por Mel Frias *
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A persistência da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff em afirmar que no período em que ocorreu a quebra do sigilo fiscal da filha e do genro do também candidato José Serra, não havia campanha eleitoral, não havia candidatura é uma afronta a nossa memória, este argumento não faz o menor sentido, pois todos sabem que a campanha da Sra. Dilma foi a primeira a começar a prova disso são as punições do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao então Presidente Lula, que desde fevereiro de 2009 fez de um encontro municipal de prefeitos um verdadeiro comício eleitoral para Dilma Rousseff, mas Lula demonstrou não se incomodar com as nove multas recebidas por propaganda irregular.
O sigilo fiscal de Verônica Serra foi quebrado em setembro, o do seu marido e de outros membros de alta hierarquia do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) como; Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Preciado também sofreram violação em outubro de 2009, cuja data realmente não condiz com período de campanha eleitoral, mas já era público e notório que Dilma era a escolhida dos petistas para concorrer à presidência, portanto, os dados obtidos nestes atos ilegais seriam para elaboração de um dossiê que seria entregue aos responsáveis pela campanha de Dilma.
Mas esta história é tão putrefata que não acaba por aí, um motoboy de cinqüenta e cinco anos foi usado sem saber como laranja e acusado de ter falsificado a assinatura de Verônica Serra em uma procuração que dava acesso a cópia da declaração do imposto de renda da filha do tucano. Uma tentativa de esconder os quatro reais envolvidos no caso, nos quais dois destes nomes já foram divulgados e ambos têm ligação com o PT (Partido dos Trabalhadores).
Crimes de colarinho branco não são punidos neste país. Perante estes acontecimentos catastróficos que denigrem a imagem do povo brasileiro, o nosso Presidente como sempre as cegas e diz não saber o que acontece com seus companheiros de partido, que estão mais uma vez envolvidos em escândalos de corrupção e nenhuma medida é tomada pelo Governo.
Até quando o povo brasileiro sofrerá ataques a sua integridade, pois me lembro bem quando o caseiro do Antônio Palocci também petista teve seu sigilo fiscal violado, quantos de nós teremos que passar por esta situação inaceitável para que o governo se posicione e não fique apenas no belo discurso “Temos que investigar, tem que apurar, tem que descobrir…” Nunca vi tanta redundância em uma frase só e nenhuma resposta concreta, uma verdadeira enganação, porque a primeira atitude a ser tomada é acionar a Polícia Federal, para que se investigue como se deve um crime como este, mas a Receita Federal criou uma estratégia para abafar o caso, para que o escândalo não estourasse durante a candidatura de Dilma Rousseff, pois ela poderia sair prejudicada.
Isto não é uma fofoca sem relevância, isto é um crime e deve ser tratado como crime e não da forma como vem sendo exposto, como se fosse apenas uma estratégia de marketing do PSDB, mas que estão sabendo usar direitinho este trunfo que serviu como uma luva, pois se considerarmos as últimas pesquisas de intenção de voto, o PT partiria para seu terceiro mandato consecutivo sem segundo turno.
A imprensa está em cima, a população quer saber o que realmente aconteceu, não podemos esquecer e nem deixar para resolver depois, tem que ser agora, pois falta menos de um mês para a maior expressão de democracia a votação sem discriminação de cor, sexo e religião.
* Mel Frias, é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação.
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