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POR Guilherme Freitas 3 ANOS ATRÁS
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A bandeira da Argentina - Crédito: Divulgação
A bandeira da Argentina – Crédito: Divulgação

por Guilherme Freitas
internacional@blogdacomunicacao.com.br

O que está acontecendo na Argentina? O que se passa com nossos hermanos? Crise internacional, protecionismo que irritou o Brasil, locaute de ruralistas e antecipação das eleições presidenciais, estão assustando e complicando o governo da presidente Cristina Kirchner, que se encontrou ontem no Brasil com Lula. Como embarco para a Buenos Aires e depois para Mar del Plata na próxima quarta-feira e ficarei por lá durante uma semana, vou apresentar algumas notícias que sacudiram os hermanos nos últimos dias. Depois vou conferir tudo “na prática”.

A crise mundial aportou em Buenos Aires, mais precisamente na Casa Rosada, sede da presidência. Com o PIB em queda e perdendo prestígio com a população, o governo argentino adotou políticas de protecionismo, que valoriza a produção própria e restringe as importações. O Brasil, que é afetado por essa política, vem criticando a posição argentina. Ontem em um encontro com Cristina Kirchner em São Paulo, o presidente Lula não quis entrar em polêmicas e não citou o protecionismo argentino. Lula afirmou que Brasil e Argentina são rivais apenas no futebol. O governo brasileiro está descontente, mas não quer ver Cristina enfraquecida já que apóia a presidente e não quer ver a oposição no poder.

Além desse impasse com o Brasil, o governo voltou a ter problemas com os produtores rurais do país, que ano passado e em fevereiro desse ano fizeram um forte protesto ao governo e agora o fazem de novo. Os fazendeiros voltaram a protestar fechando estradas no país e anunciando que vão interromper a venda de diversos produtos por até uma semana, após o governo anunciar não baixar os impostos referentes à exportação de soja. O governo argentino fica com 35% da soja que é exportada, o que os ruralistas não aceitam.

A presidente Cristina Kirchner teve queda de popularidade - Crédito: AFP
A presidente Cristina Kirchner teve queda de popularidade – Crédito: AFP

Além dos problemas de protecionismo e do locaute, o atual governo argentino antecipou as próximas eleições presidenciais, que estão marcadas inicialmente para outubro. A presidente Cristina Kirchner enviou no início da semana à Câmara dos Deputados argentinos um projeto que visava antecipar o pleito para junho. A oposição se manifestou contrária a mudança, mas como a maioria dos deputados é da base do governo a proposta foi oficializada. Com baixa popularidade, Cristina teme a crise internacional e o fortalecimento da oposição. Seu possível sucessor pode ser o marido, Néstor Kirchner, ex-presidente do país entre 2003 e 2007.

Fica claro que a Argentina ainda não está totalmente estável após a dura crise econômica que a atingiu entre o final da década de 1990 e o começo da década de 2000. Com a chegada dos Kirchners ao poder, em 2003, o país conseguiu salvar sua economia e moeda (peso) e ainda viu seu PIB crescer até 9% ao ano. Porém, a crise mundial chegou ao país e já é uma das grandes preocupações de Cristina, que não quer perder o poder para a oposição. Pelo que parece, la marolinha também já chegou por lá.

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POR Isaque Criscuolo 3 ANOS ATRÁS
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por Isaque Criscuolo

internacional@blogdacomunicacao.com.br

No último dia 11 de março, na cidade de Winnenden, Alemanha, o jovem Tim Kretschmer, 17 anos, foi autor de um massacre na escola onde estudava.

Tim Kretschmer

Os motivos para o crime ainda são incertos e pouco se sabe sobre o fim trágico do garoto.

Após matar nove alunos, oito do sexo feminino, e três professoras, Kretschmer fugiu, atirou em outra pessoa e sequestrou um carro, obrigando o motorista a dirigir até a cidade de Wendlingen, onde atirou em dois homens e feriu policiais gravemente.

Após o ocorrido, de acordo com informações da polícia alemã, o garoto suicidou-se.

Perguntei-me o motivo que levou Kretschmer a cometer tamanha barbárie. Cheguei a uma conclusão de que podem ter sido diversos fatores.

Vizinhos relatam que o comportamento do garoto era estranho e recluso, outros dizem que Kretschmer era alvo de brincadeiras e risadas. Estes fatos podem ter contribuído para a inconseqüente ação do jovem, mas e a família, sabia do que acontecia?

O pai do garoto participava de um clube de armas e possuía algumas delas em casa, o que acabou facilitando o acesso e planejamento do crime.

Arma usada por Kretschmer

Beretta, arma usada por Kretschmer para cometer os crimes.

Jamais irei defender a atitude de Kretschmer, mas devemos enxergar que além de um garoto problemático ele era um ser humano, um adolescente aterrorizado com o mundo externo, com os preconceitos. Ele se aprisionava dentro de si mesmo, e nessa solidão macabra acabou tomando decisões precipitadas e dolorosas.

Sabe-se que a namorada de Kretschmer terminou o namoro existente entre eles e isso explicaria o fato do garoto ter matado mais mulheres do que homens.

A mídia adora noticiar desgraças internacionais e julgar antes de averiguar os fatos. Alguns jornais dizem que o garoto suicidou-se, outros que foi morto… Em quem acreditar?

Acredito que ele foi morto por policiais.

Se olharmos para o passado, veremos que outros tantos garotos tomaram atitudes equivalentes a de Kretschmer, e todos tinham em comum um desejo ardente de ser visto, de entrar para a história, de ser reconhecido. Kretschmer anunciou na internet que cometeria tais atrocidades e essa é uma amostra da necessidade de reconhecimento que possuía.

Talvez fosse só carinho, atenção, respeito e consideração que aqueles garotos precisassem. Nada justifica a atitudes de Kretschmer e de outros tantos garotos, mas também nada justifica a ação julgadora da mídia e de todos nós.

Esses acontecimentos podem servir de alerta para que nossa sociedade passe a olhar também para os excluídos, incompreendidos e que possa ver o quanto destruidor é nosso sistema social para pobres criaturas invisíveis e agressivas como Kretschmer.

Mais uma vez outra tragédia entra para a história e o dia 11 de março de 2009 será lembrado como uma data triste para muitos familiares.

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POR Colaboradores Especiais 3 ANOS ATRÁS
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Por Juliana Sever
blog@blogdacomunicacao.com.br

Disse que me redimiria e aqui estou!

Embora as investigações não tenham acabado tudo leva a crer que a advogada Paula Oliveira realmente se autoflagelou na Suíça. Primeiro ela alegou ter sido atacada por neonazistas, e depois consequentemente perdido os filhos gêmeos que ainda carregava na barriga. Depoimentos, mensagens de apoio e indignação da família e amigos explodiam na mídia, e os jornais nem haviam rodado completamente quando foi anunciada a invenção de Paula Oliveira.

Algo nessa história parece estranho, na verdade, o fato dela inventar a gravidez e ter feito as marcas no corpo não é o principal a meu ver, o que me intriga são as siglas SVP. Se a brasileira realmente inventou toda essa história, alguma ligação ou comprometimento com política ela deve ter.

A nova é a declaração do advogado dela, Roger Muller, que teria admitido a confissão da advogada ao promotor no Tribunal da Justiça de Zurique. Pior é a insinuação deste profissional de ter induzido a cliente a mentir e dizer que não se lembrava dos fatos na frente dos oficias suíços. E diferentemente do meu texto anterior de apoio incondicional aos brasileiros, nesse eu me rebelo e coloco a minha insatisfação com as mentiras contadas por Paula Oliveira.

Mesmo com a desconfiança de que algo estranho existe nessa história, a mentira nunca é justificável, ao menos que vidas estejam envolvidas e não parece ser o caso.

Daqui fica difícil julgar casos e acasos, porém fica registrada a opinião errônea caso ela seja realmente confirmada. Mas permaneço amando e defendendo essa minha terra, e embora ela esteja fora de si, espero que tragam a brasileira para a sua terra e tratem com carinho, dessa mulher, que tinha tudo pra se firmar na Europa. Mas tem situações na vida que são apenas inexplicáveis.

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POR James Freitas 3 ANOS ATRÁS
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por James Freitas

james@blogdacomunicacao.com.br

eutanasia

Classificado com um insulto pela igreja católica a eutanásia – prática de auxiliar na morte de algum paciente que está sofrendo em estado terminal – é um dos assuntos mais discutidos no mundo inteiro principalmente com o recente caso da italiana Eluana Englaro que estava em coma havia 17 anos e morreu na última semana.

O que muitos não fazem questão de lembrar é que na antiguidade muito antes do nascimento do cristianismo era muito comum ajudar alguém a morrer para evitar sofrimento e traumas nas famílias. Filósofos da Grécia e Roma consideravam essa prática como uma “morte boa”, como resposta apropriada e racional a diversos males.

As primeiras teorias contra essa prática chegaram no inicio deste século principalmente com Santo Agostinho que publicou em seu livro, Cidade de Deus, que o suicídio era simplesmente outra forma de homicídio, portanto um Crime em outras palavras uma atitude condenável. O cristianismo ganhou apoio do judaísmo e até de reformistas no decorrer dos tempos.

Atualmente o consenso mundial dá conta que os médicos não deveriam apenas ajudar o paciente a ter uma boa morte, mas deveriam evitá-la e postergá-la. E, à medida que leis foram criadas, morrer passou a ser um problema social, e não apenas um sofrimento individual.

E você caro leitor? Quem tem a razão? Acredita que a prática da eutanásia deve ser liberada para todo o planeta? Vocês apóiam a teoria da “boa morte”?

Sugirem, opinem, critiquem….PARTICIPE! O espaço agora é de vocês….

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POR Colaboradores Especiais 3 ANOS ATRÁS
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Por Juliana Sever
juliana@blogdacomunicacao.com.br

Cada semana eu me deparo com situações inimagináveis. A da vez é o caso Paula Oliveira na Suíça, que supostamente teria sido atingida por neonazistas no país europeu. Ela teria perdido os gêmeos que carregava ainda na barriga, além das marcas da sigla SVP, do partido suíço de extrema direita, gravados no seu corpo.

Conversei com o advogado Evandro Carvalho, doutor em direito internacional, e amigo da vítima que diz não acreditar que ela tenha se automutilado, pois acompanhou de perto a sua sensatez e esforço para chegar ao ápice do sucesso profissional que almejava.

Em contrapartida alguns médicos que estão sendo entrevistados e os oficias suíços insistem em afirmar que Paula inventou toda essa história.

Não posso julgar o que aconteceu quilômetros daqui, mas não acredito que ela tenha feito isso. Pode parecer precipitado, mas NÃO ACREDITO.

Agora a briga passou de um caso individual e se tornou uma briga entre nações, tão diferenciadas, uma que tem a sua nacionalidade exacerbada, e a terra de ninguém: o Brasil.

Terra de ninguém, mas não mexam com os nossos, o presidente Lula já tratou de fazer críticas ao governo suíço, com toda razão, já a administração de primeiro mundo declarou: a mídia brasileira passou dos limites, o presidente andou para trás, mas queria ver se fosse com os apáticos suíços aqui no Brasil, queria ver se algum dos irmãos albinos tivesse tomado uma bala perdida, o que aconteceria?

Posso falar em cima de suposições, como estou fazendo, mas tenho um orgulho dessa terra e defenderei os meus como posso. Até que seja provado o contrário estou com Paula Oliveira, e pelas poucas vezes com o governo brasileiro. Não deixemos que a Suíça tente isentar uma possível culpa, caso a nossa conterrânea tenha realmente sofrido essa barbárie. Caso contrário, vou me redimir nesse blog, mas uma coisa é certa, a xenofobia existe e perdura mesmo que a segunda guerra mundial tenha terminado há anos, e os brasileiros que se arriscam por outras bandas sofrem com isso.

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POR Elisabete Lima 3 ANOS ATRÁS
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Elisabete Vital
bete@blogdacomunicacao.com.br

Em decisão inédita, a italiana Eluana Englaro, 37 anos, ganhou o direito de morrer. Ela vive em estado vegetativo desde que sofreu um acidente automobilístico em 1992. Depois de 10 anos lutando na justiça, seu pai conseguiu autorização para transferir a filha de um hospital em Lecco (perto de Milão) para a clínica “La Quiete” (A tranquilidade) na cidade de Udine, norte da Itália, onde os aparelhos que a mantém viva começaram a ser desligados ontem.

O caso de Eluana vem gerando muita polêmica no mundo inteiro. E na Itália, a questão já entrou em méritos políticos. Ontem, o governo italiano aprovou um decreto de urgência que proíbe a suspensão da alimentação artificial da paciente. O pai de Eluana, Giuseppe Englaro, pediu silêncio e respeito nos últimos dias da filha. A igreja repugnou o ato. O Papa Bento XVI alegou que “a eutanásia é uma falsa solução para o drama do sofrimento”.

A previsão é que a morte aconteça dentro dos próximos 20 dias. Até lá, ainda vamos ouvir muitas coisas sobre o caso Eluana.

Outro fato, também relacionado à saúde, chamou a atenção na Itália. Esta semana, o Senado italiano aprovou artigos de uma lei, que entre outras medidas, permite que médicos denunciem imigrantes ilegais.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) fez campanha de protesto durante a semana alegando que essa decisão não impede a imigração ilegal e transforma o médico em mero delator. Nem mesmo os médicos aprovam a medida. De acordo com Amedeo Bianco, presidente da Federação da Ordem dos Médicos italiana (Fnomceo), a decisão “vai contra a ética e pode ser tornar um boomerang na saúde pública”. Afirmou também que a lei iria contra o princípio básico da ética médica de segredo profissional e de tratar todos os pacientes como seres humanos, independente de suas origens.

Giuseppe e Eluana Englaro - Crédito: Globo.com
O caso Eluana ainda vai ter o que falar – Crédito: Divulgação

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