POR Guilherme Freitas 1 ANO ATRÁS
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por Guilherme Freitas
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Um clima de tensão e medo pairou no ar nesta semana. Irmãos de sangue, porém inimigos quando o assunto é território e ideologia, as duas Coreias entraram em choque após ataques mútuos no último dia 23. O incidente ocorreu na Ilha de Yeonpyeong, território sul-coreano. As causas ainda não estão claras. O lado norte, comunista, disparou cerca de 50 peças de artilharia contra o arquipélago e a parte sul, capitalista, revidou aos ataques dos vizinhos com seus soldados e acabou tendo duas baixas.

As duas Coreias jamais assinaram um acordo de paz. Após o fim da II Guerra Mundial[bb] os dois países entraram em guerra, apoiados por Estados Unidos e União Soviética. Em 1953 elas assinaram um armistício. Tecnicamente ainda estão em guerra, embora jamais um conflito similar ao dos anos 1950 tenha ocorrido novamente. Desde então a relação teve altos e baixos. Momentos fraternos como quando as duas delegações desfilaram juntos na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, se contrastam como momentos de terror, como quando a Coreia do Norte atacaou e afundou um navio sul-coreano que trafegava em suas águas, em março de 2010, matando 46 pessoas.

A ilha de Yeonpyeong é atingida ao fundo – Crédito: AFP

Os Estados Unidos[bb], maior aliado militar de Seul, saiu em defesa de seu parceiro e já programou treinamentos com seus caças no Mar Amarelo, irritando o regime comunista. O contingente americano no lado sul da península é de 28 mil homens e após este episódio deve aumentar. Já a Coreia do Norte tem na China seu maior parceiro comercial. Os chineses porém, fazem uma política do “morde e assopra”. Ao mesmo tempo que defendem o regime comunista Pyongyang, se irritam com as atitudes radicais do vizinho. A China teme um conflito armado entre as Coreias, porque isso traria mais tropas americanas para região e faria com que muitos camponeses norte-coreanos fugissem para seu território.

Creio que este incidente não é um fato isolado e nem será o único nesta “queda de braço”. A Coreia do Norte vem há anos desafiando as sanções da ONU e do Ocidente, insistindo em manter seu programa nuclear. Especula-se que o país já tenha artefatos nucleares, deixando Japão e Coreia do Sul em estado de alerta. A tensão deve crescer na região, com mais pressão dos EUA sobre Pyongyang. Não sou tão radical de crer que um conflito na península coreana seja princípio para uma terceira grande guerra. Porém, não é interessante para a humanidade tropas americanas e chinesas estarem tão próximas e tão tensas.

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Guilherme Freitas
Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. Trabalhou para as Nações Unidas em Nova York, é correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista sênior na revista Swim Channel.
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  • Pingback: Tweets that mention PENÍNSULA DA COREIA: TENSÃO NO AR « Blog da Comunicação -- Topsy.com

  • Lilian

    Com isso, a influência dos EUA no sudeste asiático só faz aumentar.
    Hoje os chineses estão convocando uma reunião de emergência entre os seis principais países envolvidos. Parecem dispostos a tudo para brecar a intervenção americana na questão das Coréias.
    Amanhã, qual será sua posição?

  • http://panoramadajanela.wordpress.com/ Lilian

    Perdão. Esqueci de incluir o meu website na assinatura.

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