Conheça o lado técnico e emotivo desta ciência que ajuda a salvar e recuperar vidas
por James Freitas
james@blogdacomunicacao.com.br
A fisioterapia é uma ciência que estuda, avalia, previne e trata os distúrbios da cinesia humana decorrentes das alterações de órgãos e sistemas humanos. Atualmente a fisioterapia é uma das profissões que mais crescem no mercado, casos do âmbito esportivo ajudaram a propagar ainda mais a prática dessa profissão. No futebol, denominado como paixão nacional, por exemplo vemos clubes como o São Paulo, Santos e Palmeiras investindo pesado em seus centros de recuperações. O Reffis por exemplo, é referência internacional, diversos jogadores brasileiros optam por tratar-se nesse centro. Eduardo Lima de Jesus, 22 anos, é estudante do quinto ano de fisioterapia da PUC de Campinas, próximo de terminar o puxado curso da universidade campinense, ele nos conta em detalhes como é atuar nesse ramo e as principais dificuldades em atuar nesse mercado.
James Freitas: Quando você decidiu que queria seguir por essa área? Qual foi o fator predominante? Você consegue imaginar atuando em outra área?
Eduardo Lima: Decidi pela fisioterapia no 2° colegial até então eu achava que a fisioterapia era uma especialização da Medicina, como por exemplo, Neurologia, Ortopedia, Urologia etc… Felizmente já tinha uma noção do que a fisioterapia fazia, pois minha mãe fez fisioterapia para recuperar seu ombro após uma cirurgia durante a minha infância. Interessei-me quando vi lá no guia do estudante que é uma profissão independente e não uma especialização da Medicina e fiquei com ela na cabeça, assim sendo, nunca mais consegui tirar ela da minha cabeça! Na época eu tinham três opções: além de fisioterapia (que era a mais forte na minha cabeça), tinha ainda administração, hotelaria. Desde aquela época já escolhi esta profissão pensando em ajudar as pessoas a se recuperar e a se sentir melhor… até hoje este é o motivo principal. Não me vejo atuando em outra área, nem mesmo como baterista, que é o meu hobby.
JF: Você pretende focar em alguma especialidade da fisioterapia?
EL: Infelizmente ainda não decidi a minha área de especialização, já sei ao menos o que não quero: ginecologia, respiratória, hospitalar. Neste caso sobra ortopedia, neurologia e pediatria. Seria bem legal trabalhar em alguma clínica boa ou também em algum clube bom. No futuro pretendo abrir uma clínica própria, tratando ortopedia e neuro.
JF:Qual o teto salarial de um fisioterapeuta?
EL:As revistas do tipo guia do estudante fala em média inicial de R$ 1.000 ou R$ 1.200. Já conheci gente que trabalhou por menos quinhentos reais, um absurdo! Também já ouvi falar de profissionais que ganham muito bem em clínicas particulares e em clubes, agora não sei afirmar quanto é esse salário destes afortunados.
JF: Como é o lado “humano” da profissão de fisioterapia?
EL: Vou citar um exemplo: Certa vez uma criança que nasceu com paralisia cerebral (PC) e teve um acometimento muito sério do sistema nervoso e por maior que seja o nosso esforço, a criança não conseguirá andar, a mãe vem e nos fala “Deus vai fazer ela andar.” Nós não podemos tirar essa esperança da mãe, porém, devemos ser realistas, sem ser frios. Não podemos criar falsas esperanças, também não podemos eliminar esperança. É bem complicado!. Também não é bom levar para a nossa casa o emocional do paciente, pois se também ficamos fragilizados, não conseguiremos ajudá-lo da melhor forma possível. Não devemos ter dó do paciente, pois ter pena não ajuda ninguém, o que ajuda sim é estarmos bem para trabalhar e estudar os casos destes pacientes e saber orientar o paciente e a família de forma adequada.
JF:Qual a real importância da fisioterapia para a sociedade?
EL:Além de ser para reabilitação e cura, é principalmente, para prevenção de doenças e de disfunções de vários sistemas do organismo, como o músculo-esquelético e o cardiopulmonar, por exemplo. Conscientizar a sociedade quanto à importância de fazer exercícios físicos moderados regularmente, alimentar-se bem, ter uma vida saudável. Agora sobre o conhecimento da profissão, muitas pessoas não sabem o que a fisioterapia trata, nem conhece algumas áreas, como a fisioterapia em ginecologia, que trata Incontinência Urinária e Mastectomia, por exemplo. Cabe a nós divulgarmos tais informações aos nossos pacientes e à sociedade.
JF:O que fazer para conscientizar a sociedade da importância do trabalho de fisioterapia?
EL:Mostrar bons resultados com o nosso trabalho e explicar mais sobre todas as áreas da nossa profissão, como atuam, em quais casos… Por exemplo, você está tratando um paciente de ortopedia então você fala sobre cardiorrespiratória, neuro, gineco, pediatria, fala sobre as demais áreas. Muitas vezes eles respondem que tem amigos ou parentes que poderiam ser tratados nestas áreas ou perguntam se podem ser tratados, se a área realmente serve para o caso deste conhecido deles. Pronto! Já aumentou o conhecimento do seu paciente sobre a fisioterapia e talvez até tenha ganhado mais pacientes ou para você, ou para algum colega fisioterapeuta. Folders explicativos nos Centros de Saúde também são uma boa idéia, assim como entrevistas e programas para a divulgação na mídia. Pesquisas também são muito importantes para mostrar bons resultados!
Fonte:
Eduardo Lima – Estudante do 5º ano de Fisioterapia – (PUC-CAMPINAS)
Wikipedia – A enciclopédia livre
James Freitas, 25 anos, antes de tudo Sãopaulino! Idealizador do Blog da Comunicação, colunista do site SPFC 1935! Intitula-se dessa forma: Nem certo nem errado, nem quente nem frio, nem muito nem pouco, ou será o contrário?
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