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Foto: www.pe.terra.com
Todos sabem que a sexualidade feminina trabalha de maneira bastante distinta da do homens. É fato que homens e mulheres têm funcionamentos bem diferentes nesse “setor” de suas vidas. O prazer das relações sexuais está relacionado nas mulheres a muitos fatores que sequer passam pela cabeça dos homens. Questões conjugais, religiosidade, e fatores extremamente subjetivos afetam, na maioria dos casos, de maneira bem mais intensa o sexo feminino. Diante disso, muitas mulheres (cerca de 40% da população mundial) perdem parte importante do seu apetite sexual, o que acaba por se tornar um problema em suas vidas. É quando aparece a chamada “Síndrome do Desejo Sexual Hipoativo”.
Para os homens, a ciência, desde o final da década de 1990, já havia inventado um medicamento que auxilia no desempenho sexual: o Viagra, a famosa pílula azul, mudou a vida de muitas pessoas ao redor do planeta. O remédio, que atua como um vasodilatador no organismo masculino ajuda os homens a retomar o seu prazer sexual e, em inúmeros casos, a própria vida conjugal. O Viagra funcionou de maneira muito mais simples nos homens, justamente porque a sexualidade masculina se desenvolve de maneira muito menos complexa e, por que não dizer, mais mecânica que a das mulheres.
Fazer com que a mulher tenha interesse sexual é um problema muito mais profundo do que uma mera questão física que se resolve com estímulos. As mulheres encaram o ato sexual e seu desempenho de maneira muito peculiar. Justamente por isso, um laboratório europeu vem pesquisando maneiras de produzir um remédio que tenha os “mesmos” efeitos do Viagra nas mulheres. Em outras palavras, os cientistas estão em busca do “Viagra feminino”!
Nesta semana, o Portal Terra divulgou que a versão feminina do Viagra já está em fase de testes e promete resultados muito positivos. De acordo com o site, “o laboratório alemão Boehringer Ingelheim finaliza os testes de um remédio desenvolvido a partir de uma substância já conhecida da medicina, a flibanserin, que age no sistema nervoso central e não apenas um estímulo físico localizado. [...] A descoberta do remédio aconteceu quando o laboratório estudava a atuação da molécula no tratamento de casos de depressão, o que se mostrou ineficiente. Surpreendentemente, mulheres que participavam dos testes reportaram aumento do desejo sexual. [...] As pesquisas então se voltaram para a misteriosa seara da sexualidade feminina. Atualmente sete estudos estão em andamento na Europa e Estados Unidos, com 5 mil mulheres”.
Tudo indica, então, que as mulheres poderão, mais cedo do imaginam, contar com um aliado na sua complexa busca pelo entendimento da sexualidade. As pesquisas com o Viagra feminino estão previstas para acabar até o final deste ano e, pelos resultados preliminares, o medicamento não terá nenhuma contra-indicação. O único limite fixado é o da idade, já que o remédio só poderá ser receitado a mulheres adultas. É óbvio que qualquer medicamento é apenas um auxilio no processo de recuperação de um problema. Tabus sociais, estigmas e outros fatores subjetivos têm que, realmente, ser rompidos para que este “Viagra feminino” funcione de verdade. Os próprios pesquisadores afirmam que o uso da substância deveria ser concomitante a tratamentos tradicionais, como terapias para o aumento da autoestima e do relaxamento. Afinal, nós ainda somos os capitães das nossas vidas e a nossa subjetividade ainda pesa muito nessas questões…
Jornalista e blogueiro, atualmente Henrique é editor do site Incomode-se. Tendo experiência com leitura de peças fílmicas e culturais. É, também, autor de artigos publicados nas áreas de comunicação, política, Ciências Sociais Aplicadas. É cinéfilo convicto! Na literatura interessa-se por grandes obras da literatura mundial, indo desde Machado de Assis até Falkner! No debate procura o que foge do consenso. É intensamente instigado pela iquietude do diálogo a pelas portas abertas das novas idéias. Por isso, está, também, sempre aberto a novas parcerias e debates!
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