POR André Ítalo 4 SEMANAS ATRÁS
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por André Ítalo Rocha
andreitalo@blogdacomunicacao.com.br

Estreou nesta sexta-feira (20), em diversas cidades do Brasil, mais um filme estrelado por Johnny Depp: O Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary), uma adaptação do livro de mesmo nome escrito pelo jornalista Hunter S. Thompson (1937-2005). Dessa vez, o versátil Depp, que era amigo pessoal do autor da obra, não interpreta mais um de seus personagens famosos pela excentricidade, mas sim um aventureiro jornalista americano (alterego de Thompson), Paul Kemp, que, na década de 60, viaja para Porto Rico para trabalhar no jornal de língua inglesa San Juan Star, uma publicação em crise que sofre com uma equipe de repórteres preguiçosos.

Sem carro, sem falar espanhol, com pouco dinheiro e sem ter onde morar, Kemp se vira para tentar se adaptar à vida em Porto Rico. Seu objetivo se torna ainda mais difícil quando se apaixona pela noiva de um dos empresários mais importantes do país. Fora isso, o jornalista encontra dificuldades para realizar em seu novo emprego o que ele considera ser um jornalismo sério, já que seu chefe, o estressado Lotterman (Richard Jenkins), tem “rabo preso” com os anunciantes do jornal. Tudo isso resulta em dias e noites de cerveja e rum, um hábito que o acompanha desde quando morava nos EUA.

Johnny Depp é o protagonista em O Diário de um Jornalista Bêbado - Crédito: Reprodução

Não é a primeira vez que Depp interpreta o amigo pessoal nas telas do cinema. Em 1998, ele protagonizou “Medo e delírio em Las Vegas”, dirigido por Terry Gilliam. Em “O Diário de um Jornalista Bêbado”, Thompson mostra basicamente três “verdades”, pelo menos para ele. 1) a vida de jornalista não é tão glamourosa e divertida quanto se vê na maioria dos filmes hollywoodianos. 2) mesmo não sendo, isso não impede que você a aproveite bem, pois apesar de tudo, este é um meio onde você poderá fazer bons amigos, com quem compartilhará mesas de bar e engraçadas aventuras. 3) a ética jornalística é testada diariamente nas redações de todo o mundo e é preciso muita coragem para mantê-la em favor do bom jornalismo.

FICHA TÉCNICA:

Diário de um Jornalista Bêbado
Titulo Original: The Rum Diary
Gênero: Comédia, Drama e Romance
Duração: 120 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Bruce Robinson

Assista ao trailer abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

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POR Guilherme Freitas 4 SEMANAS ATRÁS
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por Guilherme Freitas
guilherme@blogdacomunicacao.com.br

No ano que vem estou pensando seriamente em fazer uma viagem para Europa. Tirar umas duas semanas de folga e passar alguns dias em talvez, dois países. Será uma boa pausa para relaxar, conhecer novas pessoas, comprar, bater perna pelo velho mundo e visitar pontos turísticos. Mas como sou uma pessoa muito precavida (as vezes até demais), já estou planejando a viagem agora mesmo, pesquisando hotéis e fazendo contas, afinal dinheiro não dá em árvore. E isso é algo que qualquer pessoa interessada em ter uma grande viagem precisar fazer: planeja o seu roteiro.

Antes de arrumar a mala planeje bem a sua viagem - Crédito: Divulgação

Já tive experiências no exterior e em todas me planejei muito antes de partir para o aeroporto. Me preocupei com o peso da mala, com as roupas que levaria, com o visto, e com o dinheiro gastaria. Em nenhum dos países para onde viajei tive sérios problemas – a não ser uma perda de conexão de voo no México onde vi minha mala chegar duas horas antes mim em Monterrey. E não tive contratempos graves porque planejei muito bem o que iria fazer. Conheço casos de amigos que viajaram para o exterior sem nenhum plano e se deram mal. Levaram pouco dinheiro, não encontraram local para dormir, foram assaltados ou tiveram mais dor de cabeça do que prazer. E todos se lamentaram depois de não ter se planejado melhor. Claro, há exceções, como com os mochileiros, mas ir preparado é sempre mais seguro.

Viajar para o exterior não é como ir a cidade ao lado ou para um estado vizinho. Cada país tem suas leis e conhecê-las é fundamental para uma viagem segura e sem stress. Aconselho a primeiramente escolher seu destino e separar toda a documentação necessária. Depois procure levar apenas o essencial e não extrapolar no peso da bagagem, para não pagar taxas a toa. Troque o dinheiro pela moeda do país para onde pretende visitar e arrume um bom hotel ou albergues. E claro, referências e indicações de amigos são sempre bem vindas. Boa viagem!

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POR Editores BGC 4 SEMANAS ATRÁS
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Europa, um continente rico e com lindas belezas naturais. O berço da cultura ocidental e agora aqui no Blog da Comunicação. E a partir da próxima semana, todas as quintas aqui no BGC você irá literalmente viajar por dentro do continente! Nosso colunista André Ítalo está no velho continente desde janeiro em um intercâmbio e agora irá blogar semanalmente aqui falando sobre sua experiência aos leitores.

A série “BGC na Europa” vai focar sobre estudos e turismo no velho mundo, além disso o André vai contar também um pouco do que esta vivenciando por lá. Esta série é recomendada para aqueles que têm em mente fazer um intercâmbio no continente, para aqueles que visam fazer turismo e também para quem quer apenas viajar e curtir a Europa.

Portanto anote ai, dia 26 de abril tem Blog da Comunicação na Europa! Até lá e boa viagem virtual!

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POR Colaboradores Especiais 4 SEMANAS ATRÁS
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“Antes de dormir, eu converso com Deus”, me disse minha irmã, religiosa e crente (não do tipo fanático, graças a Deus!)

por Gabriel Meissner *
convidados@blogdacomunicacao.com.br

“Conversar com Deus” é a maneira como ela faz as suas preces. Mais do que simplesmente recitar uma oração pré-existente, como o Pai Nosso, ela de fato bate um papinho com o Todo-Poderoso. Como se fosse um amigo que estivesse ali ao seu lado, para orientá-la e lhe confortar nos momentos difíceis, ou ainda celebrar os momentos de vitória. Por mais que meu conceito de Deus seja diferente, inefável e impessoal, como posso condená-la se eu me dirijo a Ogum como se fosse um guerreiro ali à minha frente, pronto a me ajudar a vender os obstáculos da minha vida?

Minha irmã não está sozinha neste bate-papo com Deus. Entre algumas denominações evangélicas essa é uma prática incentivada. Ao invés de apenas ouvir sermões de pastores, estudar racionalmente a Bíblia, ou repetir incansavelmente uma oração escrita dois milênios atrás, estes crentes preferem se aproximar de Deus de uma maneira mais íntima, usando em conjunto a emoção (fé, amor) e a imaginação.

Acidentalmente ou não, eles chegaram ao mesmo princípio adotado por místicos ao redor do mundo há milênios, em que se cultivam os “sentidos interiores” para o desenvolvimento espiritual. Práticas análogas são encontradas no hinduísmo, no budismo, no sufismo, etc. Assim como na Igreja Católica, por exemplo, nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, em que o padre jesuíta ensina a reviver, através da imaginação e da fé, os acontecimentos da vida de Jesus Cristo.

Embora a crença religiosa varie caso a caso, as experiências relatadas por crentes das mais diferentes fés que usam métodos místicos análogos são similares: a forte sensação e firme convicção de que Deus está ao seu lado – literalmente! Alguns chegam a vê-lo. Outros, a ouvi-lo. E alguns a sentir, por exemplo, sua mão tocando seus ombros. Enfim, tornam o Ifefável, concreto.

Você esta lendo um excelente artigo sobre religião - Crédito: Reprodução

Se isso acontece apenas em suas mentes ou se são eventos objetivos, pouco importa. O mecanismo é menos importante do que o resultado. E quais são os resultados? É isso que algumas pesquisas acadêmicas vêm tentando responder há tempos. Uma das mais recentes foi conduzida pela professora de antropologia Tanya Luhrmann, da Stanford University.

Durante anos, Luhrmann entrevistou crentes evangélicos e conduziu experimentos com eles para medir o poder da oração e qual seria o seu efeito sobre a mente. Os resultados do estudo estão relatados no livro When God Talks Back e indicam que as pessoas podem aprender a ter experiências vívidas com deus, tornando-o vivo em suas mentes – pouco importando o que Deus seja (ou não seja) e se essas experiências são meramente subjetivas ou um contato real com uma realidade sobrenatural e divina. Mais do que isso, esse processo de aprendizado muda a maneira como eles usam as suas próprias mentes.

Ok, mas o que isso quer dizer?

Entre outras coisas, estes evangélicos não são malucos, como poderia parecer à primeira vista. Não são esquizofrênicos ouvindo Deus mandá-los matar os infiéis. São pessoas normais, equilibradas, que vivenciam sua fé de maneira mais íntima e menos dogmática. Um dos efeitos desse “cultivo dos sentidos interiores”, como Luhrmann o chama, é que se sentem menos solitários e estressados. Portanto, “conversas com Deus” – quer ele exista ou não – melhoram o seu bem-estar mental e emocional.

Além de aumentar a sensação de pertencimento e minimizar o estresse, a prática de conversar com Deus também parece melhorar a atenção mental destas pessoas. Em sua pesquisa, Luhrmann descobriu que, após 30 minutos de bate-papo com o Todo-Poderoso, durante 30 dias, as pessoas desenvolviam uma imaginação mais vívida e, por tabela, também aumentavam a capacidade de resolver exercícios que exigem o uso de inteligência visual, como reconhecer letras superpostas a uma roda giratória e uma série de quebra-cabeças geométricos.

O mais importante deste estudo não é discutir a existência de Deus, pois esta é uma discussão mais teológica do que científica. O que realmente faz diferença aqui é ver como o estímulo à imaginação por meio da emoção – no caso, a fé religiosa – estimula o equilíbrio emocional e desenvolve um tipo de inteligência, a visual, que é tradicionalmente negligenciada pelos nossos métodos educacionais. Nossa sociedade enfatiza em especial o desenvolvimento das inteligências verbal e lógica, dando pouca importância às cinco outras inteligências que possuímos de acordo com a teoria das inteligências múltiplas do psicólogo Howard Gardner, que são: inteligência musical, corporal, visual, interpessoal e subjetiva.

Claro que existem métodos análogos que não envolvem a fé religiosa, o que é útil para ateus e agnósticos. Não seria o caso de incentivar a sua prática, dados os benefícios que parecem vir deles?

Este artigo foi escrito com informações do site Futurity. Leia mais a respeito no post “For evangelicals, chats with God change minds”, clicando aqui.

* Gabriel Meissner é blogueiro e editor da Revista Entremundos

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POR Leandro Lopes 4 SEMANAS ATRÁS
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Por Leandro Lopes
leandro@blogdacomunicacao.com.br

Recentemente tem sido discutida a procedência de liberar ou não a bebida alcóolica nos jogos disputados na Copa do Mundo. Os meios de comunicação divulgam largamente tal discussão e a população se municia de informações para tomar, por assim dizer, um posicionamento. Com isso algumas pessoas questionam a forma como o governo está agindo, tratando de acusar os responsáveis pelo poder público de se curvarem à FIFA.

Blatter vem ao Brasil para ser soberano? Foto: Divulgação

A soberania nacional, questionada nesse imbróglio, entra no foco das discussões, tal qual a teoria do agendamento jornalístico – estudo que consiste em observar como o mesmo assunto é repetidamente tratado nos meios de comunicação.

Enquanto isso acontece, passa por análise  projeto de lei do Senado – 728/2011 – que pouco ou nada vem sendo tratado pelos mesmos meios de comunicação. Os senadores Marcelo Crivella (PRB-SP), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA) apresentaram o projeto que aguarda voto do relator Álvaro Dias (PSDB-PR) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, e que, se aprovado, cria novos tipos penais (não vistos no Código Penal Brasileiro).

No texto do projeto – que o leitor pode encontrar aqui (http://migre.me/8JIEP) – estão previstas punições para crimes como “terrorismo” e “violação de direitos de internet”.

Sobre tais medidas, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Paulo, Martim Sampaio, em entrevista ao jornal A VERDADE, disse: “É um projeto de lei absurdo que quer sobrepor os interesses de mercado à soberania popular. Uma lei para proteger a FIFA e não os cidadãos e que, além de tudo, abre precedentes para injustiças por suas definições vagas”, ele completa: “É um atentado contra o Estado Democrático de Direito”.

Sobre a posição de Martim Sampaio, faz-se necessário dizer que o conceito de terrorismo, por exemplo – um dos que ainda não constam no código penal brasileiro –, define o crime como: “o ato de provocar terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo”, com pena prevista entre 15 e 30 anos, ou a condição imposta para greves: “Condiciona o exercício de greve nas cidades-sede para os que desempenham serviços ou atividades de especial interesse social (tratamento e abastecimento de água, energia, assistência médica e hospitalar, coleta de lixo, telecomunicações, trafégo aéreo, hotelaria, construção civil, serviços bancário, judicial, segurança pública e outras) à determinadas condições tais como: notificação prévia a entidade patronal, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias”.

São tantos os pontos de discussão que enquanto debatemos arduamente a liberação ou não do álcool em jogos, outras posições nos serão impostas aqui e acolá, sem que percebamos. Admitimos ter a Copa no Brasil, celebramos o evento, comemoramos, e agora engolimos os sapos. Abre o olho, Brasil.

@falecomleandro
Acesse meu site – Pontilhismo 

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POR Elisabete Lima 4 SEMANAS ATRÁS
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por Elisabete Lima
elisabete@blogdacomunicacao.com.br

É sacanagem o valor cobrado dos torcedores por ingressos de grandes eventos esportivos. Você gostaria de ver uma luta do UFC no Rio de Janeiro? Bem, em Junho vai rolar o maior espetáculo de MMA na capital fluminense e o ingresso mais barato não sai por menos de R$300,00.

Você nunca foi a um GP de Fórmula 1 e adoraria ensurdecer com o som das supermáquinas? Para sentar no pior lugar das arquibancadas de Interlagos, você não paga menos de R$695,00. Vai encarar? E quem, em sã consciência, disse que o futebol é um esporte do povo? Já foi num passado distante, hoje, definitivamente não!

O ingresso mais barato do Paulistão custa R$30,00. Sem contar com todos os custos adicionais, como chegar e sair do estádio, estacionar, comer um pão com pernil nas proximidades e um amendoim lá dentro. Não está fácil para ninguém! E mais difícil ainda para os torcedores do Corinthians que quiserem ver o clube na próxima fase da Libertadores.

Os preços dos ingressos estão realmente abusivos - Crédito: Scott Barbour/Getty Images

Vai ser complicado estar no Pacaembu na fase do mata-mata. Os ingressos da competição, que já são os mais caros do país, vão subir ainda mais. Os valores ainda não estão definidos, mas devem ser 30% maiores em todos os setores. Sendo assim, a área vip, que na primeira fase custava R$ 500 vai passar para R$ 650, a numerada de R$ 300 para R$ 390, a cadeira laranja de R$ 200 para R$ 260 e a arquibancada de R$ 50 para R$ 65. Os integrantes do Fiel Torcedor têm desconto, mas também sofrem com limitações na hora da compra já que o site não suporta o número de acessos.

O preço médio do ingresso corintiano na Libertadores é de R$ 62,85, contra R$ 48,14 do Vasco, time que mais se aproxima. Com o aumento previsto para a fase decisiva, o bilhete do Timão pode chegar a R$ 81,69. A política de preços do Corinthians não lotou o Pacaembu. Os dois primeiros jogos da primeira fase não lotaram o estádio. Foram 29.336 pagantes diante do Nacional e 29.837 contra o Cruz Azul, sendo que foram disponibilizados 38 mil lugares para cada partida.

Bem, para o time paulista deve compensar cobrar tanto, afinal, a renda média do Corinthians por jogo como mandante é de R$ 1,8 milhão, contra R$ 800 mil do Flamengo, segundo colocado. Como sempre, o clube se dá bem e o torcedor, se ferra! Até quando?

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