POR Maisa Capobiango 1 ANO ATRÁS
COMPARTILHE

Por Maísa Capobiango
politica@blogdacomunicacao.com.br

Será, mesmo, que dá azar cantar vitória antes da hora? Parece que no caso de Sérgio Cabral o ditado popular não assusta. O governador, candidato à reeleição, conseguiu se manter na frente com larga vantagem sobre Fernando Gabeira, durante toda a campanha.

Embora tenha caído dois pontos percentuais, o governador do Rio, Sérgio Cabral, ainda seria reeleito no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Segundo o Datafolha, Cabral tem 58% das intenções de voto. Gabeira subiu um ponto e tem 18%.

Imagem: REprodução/O Dia

Olhando esses dados, é inevitável questionar: ‘Mas, será que Cabral é tão bom assim?’; ‘Ou o Gabeira é que é ruim?’. Em se tratando de campanha, em utilização correta das estratégias de marketing, resposta positiva para as duas perguntas. É possível que Gabeira conseguisse fazer um ótimo trabalho pelo Rio, mas, ao invés de tentar mostrar isso aos candidatos, passou a campanha atacando o adversário. Chegou até a ser punido, perdendo uma parte de seu tempo de propaganda na TV, por mostrar um vídeo em que o governador Sérgio Cabral xingava um jovem de otário. Não seria muito mais proveitoso se ele tivesse utilizado esse tempo para fazer a própria promoção, ao invés de tentar atingir Cabral?

Uma nota publicada no site do jornal O Dia, nesta sexta-feira (1), conta que, “enquanto o governador Sérgio Cabral prometia ampliar a capacidade de tratamento de esgoto, seu adversário ao governo do estado, Fernando Gabeira, mantinha os ataques contra o rival. Gabeira criticou Cabral por ter declarado que a onda de arrastões que ocorreu nos últimos dias é tentativa de desestabilizar as eleições”.

É aquela história: cada um usa o seu espaço da maneira que achar melhor. Se Gabeira e sua equipe acreditam que atacando vão se dar bem, fazer o quê? Mas, vamos combinar que, neste caso, que está levando a melhor – e muito – é Sérgio Cabral.

TAGS: , , ,

2
COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Maisa Capobiango
Maísa Capobiango é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação
CONFIRA TODOS OS POSTS DO AUTOR
  • http://www.blogdacomunicacao.com.br Guilherme Freitas

    Outra vez, conversando com um amigo carioca, ele me respondeu: “Não gosto de Sergio Cabral, mas votarei nele porque pelo menos ele encarou os bandidos e fez algo pela segurança no Rio”. Creio que boa parte dessa vantagem de Cabral seja devido ao empenho do governador na guerra contra o tráfico. Cabral mostra as vez um lado negativo (quando chamou um morador de otário ou quando viaja e fica dias no exterior). Porém, o fato dele ir pra cima da criminalidade o fez ganhar respeito. Além disso, ee tem o Lula no palanque e Gabeira ficou muito ligado a elite carioca. Acredito que seja isso. Tenho família n Rio e creio que a maioria deles votará em Cabral e não em Gabeira. Descobriremos se ele vence amanhã Maísa. Beijos.

    • http://www.cromossomox.com.br Paula Berlowitz

      Pois é, mas, se como faria o Gabeira, houvesse a descriminalização das drogas, não haveria nem tanto tráfico nem tanto bandido para ter de se combater! Não é o Gabeira que é tão ruim: é o povo que não está pronto para a falta de hipocrisia! Preferem que minta, desde que fale o que se quer ouvir… e aí que acabamos sendo governados por tantos Collors, Kassabs, Josés Serras e Cabrais, que convencem o pobre povo usando sabiamente, suas máscaras sociais, coisa que, isso sim, talvez Gabeira não saiba fazer tão bem… É uma pena!

Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo?