POR Editores BGC 2 ANOS ATRÁS
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Na última quarta-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou a favor de 8 a 1 o fim da obrigatoriedade do diploma profissional de jornalista, que vigorava há 40 anos. Com isso, as empresas estão liberadas a contratar profissionais de comunicação sem diploma. O assunto é polêmico, já que entidades sindicais e faculdades eram a favor da obrigatoriedade. Grandes empresas de comunicação queriam o fim a lei. Segundo o presidente do STF, Gilmar Mendes, outras profissões podem ser desregularizadas. E você caro leitor, o que acha de tudo isso? Acredita que o diploma de jornalista deve ser obrigatório para o exercício da profissão? Deixe seu voto na enquete do Blog da Comunicação, localizada na barra lateral a direita do seu monitor.

Banner da campanha pela regularização do diploma de jornalista - Crédito: site da FENAJ
Banner da campanha pela regularização do diploma de jornalista – Crédito: site da FENAJ

RESULTADO - A enquete anterior tratou do polêmico blog Fatos e Dados, da Petrobrás. A empresa está disponibilizando no site as perguntas enviadas pela imprensa, antes mesmo das publicações das matérias. A atitude foi criticada por diversos jornalistas e veículos de comunicação. Nossos leitores também opinaram sobre o tema e 60% deles afirmaram não ver problemas nas divulgações das perguntas no blog da Petrobrás. Os demais 40% não concordam com a atitude da companhia.

PS: Em breve o Blog da Comunicação irá publicar um editorial sobre o tema. Aguardem.

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COMENTÁRIOS
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  • http://www.rolablog.com.br Breiller Pires

    Guilherme, o que tenho acompanhado nessa discussão é a enxurrada de jornalista olhando somente para o próprio umbigo.

    Como exigir respeito – e diploma – a uma profissão que não tem qualquer lei que a regulamente no país, que recebe profissionais de cursos de graduação deteriorados e desestruturados, e conta, sobretudo, com uma classe trabalhista extremamente desarticulada, desunida?

    A não-obrigatoriedade deveria servir de motivação para uma reflexão bem mais profunda em torno da profissão e da formação de jornalismo no Brasil, e não para uma avassaladora verborragia sobre uma possível desvalorização do jornalista formado no mercado ou coisa parecida.

    Abraço!

  • Renata Monteiro

    Concordo com o que o Breiller disse. Nós jornalistas pouco fazemos pela nossa classe, e a desvalorização da nossa profissão ao longo destes anos é decorrente disso. No entanto, fiquei muito decepcionada com a decisão do STF. As consequências podem ser drásticas. Começando pelo achatamento de salários, a demissão de funcionários, a desvalorização de um curso superior, a contratação de apadrinhados, o interesse dos mais poderosos. Eu duvido que agora seja possível a plenitude da liberdade de expressão! Muito pelo contrário! Preparemo-nos para a veiculação de notícias altamente tendenciosas e a falta de ética que, que se já acontecia antes, agora a tendência é piorar.
    Gilmar Mendes e outros ministros foram infelizes na decisão. É claro que o questionamento é inevitável: com tantas coisas pra decidir no STF, qual o interesse por trás desta polêmica sentença?

  • James Freitas

    É inadimissível!
    Isso só da margem para ex-BBBs e entre outros terem um microfone na mão e falar o que bem entendem…. Agora ficou fácil…..
    Daqui a pouco qualquer um que aparecer na mídia vira formador de opinião!

    Que a grade curricular entre outras coisas devem mudar, sem dúvida! porém, empobrecer ainda mais os gabaritos para entrar no setor..é demais……..

    Gilmar Mendes é humorista….

    abs

  • http://cafecomnoticias.blogspot.com Wander Veroni

    Oi, Guilherme!

    Essa decisão do STF me provou uma coisa: a população desconhece a Comunicação e – o pior, que não a reconhece como Ciência.

    Por detrás desta ação há uma desvalorização do ensino superior e de medidas que bonificam os maus profissionais e a desunião da categoria – ao contrário de promover a excelêncida do Jornalismo como profissão.

    Concordo contigo: essa decisão abre precedentes para as outras profissões. Ao invés de lutarmos pela qualidade, voltamos em argumentos do passado para explicar o que não tem lógica! O mundo mudou.

    Será que é tão difícil estudar? Estou triste com a falta de respeito que o Judiciário tratou o Jornalismo. Mas, ao mesmo tempo, sinto-me motivado a mostrar para as pessoas o conhecimento científico produzido pela Ciências da Comunicação.

    Jornalismo, não é só técnica e produção texual. No dia-dia, querendo ou não, um jornalista profissional consegue unir conhecimento científico e técnica. E isso faz toda diferença numa apuração, produção e reportagem.

    Não somos cozinheiros, artistas ou intelectuais. Somos profissionais graduados que queremos ser respeitados.

    Abraço

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