por André Ítalo
esportes@blogdacomunicacao.com.br
Quando Dunga assumiu o comando da seleção brasileira de futebol, em 2006, se viu com a responsabilidade de uma missão importante: definir, com a aposentadoria de Cafú, um novo capitão para a Copa de 2010. Um nome foi dado imediatamente: Lúcio, que exerceu essa função muito bem. Agora, com Mano Menezes como treinador, ainda não temos um dono para a faixa definido, mesmo depois do ex-técnico do Corinthians completar oito meses no cargo.
A indefinição poderia ser explicada com o fato de que Mano não tem usado o mesmo critério em todas as convocações. Em umas, somente jogadores que atuam no Brasil. Em outras, jogadores mais jovens. Em outras, jogadores que jogam fora do País. Por isso, acaba se tornando difícil escolher um líder para o grupo. Poderia. Mas não foi o que aconteceu. Em todo esse período inicial da Era Mano, Robinho foi o capitão do time. Um capitão que só foi escolhido por ser, dentre os prováveis convocados para 2014, o mais experiente quando o assunto é seleção brasileira. Mas não é só disso que se faz um capitão de um seleção pentacampeã mundial. É necessário liderança dentro de campo. E isso Robinho não tem.
Na última convocação, Mano chamou Lúcio, o capitão da Copa passada. Apesar do zagueiro ter sido um grande líder, sua convocação não me anima. Ele não tem idade para se manter bem tecnicamente até 2014. É necessário que Mano encontre, urgentemente, um capitão em definitivo.
Quais seriam os critérios para essa escolha? Em primeiro lugar, ter idade para jogar 2014. Em segundo lugar, ter qualidade para ser titular absoluto. Em terceiro lugar, ter experiência de Copa do Mundo, como titular. Em quarto, ter espírito de liderança. Na minha opinião, o único jogador que reúne todas essas características é o goleiro Júlio César. Se esse não for o nome de Mano, acho que a faixa de capitão não estará em boas mãos.
Júlio César jogou a Copa de 2006 como reserva e a de 2010 como titular. Terá 34 anos em 2014. É sem dúvida o melhor goleiro brasileiro em atividade e, portanto, tem qualidade suficiente para ser o dono incontestável da camisa 1 do Brasil. Além disso, é bastante querido pelo grupo, pela torcida, tem espírito de liderança e se entrega dentro de campo. Seu único problema é nunca ter sido capitão nos clubes que defendeu.
- O Brasil está preparado contra a crise? Para a presidente Dilma sim. Veja mais no artigo de @gui_sp_freitas aqui - http://t.co/3FJdLUT6 #BGC 2:55 AM May 22nd
- Brasil preparado contra a crise? Para a presidente Dilma sim. Veja mais no artigo de @gui_sp_freitas aqui -> http://t.co/3FJdLUT6 #BGC 10:21 PM May 21st




Pingback: O CAPITÃO DA SELEÇÃO | SportSquare