Por James Freitas
james@blogdacomunicacao.com.br
Os inúmeros problemas envolvendo a pasta da habitação são assuntos discutidos em diversas comunidades carentes em todo o Brasil, afinal há tempos a pergunta persiste, como é feita a seleção para determinada área ser escolhida ou não para receber intervenção do poder público? Para parte da população que é atendida pelos programas do governo o que interessa realmente é o milagre! Não passa pela cabeça qual santo intercedeu para que a área fosse atendida. Em meios aos mistérios que envolvem a administração pública em nosso estimado país, consegui descobrir o que faz determinada área ser atendida ou não na cidade de São Paulo.
Nosso ponto de partida é a Secretaria de Habitação da cidade de São Paulo, lá os funcionários da pasta visitam todas as favelas, cortiços e loteamentos irregulares espalhados pelos 1.522,986 km 2 de área coletando informações relacionadas a infra-estrutura (redes de Água, Luz, esgoto e pavimentação) e condições impróprias a ocupação e correção dos perímetros.
Após o trabalho de “formiguinha” é necessário compilar os dados, dando inicio ao processo de estruturação no banco de dados da prefeitura da cidade estabelecendo assim o sistema de elegibilidade e priorização das intervenções. Infelizmente o orçamento destinado a secretaria não atende a demanda, sendo assim, a prefeitura opta por estabelecer prioridades. Além disso, o atual programa possibilita a inclusão de ações integradas em parcerias com outras secretarias que compõe a prefeitura municipal.
O sistema de elegibilidade e priorização usa quatro critérios, divididos em subcritérios:
Infra-estrutura:
- Percentual de rede de abastecimento de água;
- Percentual de rede de esgotamento sanitário;
- Percentual de rede elétrica domiciliar;
- Percentual de rede de iluminação pública;
- Percentual de vias pavimentadas;
- Drenagem pluvial;
- Coleta de lixo.
Risco geológico:
- Percentual de risco de solapamento e escorregamento.
Vulnerabilidade Social – IPVS – Índice Paulista de Vulnerabilidade Social:
- Escolaridade média dos responsáveis pelos domicílios;
- Percentual de responsáveis pelos domicílios com ensino fundamental completo;
- Percentual de responsáveis com renda até 3 salários mínimos;
- Percentual de responsáveis pelos domicílios alfabetizados;
- Percentual de responsáveis com idade até 29 anos;
- Percentual de pessoas com até 4 anos no total de residentes;
- Rendimento nominal médio do responsável pelo domicílio;
Idade média dos responsáveis pelos domicílios.
Saúde:
- Coeficiente de mortalidade infantil;
- Mortalidade precoce;
- Mortalidade por causas externas;
Com os dados compilados, aplica-se uma fórmula que resulta no índice de priorização. Quanto maior o número obtido, maior o grau de vulnerabilidade e, portanto, a necessidade e urgência de intervenção nessa área. O Programa de Urbanização de Favelas da Prefeitura tem por princípio garantir a integridade física e social das pessoas que vivem em favelas.
Fonte: http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/habitacao
Wikipédia – A enciclopédia Livre
E você? Qual sua opinião sobre o atual sistema de trabalho da secretaria de habitação da cidade de São Paulo?
James Freitas, 25 anos, antes de tudo Sãopaulino! Idealizador do Blog da Comunicação, colunista do site SPFC 1935! Intitula-se dessa forma: Nem certo nem errado, nem quente nem frio, nem muito nem pouco, ou será o contrário?
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