POR Colaboradores Especiais 3 ANOS ATRÁS
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por Artur Mota

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Recessão, cortes, demissões, fechamentos, desemprego,protecionismo, prejuízo. Crise. Essa é a palavra que impera atualmente no mundo dos negócios. A sorte foi lançada e os governos estão tomando suas decisões; a lei da sobrevivência chegou. As grandes multinacionais se encolhem diante deste panorama arrasador: quedas nas vendas, demissões em grandes portes; a formula é simples e o processo é o mesmo, só o que parece mudar são os números.

A GM (General Motors) registrou queda de 49% em suas vendas no mês passado, em relação a dezembro de 2008, resultando em 11 mil demissões mais a promessa de fechar fabricas no território americano. A Panasonic anunciou que vai fechar 27 fábricas e cortar 15 mil postos de trabalho no mundo todo até março de 2010. A Toyota prevê o seu primeiro prejuízo anual da historia, em mais de 70 anos, com perdas de 350 de bilhões de ienes (cerca de US$ 3,8 bilhões). A Philips anunciou que demitirá 6 mil pessoas em todo o mundo em 2009. A empresa farmacêutica Pfizer divulgou que deve fazer um corte de 10% em seu quadro de funcionários, o que pode representar cerca de 8 mil demissões na companhia. Os EUA registraram a perda de 598 mil postos de trabalho em janeiro, a maior dos últimos 34 anos.

A crise é democrática. Nem mesmo alguns mercados intocáveis como o de luxo, que conta com um público específico, conseguiu se safar dessa, as vendas estão menores e o crescimento já preocupa alguns setores. Esse dados são sintomáticos. Em tempos de crise é cada um por si, “a minha empresa depende da falência de outra”. Claro que sempre alguém lucra com a desgraça de outros, pelo menos sempre foi essa a pregação do mundo capitalista. Mas o lucro, nem sempre vem em cifras.

Me pergunto quando depois dela passar, o que terá mudado efetivamente. Novamente o poder se desloca para as mãos dos governantes;  é o governo incidindo diretamente nas decisões tornando-se o motor central da economia. Não foi diferente em outros tempos, a história é sempre a mesma, apenas o que muda é a maneira como ela  é contada. Acredito que toda crise, sirva como um estado de reflexão, um momento em que devemos ponderar mais abertamente sobre o que temos sido até então.

A crise reflete o homem, será ele capaz de enxergar, ou estará preocupado em manter o seu emprego ou salvar sua empresa, pais, da bancarrota? O ritmo desenfreado de produção e consumo, apresenta as conseqüências. Não acredito que o sistema esteja em estado terminal ou algo do tipo (coisa que muitos gostariam de acreditar), mas acredito que se não pararmos para pensar de forma coletiva, a crise vai voltar e cada vez mais destruidora, até que tenhamos consciência de seus alertas, provavelmente tarde demais.

Penso no aquecimento global, e logo vejo uma intercessão. Quanto mais degradamos a natureza, mais ela nos remete em dobro. Enchentes,ondas de calor, nevascas, furacões, tempestades. O clima enlouqueceu. Momento de reflexão para o homem. Precisamos preservar, para sobreviver, foi esse o pensamento que preponderou e se espalhou. Pensamento equivocado esse. O homem vive em meio a um individualismo extremo. Em todos os seus níveis e estágios de convivência, a competitividade reina absoluta. Cada setor cuida de si mesmo em separado, não existe um coletivo. Mas o mundo está interligado, para produzir, precisamos tirar da natureza. O equivoco consiste no fato de que o homem não esta em comunhão com a natureza. Nada contra a economia, produzam se quiserem, vendam e comprem quem quiser, mas precisamos buscar um equilíbrio em tudo isso.

A crise evidencia o desequilíbrio, empresas que antes faturavam montantes astronômicos, agora acumulam cifras negativas e prejuízos indigestos. O mundo dos extremos, não existe meio-termo, ou ganha ou perde. Ela está ai, todos discutem, debatem e tomam medidas. Espero que quando passar, com seqüelas ou não, de alguma coisa tenha servido, além enfartar alguns executivos e falido algumas empresas.

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COMENTÁRIOS
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  • James Freitas

    O grande “X” da questão é que quem teve lucro nos anos passados não quer mexer no montante arrecado em época de crise….
    Eles querem que os governos fornecam a grana…..
    A maioria das firmas não querem colocar o que já foi ganho na roda…

    é complicado…
    a visão capitalista fala mais alto e o pobre trabalhador mais uma vez sai perdendo…e assim segue a vida…

    abss

  • Guilherme Freitas

    O James disse tudo, as grandes empresas só querem grana e lucro. Elas não vão tirar do bolso para ajudar seus funcionários. Ou fazem uma grande redução salarial ou demitem. Isso vai acontecer em grandes multinacionais, que têm mais despesas do que outras empresas menores. Esse ai é o capitalismo.

Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo?