POR Leandro Lopes 1 ANO ATRÁS
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Por Leandro Lopes
esportes@mundodacomunicacao.com.br

Sou daqueles torcedores fanáticos. Destes que em dia de jogo lutam contra o relógio para que ele avance sem contar segundos.

A maior satisfação de um torcedor, além é claro de um título, é ver seu maior ídolo se tornar herói. Uma grande defesa, um chute, um gol, uma bola na trave, uma expulsão injusta… A discussão do dia seguinte já tem tópico certo, afinal, identificamo-nos com nossos ídolos.

Algo está errado. Muito errado.

Recentemente, Zico, eterno ídolo da nação flamenguista, pediu demissão do cargo de dirigente que tinha no clube, alegando perseguição de alguns membros da diretoria. A torcida protestou por seu ídolo, é apaixonada, não poderia ser diferente.

Independente dos fatos é lamentável que um ídolo não seja valorizado. Rogério Ceni e Marcos, exemplos vivos da espécie a que me refiro, deviam ser canonizados por suas torcidas. As defesas de “São” Marcos, principalmente em 1999, na Libertadores, quando o verdão foi campeão, foram algo próximo do surreal. Pergunte aos corinthianos…

Rogério Ceni – não – cansou de salvar o time do São Paulo. Defesas, gols e mais defesas. O que ele fez em 2005, na final do Mundial de clubes, nenhum torcedor tricolor esquece. O Tri campeonato mundial são paulino se deve e muito a Rogério Ceni.

Os últimos dos moicanos. futebolcomamendoim.com.br

O que me chama atenção é a carência de grandes ídolos.

Acho que consigo citar alguns além do monstro tricolor e do alviverde: Neymar e PH Ganso, Ronaldo, D’Alessandro, Vitor, “Loco” Abreu, Fred e Petkovic… Não consigo me lembrar de outros nomes. O fato é que de oito nomes de sete grandes clubes do Brasil (Neymar e PH Ganso jogam no Santos) três são estrangeiros – o argentino D’Alessandro, o uruguaio “Loco” Abreu e o sérvio Petkovic. Falta de qualidade no Brasil? Não creio.

A venda de jovens valores como o ex-vascaíno Felipe Coutinho, tiram de nossos torcedores a chance de criar seus ídolos. O garoto de futebol inegável que faria grande carreira no Brasil fará sua fama na Itália. Luís Fabiano, Kaká, Pato, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Julio Cesar, Maicon, Lucio e tantos outros ainda são ídolos e aguardados por suas torcidas.

Em pensar que em outros tempos times inteiros eram compostos por ídolos. O Palmeiras de Rivaldo, Roberto Carlos, Edmundo, Evair… O São Paulo de Zetti, Muller, Careca, Silas, Raí, Toninho Cerezo… O Corinthians de Ricardinho, Kleber, Dida, Gamarra, Rincon… Bons e velhos tempos…

Onde estão os ídolos do Brasil? Péssima gestão dos cartolas, situação financeira ruim, falta de identificação… A ideia é vestir a canarinho…

De olho nos goleiros monstros.

Abraço,

Leandro Lopes.
@falecomleandro

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Leandro Lopes
Estudante de jornalismo, 21 anos de idade, filósofo por natureza e como bom ouvinte de reggae, um holofote de bons sentimentos e vibrações. Assíduo participante de discussões políticas e interessado em tudo que gera comunicação, defende que o jornalismo correto (ou próximo disso) é aquele baseado na máxima que diz: "O bom jornalista é feito de conhecimento e coração!" Constantemente buscando conhecimento e ininterruptamente baseado no coração ostenta com orgulho o título de brasileiro, jornalista e tricolor!
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  • caaio

    Uma pena que varios otros times bons de alto nivel , nao tenham um grande ídolo, ao nivel de Rogerio Ceni e o Marcão, mais por outro lado é muito bom saber que esses nomes sitados sao idolatrados pelos torcedores, que independete do seu desempenho sempre sera lembrado pelos torcedores.

    • Leandro Lopes

      Olá Caio!
      Concordo que é uma pena a falta de grandes ídolos neste país. Rogério Ceni e Marcos são sinonimos de São Paulo e Palmeiras.
      Queria ver clássicos mais interessantes, com jogadores identificados e tudo o mais… Nos resta esperar que em fim de carreira, nossos ídolos retornem!
      Um abraço!

  • Pingback: Tweets that mention COMO VAI O SEU ÍDOLO? « Blog da Comunicação -- Topsy.com

  • http://feeds.feedburner.com/blogspot/ukPg Seu Luiz

    Os cartolas conseguiram transformar nosso rico futebol nisso. Acho que está na hora de ídolos do passado assumirem o comando. Mas tem que ser como presidentes. Vide Zico, que assumiu como diretor, e teve que sair.

    Abraços!

    • Leandro Lopes

      A situação do Zico me deixou realmente muito triste. Torço pelo #spfc e não quero ver Rogério Ceni pedir demissão do tricolor por pressão desse ou daquele diretor.
      Nosso futebol precisa mesmo de um comando de gente do bem, ex-jogadores que tenham identificação por onde passaram.

      Triste.

      Abraço!

  • http://www.blogdacomunicacao.com.br/27-anos-de-100-de-vida-corinthians-minha-vida-minha-historia-e-meu-amor/ Guilherme Freitas

    Antigamente o futebol no Brasil era mais legal, nos anos 1990. Tinhamos muitos craques jogando e identificados com seus times. Era outra época, quando o futebol europeu ainda estava descobrindo o Brasil. Hoje os jogadores deixam o Brasil muito cedo e jogam um, dois anos nos clubes daqui. Não criam identificação com o time a torcida, a não ser que ganhem títulos importantes.

    Marcos e Rogério Ceni, são exemplos raros de ídolos em ação no Brasil. Jogaram apenas por Palmeiras e São Paulo, estão na história destes clubes e são venerados pela torcida. Dois exemplos. Quanto a Zico, acho que ele fez o certo. O Flamengo tem uma péssima diretoria há tempos. Creio que ele esta certo. Se voltar a Gávea, que seja mandando. Abraços.

    • Leandro Lopes

      É Guilherme, como são paulino me lembro do finalzinho dos anos 90… Quando o Raí voltou ao Brasil e ganhou o Paulistão junto com França, Denilson, Rogério Ceni… Os tempos são outros realmente. Quem sabe o Neymar ou o Ganso não consigam uma carreira vitalícia?

      Quanto ao Zico, também acho que ele agiu certo. Quem não agiu certo foi a diretoria, como sempre.
      Abraços!

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