POR Guilherme Freitas 2 ANOS ATRÁS
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por Guilherme Freitas
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O palácio presidencial em ruínas – Crédito: Reuters

Na última terça-feira a terra tremeu no Haiti. E tremeu demais. Um terremoto de 7.0 graus na Escala Richter colocou abaixo o país mais pobre das Américas. Já sem infraestrutura e cheio de problemas sociais antes do terremoto, o Haiti agora se resume a um cenário de destruição total. Não é exagero dizer que o país foi destruído. A Cruz Vermelha[bb] estima que cerca de 50 mil pessoas morreram na tragédia. E outras milhões de vítimas estão à deriva. Sem teto, comida, remédios e junto a milhares de cadáveres. Abandonas a própria sorte.

Localizado na América Central próximo a região caribenha, o país é o mais pobre do continente americano. O Haiti conquistou sua independência da França em 1804 e sofreu dezenas de golpes de estado. O IDH do Haiti é de 0,532, nível médio, (o 149º no ranking de 182 países computados pela ONU). A população do Haiti antes do terremoto era de 8 milhões de habitantes e o país apresenta baixos índices sociais: 45% da população é analfabeta e a renda per capta do país é menor do que a da favela da Rocinha.

Imagem de Amostra do You Tube

O terremoto praticamente destruiu a capital haitiana, Porto Príncipe. A comunidade internacional, chefiada pela ONU, começou os processos de ajuda as vítimas e aos poucos alimentos, remédios[bb], estrutura hospitalar e especialistas vão chegando a Porto Príncipe para ajudar. O Haiti não tem estrutura alguma e essa será a maior dificuldade que eles vão enfrentar. Quem sabe agora os olhos do mundo, que durante muito tempo ignoraram o Haiti, se abram e ajudem na reconstrução do país.

Entre a vítimas fatais da tragédia estão 14 militares brasileiros (quatro ainda seguem desaparecidos) e a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. A senhora Zilda Arns sempre foi uma pessoa que batalhou por um mundo melhor e mais justo através de seus projetos sociais. Ela morreu fazendo aquilo que sempre fez: ensinando, numa palestra para crianças haitianas. Vai fazer falta ao nosso planeta.

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Neste trágico momento onde milhões de pessoas sofrem no Haiti a um drama subumano, ainda existem canalhas e imbecis como o senhor Gerge Samuel Antonie, cônsul do Haiti no Brasil. Não vale a pena descrever aqui o que ele disse sobre a tragédia, apenas vejam o vídeo abaixo e tirem suas conclusões. Lamentável.

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MAIS SOBRE Guilherme Freitas
Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. Trabalhou para as Nações Unidas em Nova York, é correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista sênior na revista Swim Channel.
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