POR Leandro Lopes 2 ANOS ATRÁS
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Por Leandro Lopes

saude@blogdacomunicacao.com.br

De segunda a sexta-feira os escritórios, fábricas, edifícios e todas outras atividades comerciais abrem as portas transformando o mundo em uma grande roda econômica, como, aliás, não poderia deixar de o ser no meio capitalista que vivemos.

Segundo Karl Marx, importante intelectual alemão que dispensa maiores apresentações, o trabalho aliena na medida em que o produto vendido pelo empregado, já não pertence mais a ele e sim ao empregador, transformando assim a ação do trabalho em uma alienação. 

Inquietante, veja só, é que o trabalho quando bem feito causa alienação.

Quando se transforma o horário de expediente em horário integral alcança-se normalmente um alto grau de eficiência na atividade desenvolvida e em contraponto perde-se também em alta escala conhecimento e praticidade em quaisquer outras ocupações.

Alienação enquanto conceito é algo bastante vago, já que alienação é simplesmente uma denominação. Chamamos alienado aquele que se transfere da “realidade” quando enxerga somente sua “realidade” que pode ser decorrente de diversos fatores, no caso, trabalho.

Desnecessário discursar sobre pessoas que cumpriram bem seu papel de dupla personalidade na sociedade desenvolvendo bem duas funções distintas como as de juiz de futebol e advogado de sucesso, cidadão indignado e cozinheiro renomado, líder partidário e comentarista de baseball.

Entretanto genialidade por si só não permite que se dedique agora a uma atividade e depois a outra, ela (genialidade) o ponto que parece causar alienação, exige dedicação integral e foco.

Aos gênios da música, peça que joguem futebol, a quem saiba realmente escrever, questione com uma equação matemática, aos jornalistas renomados, inquira sobre a formatação de um simples computador.

A busca por aquilo ou aqueles, a que se tem vocação é uma eterna discussão quanto à capacidade de aquilo ou aqueles tem de produzir dinheiro. Vender o seu trabalho, ou o seu prazer em trabalhar, a troco do que lhe sustenta. Marx já definia como alienação.

Gênios são alienígenas, em seu mundo genial de perfeições e imperfeições. Se você é realmente bom naquilo que faz, é com certeza um alienado e se não é alienado não é realmente muito bom naquilo que faz.

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De olho neles.

Abraço,

Leandro Lopes.

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Estudante de jornalismo, 21 anos de idade, filósofo por natureza e como bom ouvinte de reggae, um holofote de bons sentimentos e vibrações. Assíduo participante de discussões políticas e interessado em tudo que gera comunicação, defende que o jornalismo correto (ou próximo disso) é aquele baseado na máxima que diz: "O bom jornalista é feito de conhecimento e coração!" Constantemente buscando conhecimento e ininterruptamente baseado no coração ostenta com orgulho o título de brasileiro, jornalista e tricolor!
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  • Henrique Fernandes

    Não entendi o que o texto quis mostrar.

    Que ser humano é ser normal e ter pouca ou nenhuma capacidade para desenvolver atividades, e que é tão provável que os gênios existam quanto os alienígenas existem?

    Ou ainda que Einstein e Newton eram alienígenas?

    • http://lucas.dorado@gmail.com Lucas Dorado

      O texto é simples, só você entender sobre oque alienação, para isso basta ler o texto:

      “Alienação enquanto conceito é algo bastante vago, já que alienação é simplesmente uma denominação. Chamamos alienado aquele que se transfere da “realidade” quando enxerga somente sua “realidade” que pode ser decorrente de diversos fatores, no caso, trabalho.”

      O texto do Leandro está em aberto, pra pensarmos. O primeiro ponto é pensarmos no tempo que “disperdiçamos” trabalhando, enquando nossas mentes com potencial infinito estão mergulhadas em atividades repetitivas e monótonas, no qual você desenvolve o “como fazer”, e não o “porque fazer”. O “como fazer” tem seus limites e você não tem poder sobre ele, porém você é obrigado pelo capital a continuar fazendo aquilo até a hora que você não precisar mais (levando em conta nosso modo de produção, nunca). O segundo ponto é saber que nosso mundo é envolvido na esfera do trabalho pelo capital, e que tudo gera entorno disso. Dai a gente pensa que tudo que estiver fora dessa esfera é de outro mundo, é alienigena, logo pessoas que desenvolvem habilidades que a primeira vista não prestam ao mundo que citamos, são genios, alienados ao capital, alienigenas desse mundo.

      • Leandro Lopes

        Realmente Lucas,

        De uma certa forma desperdiçamos tempo de nossas vidas trabalhando. Especialmente quando se trabalha em algo que não se quer trabalhar, justamente para obtenção de capital.

        Quando um gênio “nasce” ele é indubitavelmente alienado, ou “alienígena de nosso mundo” como você definiu. Saindo assim de nossa realidade capitalista.

        Um gênio não pode se dedicar hoje a uma atividade e amanhã a outra, ele é sempre focado em seu trabalho. Normalmente uma vocação, o que o torna alienado ao resto do “mundo normal” e consequentemente ao capital.

        Abraços.

  • Leandro Lopes

    Caro colega, acho que você foi confundido pelo termo “alienígena”. Foi utilizado somente para transformar o termo “alienado” em algo um tanto quanto anormal.

    Talvez uma tentativa frustrada.

    Mas a mensagem foi bem absorvida por você creio eu. Porque de certa forma Einstein e Newton eram alienígenas, alienados.

    Que era a real intenção do texto. Demonstrar que gênios são alienados.

  • Alessandra Pereira

    Realidade, quando focamos algo disfocamos o resto!
    É verdade mesmo, quanto melhor somos em algo menos temos capacidade para as demais atividades..
    Nos alienamos completamente…

    É fato, gênios são alienados!!!

    • Leandro Lopes

      Temos vários exemplos que nos faz acreditar em foco em algo e perda de foco em outro.

      Por isso os gênios são alienados.

      Pense em Maradona jogando baseball, ou Xuxa atuando, talvez Pelé cantando… Ops, esses últimos podemos ver no Youtube.

      Abraços.

  • Alessandra Pereira

    Tirando a Xuxa, que eu não acho boa em nada hahaha com o restante eu concrodo!
    Mas a perfeição em algo requer tanto esforço que acho que seja isso que aliena as pessoas.
    ALienados ou não é tão bom ver alguém que realmente tem talento, dom, se destaca em alguma coisa!

    • Leandro Lopes

      A Xuxa é campeã em marketing. Talvez seja esse o real talento da carismática apresentadora. Ou então, seja o próprio carisma.

      Acho que Pelé foi um que chegou ao estremo da genialidade enquanto jogou futebol e mostrou-se portanto um alienado no mundo alheio.

      Concordo novamente com você.

      O que seria do mundo sem os “alienados” Einstein, Newton, Pelé, Da Vinci… ?

      Abraço.

    • Leandro Lopes

      A genialidade de Xuxa está em seu marketing ou talvez no carisma.

      Concordo novamente com você.

      A busca pela perfeição estreita a visão que temos do mundo.

      Alienados como Newton, Einstein e Da Vinci estão cada vez mais perto do impossível de nascerem novamente.

      Isto porque é quase impossível tornar-se alienado hoje em dia, em decorrência claro, das diversas formas de informações que temos hoje.

      Abraços.

  • Leandro Lopes

    Talvez a genialidade da Xuxa esteja em sua incrivel capacidade de “fazer” marketing ou então em seu carisma.

    Concordo quando diz que a perfeição aliena. Completando, a busca pela perfeição aliena.

    Einstein, Newton e Da Vinci por exemplo foram alienados em seu mundo de perfeições. Sem eles nossa “verdade” seria muito diferente da atual com certeza.

    Deus salve os alienados, e por favor Senhor, nos mande mais alguns.

    Abraços.

  • Alessandra Pereira

    Sendo um pouco radical até o Bin Laden é gênio…
    Porque planejar um atentado contra os EUA não é pra qualquer um….exige perfeição!
    Claro, usando o extremo…
    Mas na verdade temos muitos gênios, pena que usam toda sua genialidade à favor de coisas pra sí próprios ou contra os outros!

  • Leandro Lopes

    Tinha me esquecido totalmente de Bin Laden. Foi sim um gênio, ou é, sei lá.

    Ficou alheio a outras questões. É totalmente político. E assim também alienado.

    Realmente, gênios foram muitos. Mas que deixaram um “bom” legado, que marcaram época por boas ações, não são tão faceis de se encontrar.

    Obrigado pelas respostas Alessandra, este espaço também é seu.

    Abraços.

  • Daise Magalhaes

    Nem todo esforço gera o resultado previsto, e em alguns casos a dita “alienação” – vista como resultado de extrema dedicação – leva o individuo a loucura e não ao sucesso. Sendo assim nossos “alienados” de sucesso precisaram, além do esforço, de capacidade de realização, ou seja, o velho “talento pra coisa”.
    O interessante é questionar se existe um ponto de equilíbrio que nos permita crescer profissionalmente, sem fazer da profissão nossas vidas, esquecendo que se trabalha pra viver e não se vive pra trabalhar…

    • Leandro Lopes

      Concordo 100% com o seu comentário Daise.
      Nem todo esforço gera resultado.

      O referido equilibrio é coisa rara de achar. Talvez ninguém nunca tenha encontrado.

      Alcançar sucesso na vida profissional e conseguir acompanhar o lamaçal em Brasília eu acho possível. Ser o melhor do mundo no tênis e brincar com os filhos, eu acho possivel.

      Creio que a genialidade, e somente ela, consiga alienar alguém. A busca inquietante pela perfeição.

      Ser alienado parece bom. Eles marcaram a história.

      Abraços.

  • Guilherme Freitas

    Genialidade é algo que não nasce com você. Para você chegar até ela tem que se dedicar, trabalhar e sim, se alienar. É incrível ver ao longo da história pessoas que eram geniais, mas que eram focadas demais em suas profissões (Mozart na música clássica, Michael Jackson na dança, Senna no automobilismo, etc). Todos tornaram-se gênios, mas antes de tudo bitolados em alguma coisa e pouco dedicavam tempo para outras coisas. Isso é positivo, mas ao mesmo tempo perigoso. Exemplo do Bin Laden como citaram nossos amigos aqui. Tornou-se um gênio no terrorismo, como Hitler e Stálin, que só pensavem em eliminar seus inimigos. Abraços e excelente texto Leandro!

    • Leandro Lopes

      Obrigado pelos elogios Guilherme,

      A genialidade para mim começa como um dom e depois com todo o esforço que você (bem) citou torna-se a real genialidade. E para mim consequentemente ‘bitolado’.

      Importante salientar que os terroristas gênios também marcam história. Como fizeram Michael, Mozart e Senna citados por você.

      Abraços Guilherme.

  • http://lucas.dorado@gmail.com Lucas Dorado

    Interessante a releitura dada ao termo alienação, ao seu lado “bom”, de certa forma ela me incomoda um pouco, longe de estar errada, mas a idéia de termos que depender sempre de uma vanguarda para determinado assunto, isso me incomoda. Acho que o ser humano tem capacidade de aprender um pouco de tudo conforme sua necessidade, não acho a alienação algo legal, porque acredito no pensamento coletivo, creio que todas as pessoas sejam jóias raras demais para serem ignoradas, para se darem ao luxo de deixar que outros pensem por elas. Todas tem senso critico, todas tem a capacidade do despertar, seja prático, seja teórico de terminado assunto. Alienação não é a regra para desenvolver determinada habilidade, em determinadas areas, para ser gênio, tem que ter uma visão de uma esfera superior para entender a estrutura que forma o todo, isso pra mim é genialidade. Existem coisas (na minha opinião) que todas as pessoas deviam ter conhecimento, coisas que influenciam diretamente sua forma de viver, algo fora disso pra mim é superfluo, não ter ciencia dessas externialiedades não significa que sou alienado, significa que sou pragmatico e relevante.

    é claro que essa opnião tem mais de um lado.

    • Leandro Lopes

      Você definiu genialidade de uma forma diferente e também aceitável.

      Mas concordo com você quando diz: “Existem coisas (na minha opinião) que todas as pessoas deviam ter conhecimento, coisas que influenciam diretamente sua forma de viver”

      Ser alienado traz resultados específicos e não em uma esfera do todo, como você bem explicou.

      Abraços Lucas.

  • Henrique Fernandes

    Na verdade o que é estranho no texto, não é o termo alienígena, mas sim o termo alienado.

    Tomado na acepção que foi dada aqui, Marx estaria dizendo que ele próprio é alienado, já que ele próprio foi um gênio, e que os gênios são alienados.

    Marx falou de alienação para falar de si próprio?

    Nada tão inverossímil.

    Pelo pouco que entendo de Marx, ele quis dizer que a realidade é alienada no sentido mais forte, e que a fuga da realidade pela via da genialidade ou qualquer outro meio que não subentendesse acumulação de capital, era o modo de reconstruir uma sociedade menos exploradora.

    Não entendo o objetivo do texto por este motivo: ele se utiliza das palavras de Marx para dar um sentido a algo que é o oposto do que Marx pretendia. Se não se é fiel ao que Marx pretendia, pra que falar dele?

    • Lucas Dorado

      Marx é detalhe/exemplo no texto, o nucleo é outro. O foco da obra e pensamento de Marx é diferente do objetivado nessa dissertação, agora se o texto “não é fiel ao que Marx pretendia, pra que falar dele?” Isso quem vê é o cara que escreveu o texto, em minha opinião ele tem direito de fazer isso, por mais que incomode alguns, talvez não devesse ter citado.

      • Leandro Lopes

        Exatamente isso.
        “Marx é detalhe/exemplo no texto, o nucleo é outro”

        A genialidade para o autor do texto é sim alienada. E o debate é válido.

        Citar Marx foi opção de escrita, que eu como autor, tive.

        Abraços.

  • Henrique Fernandes

    Obviamente que o autor do texto pode utilizar dos recursos que bem entender. Acho que a isso ninguem faria oposição.
    Entretanto, assim como o autor tem o direito de escrever o que bem entende, os que o leem tem o direito de não gostar do que ele escreve, e criticá-lo, expressando assim sua discordância.

    É isso que faço desde o primeiro comentário.
    A tomada de posição no texto é arbitrária. É por isso que ele é confuso, e como disse no inicio, não entendo o que se quer com ele.

    E isso, por causa de uma citação que eu chamaria de “infeliz” de Marx. Por que “infeliz”?

    Primeiro, por que Marx não serve simplesmente para nada no texto, é um detalhe, sim, mas um detalhe inutil. Não há motivos para ele estar no texto, e isto torna o texto fraco, por que parto do principio de que em bons textos nada foi escrito à toa.

    Segundo, como já disse anteriormente, a posição de Marx é contrária ao texto. Muitos bons autores gostam de utilizar este recurso em seus textos, ou seja, colocar no texto uma posição contrária para depois refutá-la e mostrar o poder de suas teses. Fazer isso é realmente digno de glória. Não foi o caso neste texto. Marx não foi refutado. E isso é um tiro no pé. Significa que você mostra duas posições opostas e escolhe uma ao acaso. É uma tentativa de convencimento muito falha. É como tentar vender um produto mostrando o que ele tem de falho.

    Em terceiro, e por fim, haveria uma solução para o texto. Ele poderia ser aporético. Mas para isso ele precisaria mostrar as duas posições sem tomar nenhuma.

    Em suma, o que quis mostrar é que a opção a Marx foi péssima do modo como foi utilizado, ou por que serve somente para encher linguiça (o que não acredito), ou por que ele é um suicidio textual. E isso impede que se compreenda “bem” a totalidade do texto, e se sinta minimamente convencido por ele.

  • Henrique Fernandes

    E aqui recai novamente minha pergunta: por que Marx está no texto se o núcleo é outro (como se afirma), se ele não tem utilidade, e se ele é mais um problema do que uma solução?

  • Leandro Lopes

    Essa é a última vez que faço isso.

    Não obstante todos os comentários elogiando ou criticando o texto, como autor dele venho expor meus pensamentos pela última vez.

    Não creio que discutir o texto no ponto em que chegamos seja sadio. Afirmo isso com base neste trecho: “Primeiro, por que Marx não serve simplesmente para nada no texto, é um detalhe, sim, mas um detalhe inutil. Não há motivos para ele estar no texto, e isto torna o texto fraco, por que parto do principio de que em bons textos nada foi escrito à toa.”

    Posso concluir por pensamentos próprios que o nobre leitor é fraco em seus comentários, quando mostra-se capaz de julgar um trabalho (no caso o de colunista) do qual não faz parte e possivelmente pouco conhece, baseado somente em seus conceitos.

    Segundo porque tentarei explicar como Marx em sua imensa sabedoria torna-se somente um detalhe porém NÃO INUTIL como sugeriu o amigo leitor:

    A auto-alienação do homem tem sua raiz em uma alienação do trabalhador e do produto de seu trabalho: este não pertence àquele para seu usufruto, mas ao empregador. O produto do trabalho torna-se uma “mercadoria”, isto é, uma coisa estranha ou alheia ao trabalhador, que o coloca em posição de dependência, porque ele precisa compará-la para poder subsistir. “O objeto que o trabalho produz, seu produto, apresenta-se a ele como uma essência estranha, como um poder independente do produtor.” Da mesma forma também o trabalho se torna “trabalho alienado”: não a ele imposto de sua autoconservação; o trabalho torna-se, em sentido próprio, “trabalho forçado”. Esse desenvolvimento atinge sua culminância no capitalismo, no qual o capital assume a função de um poder separado dos homens.

    A alienação do produto do trabalho conduz também a uma “alienação do homem”. Isso não vale apenas para a “luta de inimigos entre capitalista e trabalhador”. As relações interpessoais em geral perdem cada vez mais a sua imediação. Elas são mediadas pelas mercadorias e pelo dinheiro, “a meretriz universal”. Enfim, os próprios proletários assumem caráter de mercadoria; sua força de trabalho é comercializada no mercado de trabalho, no qual se encontra à mercê do arbítrio dos compradores. Seu “mundo interior” torna-se “cada vez mais pobre”; sua “destinação humana e sua dignidade” perdem-se cada vez mais. O trabalhador é “o homem extraviado de si mesmo”; sua existência é “a perda total do homem”; sua essência é uma “essência desumanizada”.

    Lendo-se atentamente os dois paragrafos expostos pode-se compará-los ao escrito por mim:

    Segundo Karl Marx, importante intelectual alemão que dispensa maiores apresentações, o trabalho aliena na medida em que o produto vendido pelo empregado, já não pertence mais a ele e sim ao empregador, transformando assim a ação do trabalho em uma alienação.

    Inutil, é que eu explique aos amigos que não disponho dos tantos “caracteres” que dispunha Marx para transcorrer sua brilhante tese, portanto, não poderia eu, humilde mortal diante da capacidade do “pensador” alemão explica-la em poucas linhas. Portanto nesta resenha, tratei de resumir o pensamento que absorvi principalmente nesses dois paragrafos.
    Citando uma importante figura e sua visão sobre o tema.

    A sequência deste texto é:
    “Inquietante, veja só, é que o trabalho quando BEM FEITO causa alienação.”

    Esta linha, e principalmente a palavra “inquietante”, explicam o restante do texto.
    INQUIETANTE – que causa inquietação
    INQUIETAÇÃO – estado de agitação do espírito; dúvida.

    Os manuscritos de Marx trouxeram estudos que foram explicados de forma resumida através dos dois paragrafos expostos, e a palavra inquietante mostra-se como minha relação de dúvida quanto à posição adotada por ele.

    Por isso a impressão que texto vai contra o que disse Marx.

    Enfim, explicar o sentido de um texto, como pensei em faze-lo, ou como o fiz de fato é sim inutil.

    Portanto criticas e elogios serão ignorados a partir de agora porque o debate público sobre o assunto é sempre válido, sobre as razões do autor, nem sempre.

    Mas nunca deixando de agradecer aos que elogiaram e principalmente aos que criticaram que me fazem crescer ainda mais. E que criticaram com tamanha educação.

    Abraços.

  • Henrique Fernandes

    Gostaria do direito a resposta, que parece ter sido vetado pelo decretado fim da discussão no post antecedente.

    Enfim, se explicar o sentido de um texto é inutil, podem acabar com todas os estudos na área de humanas, história, sociologia, filosofia, teologia, literatura, e etc. Eles não fazem nada mais do que isso.

    Apesar do amplo comentário sobre Marx, o que me interessa não é realmente discutir Marx, e sim o real sentido de todo o texto como coloquei desde o inicio. E apesar de todas as explicações o problema parece mais do que evidente, ou seja, o autor do texto afirma que a genialidade é alienada, enquanto Marx afirma o contrário. Isso gera todos os problemas que já falei acima e que não vou repetir.

    Pode-se argumentar da maneira que quiser, há um problema aqui. Pode-se inclusive argumentar que quem critica tem pensamentos fracos, mas é preciso realmente argumentar e principalmente, demonstrar que ele tem argumentos fracos. Me parece que argumentar que a capacidade de criticar do leitor é fraca por que ele conhece pouco do trabalho feito e se baseia somente em seus conceitos é uma argumentação muito fraca.

    Me parece mais do que suficiente que alguem que critique um texto, tenha lido o texto, entenda suas relações, e tenha conceitos próprios dos quais possa formular juizos, e dos juizos um critica. Ou seja, no caso da critica a uma coluna, me parece que há muitas pessoas habilitadas para isso.

    • Leandro Lopes

      Caro colega… colega não, caro amigo Henrique Fernandes X. T.

      Nossas discussões sempre foram duradouras e sempre foram bastante “animadas”, isso claro sem mencionar que quase sempre divergimos, mas ok. Vamos a mais uma.

      Obviamente concordo plenamente com você quando diz que eu afirmo que a genialidade é alienada. E também quando diz que Marx não pensava assim. Utilizei Marx para mostrar a visão de alguém que foi um marco para toda humanidade. E sim continuo afirmando que a genialidade é alienada. E não vejo problema em utilizar-me de Marx para depois ir contra seu argumento.

      Você percebeu que eu fui contra o pensamento de Marx, e não percebeu os argumentos que usei para refuta-lo? O que segundo você mesmo seria digno de glória?

      Isto me parece estranho.

      E desculpe pelo trecho infeliz (Posso concluir por pensamentos próprios que o nobre leitor é fraco em seus comentários, quando mostra-se capaz de julgar um trabalho (no caso o de colunista) do qual não faz parte e possivelmente pouco conhece, baseado somente em seus conceitos.) pois sabemos que você é sim capaz de argumentar e muito bem como bem vimos. E a discussão é bem vinda.

      Talvez você não saiba somente que um autor defende seu texto como defenderia um filho. E as vezes, mostramos mais os “dentes” do que deveríamos.

      Volto a questioná-lo:

      Você percebeu que eu fui contra o pensamento de Marx, e não percebeu os argumentos que usei para refuta-lo? O que segundo você mesmo seria digno de glória?

      Abraços e volte sempre!

  • Henrique Fernandes

    Não acho o ponto no texto em que Marx é refutado. Gostaria de poder vê-lo e encerrar com a discussão. Mas não o acho.

    Isso por que ao que me parece, o que foi feito foi exatamente a exposição da posição marxista, e em seguida a sua posição, sem real refutação de Marx. Por isso, penso que há uma falha aqui.

    Você mesmo expos o pensamento de Marx em detalhe. O que acharia necessário, seria a demonstração do erro de Marx, ou o por que Marx está errado. O que vi foi a exposição da sua posição, e consequentemente fica evidente que a posição de Marx está errada. Mas não vejo a refutação (num sentido forte) de Marx.

    Há dois fatores que complicam muito para que isso seja feito. Primeiro, como você mesmo bem salientou, não há espaço sufifiente aqui. Além disso, querendo ou não querendo, o cara era um genio, e creio que refutar Marx não é tarefa das mais simples, mesmo que você passe a vida toda estudando ele.

    Por isso acho que seria melhor utilizado, se não fosse utilizado.

    Abraços.

    • Leandro Lopes

      Concordo plenamente com o último parágrafo e com os dois problemas que você demonstrou para que eu demonstrasse o “erro” na posição de Marx.

      Mesmo que o estude a vida inteira realmente, possivelmente não conseguirei refuta-lo de uma forma concreta, que agrade a todos.

      Mesmo assim continuo não acreditando que a ação do trabalho aliena. Milhões de trabalhadores passam suas semanas cumprindo o expediente e não são exatamente alienados.
      Porém como eu disse, alienação é um conceito, dependendo portanto do que é alienação pra mim e o que é alienação para você.

      Para mim estar alieando é fugir do que chamamos realidade e entenda por realidade os mundos da política, esporte, social, econômico, afetivo… enfim.

      Então, na minha opinião, a genialidade aliena. Pois não permite que se desfrute de outras experiências, somente dedicação ao trabalho/prazer a que o “gênio” se dedica.

      Abraços.

Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo?