O antraz é uma bactéria natural que tem seu habitat no solo. Ela é muito temida ao redor do mundo por ser de fácil contágio entre seres humanos, que podem se contaminar tanto pela pele, quanto pelas vias aéreas e orais. O antraz, através da bactéria Bacillus anthracis, causa uma infecção aguda que pode matar um homem adulto em apenas três dias.
“O antraz é mais comum nas regiões agrícolas, onde afeta animais. Ocorre mais comumente em vertebrados domésticos e selvagens (gado, ovelhas, cabras, camelos, antílopes, e outros herbívoros), também ocorre no homem quando ele é exposto a animais infectados ou manuseia solo ou materiais que contém a bactéria ou seus esporos. [...] A bactéria infecta a pele em mais de 95% dos casos. Neste caso, a infecção ocorre quando a bactéria entra na pele através de um corte ou abrasão (raspão). O antraz gastrointestinal é adquirido caso se coma a carne contaminada mal cozida; e o antraz respiratório pode ocorrer caso se inale a bactéria ou seus esporos. Todavia a disseminação direta, pessoa-para-pessoa, é extremamente incomum a ponto de não ser uma preocupação no tratamento ou nas visitas aos pacientes infectados” (Fonte: Site boaSAÚDE).
Dado o seu grande perigo, o antraz é controlado de perto pelas vigilâncias sanitárias de todo o mundo. Dificilmente um produto devidamente fiscalizado chegaria contaminado ao consumidor final. Porém, uma nova forma de ataque com antraz vem preocupando autoridades européias: desde dezembro do ano passado, diversos usuários de heroína foram internados e morreram por contaminação por antraz.
Os primeiros casos ocorreram na escócia. E, agora, atingem diversos países da Europa. Sendo que dez pessoas já morreram com a contaminação:
“Na semana passada, um homem viciado nessa droga morreu na Alemanha com sintomas típicos de infecção por antraz, com confirmação laboratorial posterior. Dia 5 de fevereiro marca a chegada da droga contaminada à Inglaterra com o registro do primeiro caso em Londres após a internação da primeira vitima, ainda não identificada pelas autoridades” (Fonte: G1).
Suspeita-se que um lote inteiro, oriundo de um mesmo “distribuidor” da droga, esteja contaminado com a bactéria mortal. Vale lembrar também que o contágio dos viciados é mais preocupante porque se dá, em muitos casos, por via nasal, o que piora a situação. Uma vez que o antraz adquire sua forma mais agressiva quando adquirida pelos pulmões.
Outra preocupação, que com certeza está povoando a cabeça das autoridades, é que o controle desse surto de contaminação não será nada fácil. Afinal, um lote de droga não poderá ser fiscalizado com se faz com um lote de alimentos. Sendo que, dificilmente, o entorpecente será localizado por inteiro antes de chegar ao consumidor final… Ora, se somarmos isso ao fato de que os viciados, exatamente por serem viciados, não deixarão de consumir a substância, veremos que o problema pode ser muito grave, e, logicamente, ainda poderá causar muitas mortes…
Jornalista e blogueiro, atualmente Henrique é editor do site Incomode-se. Tendo experiência com leitura de peças fílmicas e culturais. É, também, autor de artigos publicados nas áreas de comunicação, política, Ciências Sociais Aplicadas. É cinéfilo convicto! Na literatura interessa-se por grandes obras da literatura mundial, indo desde Machado de Assis até Falkner! No debate procura o que foge do consenso. É intensamente instigado pela iquietude do diálogo a pelas portas abertas das novas idéias. Por isso, está, também, sempre aberto a novas parcerias e debates!
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