POR Sônia Mesquita 1 ANO ATRÁS
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por Sônia Mesquita

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A corrupção é um dos grandes entraves ao desenvolvimento de um país e contribui para a má distribuição de renda. Políticos corruptos carregam nas costas a miséria instalada pela verba não repassada para a educação, saúde, saneamento básico, infraestrutura ou pelo favorecimento de determinados grupos em detrimento de decisões que favorecem o povo para o qual trabalham. O I Congresso do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Estado de São Paulo discutiu meios para combater com este mal em nossa sociedade.

Adam Kaufmann, membro do ministério público de Nova York, um dos convidados do evento,  diz que odeia a corrupção e poderosos que vendem sua influência e acabam com a confiança pública. Declara que está motivado para combater a corrupção.

Adam Kuafmann assinala que vazamento de informações para a mídia é altamente prejudicial para as investigações. “O cidadão acaba perdendo a credibilidade sobre um sistema que não funciona, onde só o pobre fica na cadeia. Isso acaba com a democracia”.  Kaufmann diz que é preciso buscar maior credibilidade com o sistema criminal.

As investigações, segundo Kaufmann, devem seguir também um sistema não linear. “Em matéria de corrupção é necessário uma abordagem não linear, seguir o sistema de deslocamento de dinheiro, ver para onde as provas nos levam”. Citou o caso do Farol da Colina, uma investigação que teve sucesso porque pensaram no aspecto não linear.

“Em muitos casos de lavagem de dinheiro não há movimentação física do dinheiro e por isso o rastreamento é difícil e a única forma é ter duas investigações em ambos os países, caso contrário nunca descobriremos.  É preciso pensar como o criminoso agiria para fazer com que o governo não pegue seu dinheiro.”

Outro fator sugerido por kaufmann para o combate à corrupção é a cooperação. “A movimentação de dinheiro internacional requer ajuda e ninguém consegue fazer isso sozinho”.

Daniel R Alonso, Chefe Assistente do Ministério Público de Nova York/EUA, palestrante do congresso,  diz que o sistema norte americano adota acordo entre a promotoria e o réu a fim de evitar julgamentos que são longos, complicados e caros. Alonso alega que a transação penal não funciona a não ser que o réu acredite que possa ir a julgamento.

Uma das formas utilizadas pelo governo americano contra a corrupção é negociar a colaboração de presos, fazendo-os infiltrados, gravando informações confidenciais, identificando ativos, documentos, contas offshore. “Isso não é permitido no Brasil, é uma pena, pois é ferramenta valiosa. O uso de informante seria forma excelente de combater corrupção pública”.

O professor de história, Sérgio Augusto, mostra-se no entanto pessimista quanto ao assunto. “Não acredito que possamos resolver o problema da corrupção porque ela é inerente ao ser humano. A história nos mostra que sempre houve e sempre haverá este mal em nossa sociedade.”

Wilson Miglionrini, 80 anos, aposentado, diz que é preciso mudar as leis.  ”Estão fracas e ultrapassadas. Os ‘caras’  - referindo a homens de colarinho branco – fazem e desfazem e ninguém pode com eles. É preciso mais gente competente. É muito ladrão, e viram que é fácil vender droga e traficar. O que eles tiram em um dia, nós não tiramos em um ano, então não querem trabalhar sério.”

O mecânico de autos, Antônio Valença de Souza, de 58 anos, aponta que é preciso procurar homens mais honestos e severos para administrar o país, bater de frente e não deixarem eles (os de colarinhos branco) fazerem o que querem. “O Brasil é o melhor país do mundo e vive numa condição dessas, nosso dinheiro não pode estar nas mãos desses homens.”

E você, o que pensa? Tem solução?

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Formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes.
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  • Natália christofari Ornelas

    Acredito que nós, brasileiros, deveriamos ser a primeira solução. Ter consciência do voto (saber da importância, saber sobre o trabalho do candidato, não trocar o voto), depois do candidato eleito, acompanhar o trabalho, cobrar “todas” as promessas, denunciar quando for necessário. Não conseguiremos banir a corrupção da noite pro dia, mas se todos cooperarem, poderemos deixa-los mais alertos. Não podemos passar por “bobos”, devemos atingi-los cobrando nosso direito. Concordo com o professor Sérgio, por isso, acredito que, o primeiro passo deverá ser nosso.

  • Guilherme Freitas

    Muita coisa tem que se revista no Brasil, principalmente a lei para crimes de colarinho branco, onde sempre se encontram brechas para soltar “os ladrões de terno e gravata”. Lamentávelmente, muita gente poderosa influência de maneira contrária para que isso não ocorra. Assim os políticos não votam em novas leis e projetos. Nos EUA pelo menos, corrupto vai pra cadeia, veja Bernard Madoff e seu esquema de pirâmide. Temos que copiar essa eficiência dos americanos.

  • Ana Carolina

    Os “ladrões de casaca”, que usam black-tie, são um câncer para urdir com suas maracutaias,e unem-se a êles o Poder Público, Legislativo, e Judiciário, que tem o “rabo preso” e com isso blindam esses marginais corruptos, enquanto o povo morre nas filas do SUS, convivem com doenças graves pela falta de saneamento básico, não tem água potável, naõ tem vida digna, e como disse o Grande Ministro do STF,Ayres Britto”A autoridade nesse País que usa sua caneta, como um pé de cabra, é o “pior dos marginais”. Até quando o povo será massacrado, pelos podres poderes?Como se pode respeitar autoridades corruptas? Cadeia PARA OS CANALHAS DO COLARINHO BRANCO E SUAS CORJAS, QUE INCLUI TODOS OS POLÍTICOS!

Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo?