Por Mário Gabriel
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Devido à atual crise, muitas empresas estão adiando a decisão de realizar aumentos salariais. Também ocorre a situação em que as empresas oferecerem salários muito baixos para completar as vagas restantes.
Acredita-se que tenha chegado o momento de valorizar mais a produtividade. Trabalhadores e empregadores têm de aprender a negociar os seus salários sob um prisma de transparência, objetividade e imparcialidade. Excelentes profissionais em momentos de crise têm uma boa oportunidade para se destacar e estabelecer as bases para o futuro. Por esta razão, foram elaboradas as dicas abaixo baseadas no site Infoempleo, para superar esse período de crise.
1- Os trabalhadores devem ser flexíveis, porem não desconsiderar suas pretensões financeiras facilmente, uma vez que nem todas as empresas estão sendo abaladas pela crise da mesma forma.
2- Negociar um pacote salarial reduzindo a jornada de trabalho por horas ou dias. No caso das empresas que tiveram sua necessidade de produção reduzida, pode ser a forma adequada para não haver a necessidade de reduzir os postos de trabalho disponíveis.
3- Trocar os honorários por serviços ou vantagens adicionais, tais como ticket refeição, moradia, etc. Este tipo de remuneração complementar beneficia ambas as partes: a empresa, porque flexibiliza os gastos e pelos benefícios fiscais, e para o funcionário porque tem suas necessidades supridas, e paga menos imposto.
4- Hoje mais do que nunca deve se considerar optar por um aumento percentual de remuneração variável, que são benéficas para ambas as partes, avaliando o desempenho de cada uma das partes. Portanto, o trabalhador deve ser muito consciente e realista com o mínimo necessário para viver e para incorporar o restante ao atingir as metas.
5 – Outra recomendação é a de negociar o salário não de forma anual, como acontece geralmente, mas em períodos trimestrais ou semestrais.
Com o cenário financeiro atual é importante adotar uma postura realista e solidária em relação à empresa, para que mesmo com as turbulências de mercado seja possível entrar em um consenso sobre medidas favoráveis para ambas as partes.
Dessa forma se reduz a possibilidade de ser necessário adotar medidas extremas, como uma demissão em massa. Pois a crise é um fato, e seus efeitos são visíveis, e por isso necessitam de medidas enérgicas não apenas das autoridades governamentais, mas também da contribuição mesmo que ínfima, de pessoas de visão não apenas reativa da realidade.
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