplamos e da beleza da mulher carioca, outra coisa me chama a atenção sempre que aporto por lá: o trânsito. A cada viagem que faço, ele está pior. Igualzinho ao inferno de São Paulo.
A cidade do Rio é um pouco menor comparada a São Paulo em área e bem menor em população. Devido a realização da Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, a cidade está vivendo uma revolução. É praticamente impossível não ver alguma obra: alargamento de pistas, mais faixas sob pontes e a construção do metrô até a Barra da Tijuca. Ao mesmo tempo em que a cidade se prepara para seus grandes testes internacionais e deixa legados para sua população, o trânsito só aumenta. E piora.
Durante minha estada fiquei em Copacabana, um dos bairros mais movimentados da cidade. É praticamente impossível estacionar um carro lá. Seja de manhã, a tarde ou a noite. A caça por uma vaga é dura e muito competitiva e é preciso ter paciência. A Uma coisa que me chamou a atenção foi a Avenida Nossa Senhora da Copacabana. Lá são quatro faixas: duas para ônibus ou táxi, uma para estacionar e outra para carros. Já deu pra notar o drama dos motoristas.
Mais pior ainda é atravessar a cidade, como quando fui de Copacabana para a Barra da Tijuca. Para fazer esse caminho deve-se pegar a Linha Amarela, porém um problema e pronto: trava-se tudo. Um recapeamento de pista em pleno domingo do dias das mães fez o trajeto de cerca de 30, 40 minutos tornar-se 1 hora e meia. E nem quando se chega na Barra o trânsito alivia. Lá o excesso de carros é enorme.
No Rio de Janeiro há mais ônibus em circulação do que em São Paulo e o metrô começa a se expandir devido a Olimpíada. Ao mesmo tempo o carioca compra carro a rodo. Apenas uma mudança de mentalidade vai reverter o caso e melhorar o trânsito do Rio: mais transporte público e menos carros nas ruas. Uma receita que não tem erro.
por Priscilla Aloi
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Oi, Pessoal! Todo ano procuro divulgar a Festa de São Vito, pois o macarrão das “mamas” é delicioso. Além de nos esbanjarmos nas delícias italianas, ajudamos as crianças da crechê. Veja as informações das datas, horários e preços logo abaixo, e apareçam por lá! Eu vou. E você? Divirta-se!
Pela primeira vez no Brasil, a relíquia do braço de São Vito chega à São Paulo para abrir a 93ª Festa de São Vito
SERVIÇO 1: MISSA SOLENE E PROCISSÃO COM A RELÍQUIA DE SÃO VITO
Data: 14/05/2011, às 19h.
Local: Igreja de São Vito, na Rua Polignano a Mare, 51
SERVIÇO 2: ABERTURA OFICIAL DA 93ª FESTA DE SÃO VITO
Data: 14/05 a 03/07
Local: Centro Social, Rua Fernandes Silva, 96.
Período: 14/05 a 03/07/11, todos os sábados e domingos, a partir da 19h30.
Preços: Cantina R$ 50,00 no Sábado e R$25,00 no Domingo. Praça de Alimentação, Sábado e Domingo: R$ 4,00 Tíquete consumação.
Aceita Cartões de Crédito e Débito, acesso a deficientes, ambulância UTI, Posto da PM, Bombeiro, Eletricista e Segurança.
Visando diminuir o impacto causado ao meio ambiente pelas sacolas feitas de polietileno, as tradicionais “sacolas de supermercado”, a partir de 19 de abril está probibido o uso das mesmas pelos comerciantes de Belo Horizonte, de acordo com a lei 9.529, sancionada pelo então prefeito Fernando Pimentel, em 27 de fevereiro de 2008 e que estabelecia um prazo de três anos para que a população se adequasse às novas normas. A capital mineira foi a primeira no País a tomar uma decisão neste sentido.
A produção desenfreada de material como este gera grandes prejuízos ao planeta como o entupimento de bueiros causando enchentes, a dificuldade de o lixo orgânico se decompor nos aterros sanitários etc. As sacolas feitas com derivados do petróleo podem levar de 300 a 400 anos para se decomporem. Em contrapartida, as sacolas biodegradáveis levam, no máximo, 18 meses para o processo de decomposição. O problema é que elas custam, em média, R$0,19 cada e serão vendidas aos clientes, casos estes não tenham outra alternativa para levarem suas compras para casa, o que não está agradando a uma grande parte dos consumidores.
A saída encontrada pela maioria da população tem sido o uso de caixas de papelão e também uma diversidade de sacolas ecológicas. Com isso muitas pessoas passaram a criar novos modelos para vender, garantindo uma ajuda extra no orçamento. A mineira Keila Cristina de Oliveira, de 27 anos, acha que a ideia da proibição acaba sendo mais uma maneira de fazer as pessoas gastarem dinheiro, uma vez que as sacolas biodegradáveis deverão ser compradas. Entretanto, ela está ajudando a uma amiga na confecção de bolsas e espera ter um bom retorno financeiro, já que a procura está em alta. “Não é uma sacola que você usa e joga fora. Dá pra usar por muito tempo”, comenta Keila.
Este é um dos modelos de bolsa ecológica produzidos por Keila e a amiga
A lei prevê uma multa inicial de R$1.000,00 para o comerciante que insistir no uso das sacolas de polietileno, podendo aumentar e até chegar à cassação do alvará de funcionamento, em casos mais graves.
Agora é esperar a fase de adaptação e torcer para que dê bons resultados. Cada um, a seu modo, se adequa à nova lei e contribui para um planeta menos poluido!
Fonte: administradores.com.br
por Leandro Lopes
autosemotos@blogdacomunicacao.com.br
Quando os gregos mobilizaram mil navios para a expedição que rumava a Troia com o único objetivo de resgatar Helena, os deuses já planejavam o desfecho da empreitada. A guerra entre gregos e troianos perdurou por anos e segundo a mitologia, a batalha foi alterada por vontades divinas.
Atravessar São Paulo parece ser missão Hercúlea (para citar outro mito grego).
Não é preciso ter espirito de repórter, nem ao menos é necessário curiosidade para encontrar histórias de pessoas que enfrentam epopeias para chegar ao trabalho ou faculdade.
Com um trânsito digno de poemas de Homero, São Paulo se torna não só uma cidade selva – de pedra é claro –, como também um emaranhado de carros, em número muito maior que os supostos mil navios dos gregos.
A solução obvia é investimento em transporte público. Corredores de ônibus que facilitem a locomoção das pessoas com o mínimo de conforto possível. Com a experiência de quem entrevistou usuários de ônibus no melhor estilo Gonzo de questionar, o transporte público de São Paulo passa longe de ser minimamente confortável.
E o cavalo de madeira em forma de aumento de tarifa dos ônibus em São Paulo, não refletirá a conquista de nada, diferente de como fora nos tempos de Ulisses e Aquiles. Os atuais três reais cobrados para os usuários de ônibus na cidade não parecem refletidos em melhorias substanciais.
Estima-se que sejam gastos R$ 23 bilhões de reais em obras de melhoria e infraestrutura do país para que estejamos prontos para a realização da Copa do Mundo. Em um raciocínio rápido encontramos outras prioridades. Saúde, educação, transporte público, violência… Onde quer que sejam investidos esses – por enquanto – R$ 23 bilhões, eles estão sendo mal investidos.
O problema de quem luta nessa guerra troiana por condições melhores há anos, é que valores e soluções são esquecidos no momento em que Tétis aparece com seu filho banhado no rio Estige. O calcanhar é a memória. Memória que falha para cobrar promessas e conferir valores.
O trânsito em São Paulo é como uma grande dança. Pela manhã, todos marcham rumo a um mesmo destino, em carros parecidos, no mesmo metrô, nos mesmos ônibus… É um perfil fácil de traçar. Fones no ouvido, expressões cansadas, olheiras cravadas na pele como sapos de macumba.
Helena não estava tão triste em Troia. Nem todos os troianos queriam resgatá-la. Assim como os paulistanos, que não estão tão a fim de se mover ou de chegar ao destino confortavelmente. Reclamar sentado no sofá ou dentro de um cavalo de madeira é fácil demais.
Gabrielle Rodrigues de 20 anos trabalha em São Bernardo, estuda em Santo André e mora em São Paulo. Faz essa rota todos os dias. Ainda que não atravesse mares como os gregos, de tempos em tempos a estudante faria bom uso deles, já que essa região, onde passa a maior parte de seus dias, sofre com o problema das enchentes.
Sobre o aumento na tarifa dos ônibus, a usuária diz que: “Quando comparada ao salário mínimo essa tarifa é absurda! Mesmo para quem paga metade do valor! Muitos estudantes não trabalham e o valor é no mínimo abusivo!”.
O aumento da tarifa é justificado se o valor é investido em melhorias. Gabrielle não está otimista quanto a elas: “Quais melhorias??!”
A insatisfação da população é conhecida. Tão clássica quanto os poemas de Homero. O que falta ser dito para que as pessoas que comandam esse país entendam que a população não é mais o rebanho do voto de cabresto? Como na Ilíada temos mocinhos e vilões, depende é claro, do ponto de vista.
Leandro Lopes
@falecomleandro
por Guilherme Freitas
cidades@blogdacomunicacao.com.br
A cidade São Paulo tem quase 11 milhões de habitantes. O Detran, Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, afirmou que existem na capital 7.012.795 veículos em toda a cidade. Desses, 73% são carros. É um número alto e que mostra porque a cada dia recordes de congestionamentos são batidos. Mas como resolver este problema? Só há duas respostas: investir pesadamente no transporte público e aderir ao pedágio urbano no centro.
A frota de ônibus em São Paulo é ridícula. Segundo números do Detran dos mais de 7 milhões de veículos da capital, apenas 0,6% são de ônibus. Número inferior ao de reboques: 1,04%. Quem utiliza os ônibus paulistanos sabe muito bem do que estou falando. Eles demoram a passar, estão sempre lotados em horário de pico, são velhos e ainda caros, pois a passagem é de R$ 3,00. Infelizmente, a prefeitura dá de ombros (o prefeito Kassab só pensa em si mesmo e no futuro partido) e empurra o problema com a barriga.
Enquanto o Governo do Estado vai investindo no metrô e nos trens (de forma lenta, mas indo), a Prefeitura ignora os ônibus. Existem poucos corredores de ônibus e a falta de veículos de qualidade fazem com que o paulistano prefira gastar dinheiro e comprar seu carro. Talvez uma solução para o fim dos congestionamentos seja aderir ao pedágio urbano, tão condenado por aqui. Em Londres há pedágio para alguns setores da cidade e há locais onde a construção de estacionamentos são proibidos. A prefeitura londrina força o cidadão a andar de transporte público e ele adere. Mas lá, o serviço é de primeira.
Estive ano passado em outra grande metrópole: Nova York. Lá a mentalidade é outra e o pessoal prefere utilizar o transporte público ao carro. O custo é muito menor andando de ônibus, trem e metrô nova-iorquinos. É comum ver executivos e engravatados nas estações de ônibus e metrôs. E lá o metrô também lota no horário de pico. Carro só aos fins de semana.
Para o brasileiro ter um carro é sinal de liberdade, conquista e sonho. Muitos torram os primeiros salários em prestações de carro ao invés de investir em outro negócio ou numa casa própria. Não condeno esta escolha, mas é preciso ter mais consciência com a cidade. Se você mora perto do trabalho, vá a pé. Se você mora ou trabalha perto do metrô, deixe o carro em casa. O transporte público não é o fim do mundo. Utilize-o mais vezes.
PS: Não sou um demagogo que usa carro todo o dia e prega o uso dos coletivos. Não tenho carro e não dirijo há anos. Só uso transporte público para me locomover a cidade e não quero gastar dinheiro com um automóvel. Prefiro ir lendo um livro no busão, metrô ou trem.
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