por Noelma Brocanelli *
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“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens”.
[Hannah Arendt, Entre o passado e o futuro, 2002, p. 247]
Hannah Arendt, filósofa política alemã – uma das mais influentes do século XX –, escreveu o pensamento em meados dos anos 1950. Mais de meio século depois, suas palavras ainda ressoam como solução de muitos dos problemas de diversas nações.
Considerando, assim, a educação como base sustentável de uma cultura, a responsabilidade pela seleção de obras que vão percorrer o território nacional brasileiro não é pequena. Uma série de fatores deve ser considerada, avaliada e, por que não, estudada para que cada uma das obras atinja seus objetivos: chegar ao leitor, à sala de aula e, principalmente, levar conteúdo educativo de qualidade.
Avaliar o mercado de trabalho, pensar a economia, manter-se informado sobre os cursos mais concorridos das universidades de todo o país – tendo em vista a diversidade sociocultural que temos, esse fator pode variar significativamente –, é rotina diária do processo de seleção e produção das obras. Ainda nas universidades, a avaliação das grades curriculares e a reflexão acerca das lacunas existentes de obras, fundamentais para o estudante brasileiro, torna-se um desafio e, digamos, um quebra-cabeça. Os livros destinados a profissionais enfrentam um processo muito parecido, com avaliação do mercado e dos temas mais atuais.
É por meio da parceria das editoras com professores universitários, e também com profissionais altamente gabaritados em suas áreas de atuação, que o desenvolvimento de um catálogo editorial eficiente torna-se real. A Cengage Learning, desenvolvedora de soluções de aprendizagem, conta com inúmeros professores não apenas para a avaliação de suas propostas de edição, mas também no processo de produção editorial, com o objetivo de garantir máxima qualidade em suas publicações e em seus projetos de educação.
Atualmente, a educação – e a renovação mencionada por Hannah Arendt –, ganhou ainda mais destaque e desafia a todos a reinventá-la. Pensar somente o livro não basta. A produção do conhecimento também exige a criação de soluções digitais que invadem a cada dia tanto o mercado profissional como as universidades. A importância das adaptações de conteúdo acadêmico e profissional para um leitor que deseja atualizar-se também por meio das ferramentas digitais tem sido o mais novo desafio das editoras. A Cengage Learning atua na produção de livros universitários e no desenvolvimento de soluções digitais para universidades, instituições e empresas, contribuindo, dessa forma, com novas plataformas de conteúdo para a educação. No site da Cengage Learning, há um grande catálogo de obras e inovadores projetos digitais.
Felizmente, a educação, desafiadora em sua essência, nos contempla com mais um episódio na era digital e propõe novos pensamentos acerca de sua aplicabilidade.
* Noelma Brocanelli é formada em Letras, Mestre em Literatura Brasileira pela USP e supervisora editorial na Cengage Learning. Atua na área editorial há dez anos.
por Elisabete Lima
elisabete@blogdacomunicacao.com.br
O segundo maior campeão das Américas, o Club Atlético Boca Juniors, acaba de inaugurar o “Hotel Boca” na capital argentina. Situado no centro da cidade, o estabelecimento tem decoração totalmente personalizada e, claro, homenageia os maiores ídolos de sua história. O clube é pioneiro na iniciativa, nenhum outro time tem um hotel temático.
Além de receber torcedores de outras partes da Argentina e turistas em geral, o Hotel Boca vai ser, também, a nova concentração dos jogadores. Dois andares serão disponibilizados e adaptados para o total conforto dos atletas. O projeto inclui um auditório para as preleções, restaurante exclusivo para a comissão e uma sala de descanso. A ideia é que, a partir de maio, os jogadores já estejam concentrados lá.
Bem, a ideia parece ser ótima. Uma grande sacada de marketing, afinal, os torcedores mais apaixonados farão questão de se hospedar no hotel, tanto por ser temático, como pela possibilidade de aproximação com os jogadores da equipe. Sem contar que Buenos Aires é uma das cidades mais visitadas na América do Sul e as chances do hotel estar sempre lotado são muito grandes. Por outro lado, essa proximidade com a torcida pode não ser tão positiva quando o clube estiver indo mal em um campeonato e, principalmente, em dias de eliminação.
Os torcedores argentinos estão entre os mais fanáticos pelo futebol e por seus times, estão sempre envolvidos em confusões e, assim como no Brasil, há muitos casos de mortes por conta de brigas de torcidas. Tomara que a iniciativa do Boca seja um sucesso, que os torcedores saibam respeitar e que outros clubes em todo o mundo se espelhem para criação de seus próprios hotéis.
Por Leandro Lopes
leandro@blogdacomunicacao.com.br
Lá pelos lados da baixada santista, precisamente na Rua Princesa Isabel, s/nº, sede da Vila Belmiro, joga um menino que encanta torcedores de futebol do mundo inteiro. Neymar já não precisa provar a ninguém o talento e inteligência que tem com a bola nos pés; é inegável mesmo aos céticos da bola.
Basta que se acompanhe um programa esportivo, qualquer um, para que se confirme que repousam nas costas do atleta a esperança de sucesso na Copa 2014. Isso é claro. Não há meios de discordar de tais opiniões. A todos Neymar é um fenômeno. Mercadológico e midiático inclusive.
Com 20 anos de idade Neymar é o jogador mais bem pago do futebol brasileiro, e 13º no ranking mundial. A renda mensal de R$ 3 milhões compreende salários pagos pelo Santos Futebol Clube e dividendos oriundos de patrocinadores – que por ora constam na casa dos 10. Banco Santander, Nike, Panasonic, Unilever, Claro, Red Bull, Lupo, Tênis Pé Baruel, Ambev e Volkswagen.
Hoje, 04/04/2012, Neymar está na capa de dois jornais de grande circulação em São Paulo. O Diário de SP e o Lance!. Na capa da publicação esportiva Neymar aparece no gramado ao lado da palavra “gigante”, alusão, assim imagino, ao seu futebol; já na capa do periódico sem especialidade Neymar aparece em manchete que se refere à sua mais recente aquisição: um iate de R$ 15 milhões. Há diferença nos leitores das duas publicações, e ainda assim, nas duas capas, lá está ele.
Pesquisadores e artigos científicos (Helal, 1998, 1999, 2003b; Gorito, 2008; Bartholo e Soares, 2009) esmiúçam a possibilidade que o esporte oferta de se construírem “ídolos-heróis”. O jovem santista é um deles. A força intrínseca de que ele dispõe é suficiente para que Neymar seja, aos 20 anos, fenômeno mercadológico e midiático. Presente de talkshows a programas infantis.
Grande jogador, salário astronômico, uma dezena de patrocinadores, bajuladores por todos os lados, amizade com cantores e outras ‘celebridades’, mulheres, adultos, crianças…
Há limites?
@falecomleandro
Acesse meu site – Pontilhismo
por Guilherme Freitas
guilherme@blogdacomunicacao.com.br
Não se trata de nenhum Chefe de Estado, quem virá ao Brasil pela primeira vez será o rei das quadras de tênis: Roger Federer. O suíço, recordista de títulos de Grand Slam, confirmou a imprensa brasileira que fará dois jogos no país em dezembro. Uma das exibições será em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, no dia 6 de dezembro. A outra ocorre dois dias depois em local ainda indefinido, mas que provavelmente será o Rio de Janeiro. Um dos adversários deve ser Gustavo Kuerten, o Guga, que já esta treinando para a partida. O outro adversário ainda está indefinido e pode ser o brasileiro Thomaz Bellucci ou algum argentino (os favoritos são David Nalbandian e Juan Martin del Potro).
Federer jamais esteve no Brasil, seja em algum torneio ou para eventos publicitários. O atual número 3 do mundo disse em entrevista a imprensa brasileira que está feliz e empolgado para conhecer o país e jogar para fãs brasileiros. Carismático e simpático, Roger Federer é também um grande sucesso comercial. O suíço, patrocinado por marcas como Nike, Rolex e Gillette, chega a faturar mais de US$ 40 milhões por ano através de campanhas publicitárias e de vendas de produtos da sua marca pessoal. Só um jogo exibição dele, como os que fará no Brasil, custam em média cerca de US$ 500 mil.
O suíço terminou a temporada 2011 em alta. Após passar em branco nos quatro Grand Slams, ele emendou uma sequência de três títulos seguidos nos últimos eventos do ano. Venceu inclusive a Masters Cup, competição que reúne os oito melhores tenistas da temporada aplicando uma surra em Rafael Nadal. Ele começou muito bem 2012 tendo conquistado três taças: Roterdã, Dubai e Miami. Porém, na Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, caiu nas semifinais para Nadal.
Aos 30 anos, Federer afirmou que planeja jogar por mais uns quatro ou cinco anos. Quer ficar o maior tempo possível nas quadras para que suas filhas, as gêmeas Charlene Riva e Myla Rose de dois anos, o vejam em ação. Ele continua em grande forma física e técnica. Seus golpes continuam potentes e quando menos se espera ele tira um coelho da cartola. Considerado por muitos como o maior tenista de todos os tempos ele tem três objetivos a serem conquistados em 2012: voltar a liderança do ranking mundial, vencer um torneio de Grand Slam e conquistar o ouro olímpico em Londres. Como fã de Roger Federer, estou só esperando o anúncio da venda de ingressos para garantir o meu. E espero poder ver com meus próprios olhos esta lenda do esporte ao vivo.
por Artur Dória
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Falar de privacidade é algo delicado e envolve uma problemática pautada pelo mundo contemporâneo. A tecnologia proporcionou um alcance mais especifico em relação às pessoas. O mundo foi aproximado e quantificado.
Com o desenvolvimento dos telefones móveis (celulares), as pessoas podem ser encontradas em locais de trânsito e não mais em locais fixos. A fotografia tornou-se onipresente e participa ativamente do nosso dia-a-dia, registrando o cotidiano de uma forma nunca antes vista. O mesmo ocorre com os vídeos, utilizados como ferramentas de combate à violência urbana, fazendo a vigilância e o monitoramento de prédios, bancos, estabelecimentos comerciais, ruas e avenidas, locais onde você provavelmente freqüenta. E o que falar das redes sociais, os chamados sites de relacionamento onde você pode reunir e agrupar amigos, conhecidos e desconhecidos, se utilizando de diversos tipos de ferramentas de interação e comunicação e que atuam também como locais de convergência de informações e conteúdos.
Estes são os exemplos mais básicos, conhecidos e vivenciados por todos. A nossa vida ficou mais exposta? Estamos menos invisíveis? A verdade é que o mundo interconectou-se e as pessoas foram colocadas dentro de um espaço de aproximação no qual é possível compartilhar aspectos de sua vida que até então eram ignorados.
As facilidades tecnológicas modificaram a nossa apreensão diária. Tudo passou a ser comentado e passível de um espaço de consideração (discussão). O mundo se atualizou de aspectos banais e as pessoas nutrem uma necessidade de tornar público certas situações, sensações e pensamentos que antes não proliferavam. A questão, no entanto, reside na responsabilidade com a qual você se utiliza dessas possibilidades.
Esse novo panorama não exclui o caráter de privativo de nossas vidas. Ele apenas salienta a importância desta, algumas coisas não devem ser compartilhadas. O respeito e a ética para com o outro surge como uma grande virtude. Tirar fotos ou fazer vídeos comprometedores de alguém na rua não te obriga a mostrá-las ou postá-la na internet, mesmo que você não conheça a pessoa ou as pessoas que estão ali.
A tecnologia ampliou as possibilidades, mas o “ser possível” não corrobora diretamente com o fazer porque se pode. Sinto que a responsabilidade das pessoas aproximou-se com a responsabilidade dos jornalistas. O mundo transbordou-se de informações e muitas delas não são de interesse público. Presenciamos nos dias de hoje um contexto de repercussões vagas e sem qualquer objetivo relevante, senão o de apenas mostrar por mostrar.
A curiosidade desponta como um motor catalisador. O desejo por novas imagens e vídeos que abordem pessoas ou situações inusitadas tornou-se um hábito perigoso. Somos convidados a querer excursionar pela vida de outras pessoas com o simples objetivo de achar engraçado. Toda e qualquer pessoa tem o direito de apresentar detalhes de sua vida da forma que quiser, mas existem determinados limites, sendo um dos mais importantes destes, a relação de troca direta e muitas vezes indissociável que a vida real e os mecanismos tecnológicos, em especial aqueles que podem desaguar no o mundo virtual, têm. A sua vida pode ser diretamente contaminada e influenciada por isso.
Assim, muitas pessoas são tomadas por uma carência comportamental de se sentirem notadas. Estar indo para algum canto e postar no seu mural do Facebook dizendo que você está indo para esse canto pode ter uma utilidade funcional (avisar a um amigo com o qual você não conseguiu se comunicar), assim como pode ser somente o desejo de que as pessoas saibam que você freqüenta esse local.
Essa carência revela uma fragilidade nossa diante deste novo mundo. Na maioria dos casos desponta como algo irrelevante, passageiro e imediato. A vida, ansiosa por novas situações e contextos produz também o esquecimento. Mas estas ações criam estigmas e vícios que podem ser nocivos na medida em que perdemos a noção de discernimento entre o que deve e o que não deve mais ser mostrado e visualizado. Este é um dos grandes paradigmas da vida contemporânea.
A privacidade não passou por um processo de remodelagem. Aquilo que é privado e íntimo é um direito seu e continua o mesmo, inalienável. No entanto, precisamos mais do que nunca nos manter atentos, cultivando um pensamento reflexivo e um comportamento vigilante em relação a forma como estes mecanismos de aproximação dos indivíduos são utilizados e proliferados. O “estar” próximo do outro não significa que este possa realmente chegar até você ou que este saiba lhe interpretar, compreender ou conhecer, muito pelo contrário, essa ideia pode ser totalmente corrompida, dando ao outro um pensamento parcial e ilusório.
Devemos entender que estamos diante de um processo e não de uma situação já consolidada. O momento é de experimentações e de aprendizados, não podemos nos conformar. Se a tecnologia pode proporcionar um ambiente favorável a discussões e comentários mais específicos, ela pode também proporcionar um ambiente de discussão sobre a sua própria utilização, funcionabilidade e inserção em nossas vidas. A vida necessita de um quê de mistérios e segredos e nem toda curiosidade deve ou precisa ser sanada.
por Maísa Capobiango
maisa@blogdacomunicacao.com.br
Há exatos 30 anos, o mundo via o início de um dos conflitos mais curtos da História: a Guerra das Malvinas (Falklands War, para os britânicos). Em pouco mais de dois meses, a derrota da argentina provocou a queda da ditadura militar naquele país e garantiu a reeleição da vencedora, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. O contraditório é que, apesar de a guerra ter sido breve, a disputa pela soberania sobre ilhas do Atlântico Sul parece ainda estar longe de acabar.
De um lado, o Reino Unido recordou a data com uma cerimônia discreta, mas sem deixar de atacar a Argentina. “Há 30 anos hoje, a população das ilhas Falkland sofreu um ato de agressão destinado a roubar sua liberdade e seu modo de vida”, afirmou o primeiro-ministro David Cameron em um comunicado.
O primeiro-ministro insistiu que seu país continua “firmemente comprometido com a defesa do direito dos habitantes das Falklands, deles e apenas deles, de decidir seu próprio futuro”.
Já no país sul-americano, a presidente Cristina Kirchner, ao homenagear os veteranos e desaparecidos da guerra, em solenidade realizada em Ushuaia, capital da província de Terra do Fogo, reafirmou que a Argentina continuará reivindicando a posse das ilhas no plano diplomático.
O conflito
A Guerra das Malvinas foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido ocorrido nas Ilhas Malvinas (Falklands), Geórgia do Sul e Sandwich do Sul entre os dias 2 de abril e 14 de junho de 1982 pela soberania sobre estes arquipélagos austrais tomados por força em 1833 e dominados a partir de então pelo Reino Unido. Sem dúvida, a Argentina reclamou como parte integral e indivisível de seu território, considerando que elas encontram “ocupadas ilegalmente por uma potência invasora” e as incluem como partes da província da Terra do Fogo, Antártica e Ilhas do Atlântico Sul. O saldo final da guerra foi a recuperação do arquipélago pelo Reino Unido e a morte de 649 soldados argentinos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas.
- O Brasil está preparado contra a crise? Para a presidente Dilma sim. Veja mais no artigo de @gui_sp_freitas aqui - http://t.co/3FJdLUT6 #BGC 2:55 AM May 22nd
- Brasil preparado contra a crise? Para a presidente Dilma sim. Veja mais no artigo de @gui_sp_freitas aqui -> http://t.co/3FJdLUT6 #BGC 10:21 PM May 21st







