Por Henrique Oliveira
saude@blogdacomunicacao.com.br

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
Nesta segunda feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, publicou por meio do Diário Oficial da União, a proibição do uso do chamado cigarro eletrônico como forma de combate ao tabagismo. A decisão se ancora na falta de comprovação científica da eficácia do produto e é, no mínimo, bastante polêmica.
O cigarro eletrônico foi inventado pela empresa chinesa Golden Dragon Group e, num primeiro momento, foi tido como uma boa alternativa ao tabagismo. O equipamento, que tem forma e aparência de um cigarro comum, é composto por um inalador, um cartucho, um chip e uma bateria recarregável. Devidamente montado, o equipamento emite um vapor com gosto parecido com o de tabaco teoricamente não prejudicial à saúde, e reproduz, no fumante, a sensação de estar inalando fumaça verdadeira. Até aí tudo bem. Seria mesmo muito bom que um invento como esse pudesse combater os males e prejuízos que o cigarro causa em milhões de pessoas ao redor do mundo. Tabagistas convictos e inveterados viram nessa invenção uma boa oportunidade para largar o hábito de fumar. No entanto, uma análise realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) descobriu diversas substâncias tóxicas envolvidas na fabricação do cigarro eletrônico, o que levou a organização a recomendar sua proibição.
O Brasil foi um dos países que seguiram a recomendação da OMS e já proibiu o uso do equipamento como forma de tratar o vício do cigarro. Afinal, conforme publicado pelo UOL Notícias, “de acordo com estudos realizados pela FDA, agência equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, os dispositivos do cigarro eletrônico são 1,4 mil vezes menos cancerígenos do que o cigarro convencional, mas ele contém produtos químicos que podem trazer danos à saúde, como o nitrosamina e dietilenoglicol, substâncias cancerígenas que servem para dar sabor ao fumo. Por isso, o cigarro eletrônico também está proibido nos Estados Unidos”.
Em outras palavras, o cigarro eletrônico não é tão eletrônico assim. Ao reproduzir o gosto do cigarro comum, a invenção reproduz também alguns de seus efeitos maléficos, e isso, para um equipamento que se diz saudável, é, para muitos, intolerável. Porém, uma questão paira em torno de toda essa discussão: será que não seria melhor fumar um cigarro 1,4 mil vezes melhor para saúde dos tabagistas? Nesse caso, os benefícios não superariam os malefícios? Não dá para saber. Até porque ninguém em sã consciência irá viajar ao exterior para experimentar um “maço” da engenhoca…
Jornalista e blogueiro, atualmente Henrique é editor do site Incomode-se. Tendo experiência com leitura de peças fílmicas e culturais. É, também, autor de artigos publicados nas áreas de comunicação, política, Ciências Sociais Aplicadas. É cinéfilo convicto! Na literatura interessa-se por grandes obras da literatura mundial, indo desde Machado de Assis até Falkner! No debate procura o que foge do consenso. É intensamente instigado pela iquietude do diálogo a pelas portas abertas das novas idéias. Por isso, está, também, sempre aberto a novas parcerias e debates!
CONFIRA TODOS OS POSTS DO AUTOR
- Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo? Vote na nossa nova enquete, lá no blog -> http://t.co/fY2Quj7J 3:02 AM May 21st
- A #Euro2012 tá chegando. Veja aqui como ganhar um álbum da oficial com o #BGC e a @TorcidaPanini Participe e boa sorte! http://t.co/E2ht7LyY 2:40 AM May 21st
- Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo? Vote na nossa nova enquete, lá no #BGC -> http://t.co/fY2V1TgT 1:20 AM May 21st
- Logo mais tem enquete nova Blog da Comunicação! Aguardem!!! 9:36 PM May 20th
- O que esta esperando para participar? Veja aqui como ganhar um curso de Joomla! com a @oibezao e o @blogcomunicacao. http://t.co/0BxWxtlI 9:13 PM May 20th


Pingback: Fique por dentro Eletrônicos » Blog Archive » CIGARRO ELETRÔNICO É PROIBIDO NO BRASIL » Saúde » Blog da Comunicação