por Natália Marques
natalia@blogdacomunicacao.com.br
As últimas semanas foram movimentadas no universo tecnológico. Foi divulgada a nova (e já polêmica) política de privacidade do Google, houve o anúncio do novo iPad e do Windows 8 com versão diferenciada, aconteceu a CEBIT (a maior feira da indústria digital na Europa) que teve o Brasil como país parceiro, entre outros fatos importantes. Ainda assim, o destaque fica para o recorrente impasse: os rumores que continuam circulando na internet sobre liberdade de navegação e publicação (por um lado) e cobranças e injustiças (por outro).
O frenético compartilhamento ou aproveitamento de conteúdo on-line que é uma das características da internet e é um dos assuntos pautados desde o início de ano pelos projetos SOPA e PIPA agora virou também um belo pretexto para alguns órgãos e empresas atacarem sem nenhum critério pessoas que por algum motivo compartilharam alguma informação.
Ou seja, a falta de uma legislação que estabeleça limites para usuários, empresas e governo está provocando uma série de abusos por parte de instituições que, por sua vez, estão confundindo a discussão sobre pirataria e se aproveitando do poder para tirar dinheiro, ameaçar e censurar alguns usuários.
Exemplos são muitos. Não apenas os das reportagens veiculadas na mídia dessa semana, mas também pessoas que fazem parte do nosso dia a dia. É só começar a investigar, como quem não quer nada, o assunto. Nesses últimos dias muita gente reclamou que foi boicotada por algum motivo, até pelo Youtube isso aconteceu. Os dois casos do Ecad ganharam uma dimensão maior: quando dois blogueiros foram intimidados pelo escritório que sugeriu que pagassem uma taxa mensal por causa de dois compartilhamentos que envolviam músicas.
Um amigo que é fotógrafo teve sua conta do youtube bloqueada porque em um de seus vídeos tinha um som com direitos reservados. Só que ao invés de tirarem só o vídeo do ar enquanto investigam, bloquearam a conta inteira, sem necessidade porque ele não ia vender o filme. Era só uma exposição. O resultado dessa tremenda desorganização é site e blog fora do ar, vídeo suspenso, contas de redes sociais bloqueadas, entre outras estranhezas. Sem absolutamente nenhum critério.
Observando de outro ângulo, alguns sites e portais ignoram algumas regras básicas (até de educação) para incorporar conteúdo explicitamente não original e fingir autenticidade.
Já é hora de começar a decidir. Até onde vão os direitos do governo e de algumas empresas para barrar a liberdade dos usuários? Quem vai enfim, assumir essa responsabilidade? Quem vai regular o poder dessas empresas em cima dos usuários? Quem vai poder obrigá-los, sob pena da lei, a retirar alguma coisa do ar? E por fim, que tipo de conteúdo vai ser proibido compartilhar? E por quê?
por Maísa Capobiango
maisa@blogdacomunicacao.com.br
Já parou para pensar o que pode acontecer no mundo se o petróleo acabar? Há alguns anos, o “se” dava lugar a “quando” e muitos pesquisadores tinham como certa a ideia de que, em poucos anos, a produção mundial do ouro negro diminuiria e o período de bonança chegaria ao fim. As recentes descobertas de grandes reservas têm contrariado essa hipótese, mas nada garante que elas não estejam apenas retardando o inevitável.
O petróleo está tão fortemente ligado à ideia de poder, que tem relação direta com muitos dos trágicos conflitos que lemos nos livros de história. Infelizmente, história que parece continuar sendo escrita.
Atualmente, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos estão tentando chegar a um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear. O problema é que haveria incialmente três cenários possíveis para a situação do Irã: a negociação diplomática, a aceitação da construção da bomba pelo país ou o ataque ao país. Para o cientista político Heni Ozi Cukier, professor de Relações Internacionais da ESPM, o caminho diplomático não tem mostrado muita força, deixando apenas dois outros caminhos possíveis.
Em julho entrará em vigor o embargo ao petróleo do país, proposto pela União Europeia e destinado a golpear economicamente o Irã. Caso a China pare de comprar petróleo do Irã, o país perderá (ou terá que mudar o destino) cerca de 22% de suas exportações do produto. “Se (os países que aderiram ás sanções) não incluirem China, Japão, índia, Turquia…, não tem impacto”, afirmou Cukier, em entrevista à Exame.
Uma guerra na região, ou a paralisação das exportações do Irã, por sua vez, afetaria bastante países que ainda não estão no embargo, como Turquia (que tem cerca de 30% de suas importações de petróleo vindas do Irã, segundo dados da consultoria Insight Geopolítico) e África do Sul (com 25%) e ainda chutaria cachorro morto, já que cerca de 22% do petróleo importado pela Grécia vem do Irã. Itália, Espanha, Índia, Coréia do Sul e China também tem pelo menos 10% de suas importações de petróleo vindas do país.
O cenário mais temido seria o fechamento do estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do suprimento de petróleo do mundo. O maior produtor e exportador de petróleo no Mundo, a Arábia Saudita, utiliza o estreito, por exemplo. Para esse cenário, a previsão do estrategista de commodities do UBS, Julius Walker é de que o preço do petróleo Brent ficaria entre 220 dólares o barril e 270 dólares o barril, mais que o dobro do patamar atual.
Estão abertas as apostas.
por João Pedro Mello
joaopmello@blogdacomunicacao.com.br
“Do Báltico ao Adreático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente”. Foi com essa frase que Winston Churchill cortou a faixa inaugural da guerra fria, conflito que só terminaria com a queda do muro de Berlim em 1989 e seria responsável por alguns dos momentos mais tensos da história. E quando, em 1991, caiu o polo comunista desse mundo dividido parecia que a Terra finalmente chegaria a uma multipolaridade política. Talvez no plano internacional, ainda que alguns prevejam uma guerra fria entre EUA e China, mas o fim da URSS não mudou uma coisa que é anterior à sua existência.
Royal Crown Cola é um refrigerante vendido em mais de 60 países. E provavelmente você nunca ouviu falar. Em 1969 a Coca Cola possuía 60% do mercado de refrigerantes, a Pepsi Cola 25% e a RC Cola 6%. Vinte e dois anos depois, a líder caiu para 50%, a nº 2 ascendeu a 40% e a Royal Crown caiu para 2%. No marketing, como afirmam muitos de seus estudiosos, normalmente não há lugar para um número 3. A longo prazo, todas as disputas são de dois concorrentes.
E eleições costumam nada mais ser que uma extensão da esfera de atuação do marketing. E assim como o mundo um dia já foi dividido entre um poder de esquerda e outro de direita, todos os países democráticos no mundo assim o são. Mesmo que o poder de direita não seja bem de direita e o de esquerda não seja bem de esquerda, a história da democracia de uma nação tende a, no longo prazo, tornar-se uma disputa de dois partidos. PT e PSDB, Republicanos e Democratas, Partido Conservador e Partido Trabalhista.
E é por isso que sabemos, apesar das esperanças dos mais otimistas, que o candidato alternativo nunca tem chance. A disputa pela prefeitura de São Paulo será entre Serra e Haddad, pouco importa quais outros se candidatarão.
Mais uma vez o Blog da Comunicação vai participar do Prêmio Internacional The Bobs, promovido pelo grupo de mídia alemão Deutsche Welle. Até o dia 13 de março o público poderá indicar seus blogs favoritos através da página oficial do The Bobs. Basta logar no Twitter ou Facebook e fazer a indicação do site para os jurados.
O Blog da Comunicação já foi indicado para concorrer na disputa de melhor blog internacional, melhor blog em língua portuguesa e blog Repórteres Sem Fronteiras. No dia 2 de abril será divulgada a lista com os finalistas da edição 2012 do The Bobs. Caso você queira indicar o BGC novamente, pode faze-lo. Basta clicar aqui, escolher o blog (no banner azul) e confirmar. Agora é esperar a divulgação dos finalistas e ficar na torcida!
Esta semana nossa indicação de blog é o Link Sonoro, produzido pela radialista mineira Michelle Bruck (veja uma matéria dela aqui no BGC aqui). O blog Link Sonoro é exclusivamente dedicado a música em geral, uma das paixões da autora. “A música no fone, no cinema, no HD, no CD, no palco ou onde ela estiver”, é assim que ela resume o blog. Neste site você encontrá informações, curiosidades e comentários sobre cantores e discos. Além disso, Michelle também expõe seus trabalhos no Sound Cloud. Lá é possível ouvir algumas entrevistas dela e claro música brasileira de boa qualidade. Então aproveite e dê uma passada no Link Sonoro.
O Blog da Comunicação indica essa semana o Link Sonoro (http://linksonoro.wordpress.com/). Semana que vem tem mais. Boa leitura!
Se você quiser indicar seu blog ou site para o Blog da Comunicação envie sua dica para blog@blogdacomunicacao.com.br ou deixe o link no nosso twitter oficial: @blogcomunicacao. Também temos uma página no Facebook. Nos curta lá também!
Em algum momento, caro amigo, já analisou quais pessoas fizeram parte da sua vida ou que ainda fazem? Consegue encaixar esse grupo de pessoas, ou pelo menos grande parte dele, em um perfil bem definido? É bem provável que sim, ou seja, que as pessoas que passam ou que ficam em sua vida possuem traços de personalidades bem semelhantes. Sim, você vai espernear agora, falando que fulano é de um jeito e beltrano é completamente diferente, e que ambos fazem parte do seu círculo social. Mas pense bem, analise friamente. Será mesmo que são tão diferentes assim? Será que, lá no fundo, você não consegue traçar a mesma linha para os dois?
Vejo pessoas, principalmente mulheres, reclamando que só atraem caras ruins, pessoas problemáticas, ao passo que outros conhecidos não passam por este tipo de situação. E aí, será que há alguma explicação? Será que podemos atribuir somente à sorte ou ao azar? Acredito que não. Penso que atraímos e, principalmente, conquistamos, aquilo que somos. Nem mais, nem menos. Ficam em nossas vidas aquelas pessoas que mais se parecem conosco.
Desta forma, é complicado atribuir sempre ao outro a culpa pelos fracassos dos relacionamentos. Não dá para sempre achar que os outros estão sempre errados, se no fundo, somos iguais, pensamos de forma semelhante, faríamos o mesmo se pudéssemos trocar de lugar.
Ficamos ali, indagando os motivos de tanto sofrimento, de tanta decepção. Mas não nos questionamos qual a energia que emitimos, quais tipos de sinais passamos ao conhecermos alguém. Com atitudes, vocabulários, gestos, entre outros sinais, passamos a mensagem sobre nós mesmos, mostramos quem somos e, caso haja alguma semelhança, a outra pessoa permanece, quer seja para desvendar essas mensagens, quer seja para compartilhá-las. E aí, caro amigo, não reclame tanto se esta pessoa não agradar. Ela reflete um tanto de você!
Atente-se para o que emite. Atente-se para quem está ao seu redor. É exatamente esse grupo que quer para si? Caso não, repense a forma de agir, de iniciar uma relação, de se portar diante de pessoas que ainda não conhece. Aí pode estar a chave de se conquistar pessoas melhores, pessoas com boas energias, enfim, pessoas que vão nos fazer bem, assim como, com nossa mudança, também faremos bem a elas e às outras que aparecerão.
É isso.
* Victor Oliveira passa a escrever neste espaço como convidado especial sempre em duas quintas-feiras por mês. Ele abordará assuntos ligados a editoria de comportamento.
- O Brasil está preparado contra a crise? Para a presidente Dilma sim. Veja mais no artigo de @gui_sp_freitas aqui - http://t.co/3FJdLUT6 #BGC 2:55 AM May 22nd
- Brasil preparado contra a crise? Para a presidente Dilma sim. Veja mais no artigo de @gui_sp_freitas aqui -> http://t.co/3FJdLUT6 #BGC 10:21 PM May 21st






