Ritmo antes sinônimo de Rio de Janeiro ganha ares paulistanos e atrai cada vez mais pessoas nas dezenas de casas que se espalham com programação exclusiva pela cidade
Por Marcello Ghigonetto
marcello@blogdacomunicao.com.br
Para aqueles que ainda acham que programa de paulista é ir a shopping center, andar de carro ou ir ao cinema aí vai uma excelente novidade. Cresce o número de lugares que abrem suas portas para oferecer uma boa roda de samba e pagode e são opções para todos os níveis sociais e culturais.
Formada por dois trios sendo um de cordas (cavaquinho, banjo e violão) e um de percussão (pandeiro, rebolo e tan-tan) a chamada roda de samba tem suas raízes na cultura carioca no chamado Fundo de Quintal. Para aqueles que não conhecem, o Fundo de Quintal é o grupo de maior nome na cultura sambista. O pioneirismo é tanto que muitos dos instrumentos tocados em no samba foram desenvolvidos por integrantes do conjunto. Ao todo são 30 anos de carreira e entre seus integrantes nomes como de Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz e Sombrinha.
O certo mesmo é que todo bom partideiro (nome dado para um sambista de verdade) não pode deixar de tocar na roda clássicos deste renomado conjunto. Em São Paulo algumas opções se destacam quando o assunto é samba de primeira. No Bar Samba localizado na Vila Madalena a decoração é tipicamente carioca. As paredes decoradas com bandeiras das escolas e o bom samba é regado de clássicos de Paulinho da Viola, Candeia, João Nogueira e Beth Carvalho.
Já do outro lado da cidade, no bairro de Santo Amaro acontece o ilustre Samba da Vela. Apadrinhado pela cantora Beth Carvalho e reconhecido como um dos melhores lugares para se ouvir música e samba de qualidade a roda acontece todas as segundas-feiras, mas a condição para os que tocam é cantar sambas inéditos. O fato curioso está na forma que termina o evento acontece. Ascendem-se uma vela e a música começa, ao final da mesma o samba também termina. A dica é chegar cedo e garantir o seu lugar.
Para aqueles que procuram música de qualidade em um mix de lugar aconchegante e homem e mulher bonita a dica é ir para a Vila Olímpia. Lá diversas casas dedicam sua programação para o estilo musical. No Santa Aldeia o samba acontece de Quinta a Domingo. Outra dica esta no Boteco Vila Rica aos sábados a tarde. De influência carioca o bar conta com uma grande imagem do Cristo Redentor que abençoa a todos os que estão presentes e desfrutam de tudo isso a céu aberto.
Minha opinião é suspeita, mas como diria Jorge Aragão “ Aconselho a você, que seja sambista também”.
Serviço:
Bar Samba
Rua Fidalga, 308 – Vila Madalena
Tel: (11) 3819-4619
Samba da Vela
Casa de cultura de Santo Amaro
Praça Francisco Ferreira Lopes, 434
Santa Aldeia
Rua Beira Rio, 113
Tel: (11) 3845-9235
Boteco Vila Rica
Rua Jesuíno Cardoso, 299 (esquina com Av. Faria Lima)
Tel: (11) 3044-0914
é paulistano de coração e corinthiano de formação. Esse pode ser um pequeno resumo de Tché, apelido pelo qual Marcello gosta de ser chamado. Com 26 anos de idade, é Relações Públicas e Jornalista. Atualmente trabalha com Assessoria de Imprensa. Nas horas livres adora tocar cavaquinho, instrumento pelo qual dedica horas e horas da semana e correr, mas correr pelas ruas. Em seus textos o que prevalece é sempre o humor, seja na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza, mas de uma forma inteligente sem exageros e não saindo do tema central. “Com a reestruturação do blog, tenho certeza que vamos desenvolver um excelente trabalho, são novas idéias, nova equipe. O resultado depende da contribuição de cada um. Seja bem vindo” finaliza Marcello “Tché” Ghigonetto.
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