POR Guilherme Freitas 3 ANOS ATRÁS
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por Guilherme Freitas
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Serena Williams e Rafael Nadal foram os vencedores do primeiro Grand Slam da temporada do tênis, o Aberto da Austrália. A tenista americana voltou ao topo do ranking mundial ao bater a russa Dinara Safina na final e o espanhol aumentou sua vantagem na dianteira do ranking, ao vencer o número 2 do mundo, o suíço Roger Federer. A final feminina foi uma barbada, com Serena vencendo em menos de uma hora de jogo. Já Nadal precisou de quase cinco horas para bater Federer.

Serena Williams e a taça de campeã - Crédito: Reuters
Serena Williams e a taça de campeã – Crédito: Reuters

Serena Williams foi avalassadora neste Aberto da Austrália. Derrotou duras adversárias, três delas top 10. Na final passeou sobre Safina: 2 sets 0 (parciais de 6-0, 6-3). A irmã caçula da família Williams venceu seu 10º Grande Slam, sua quarta taça em Melbourne. De quebra, Serena ainda venceu o torneio de duplas ao lado de sua irmã, Vênus. Ao vencer o Aberto da Austrália, Serena tornou-se a mulher mais premiada do esporte mundial. Sua fortuna ultrapassa os U$S 24 milhões.

O que mais me deixou chateado foi ver a divulgação de boa parte da imprensa mundial (incluo o brasileira aqui) sobre o resultado da final feminina. Serena não é um símbolo sexual da mídia (embora eu ache) e hoje o tênis feminino é tratado assim, como um lugar de musas e beldades. O esporte fica em segundo plano e a beleza em primeiro. Como não foi uma musa russa que venceu, a imprensa mundial (menos a americana) não fez tanta festa como no ano passado, quando Maria Sharapova venceu.

Nadal morde a taça de campeão - Crédito: EFE
Nadal morde a taça de campeão – Crédito: EFE

No masculino Nadal e Federer mostraram que estão bem à frente dos demais adversários. Trituraram seus rivais ao longo da competição e se encontraram em mais uma final de Grand Slam. Federer lutava pelo tetracampeonato em Melbourne e Nadal pelo título inédito. Além disso, Federer buscava seu 14º troféu em Grand Slam, que lhe deixaria ao lado de Pete Sampras como o maior da história. Não foi dessa vez.

Após quatro horas e 23 minutos, Nadal superou Federer por 3 sets 2 (parciais de 7-5, 3-6, 7-6, 3-6 e 6-2) e tornou-se o primeiro espanhol a vencer o Aberto da Austrália. Número 1 do mundo, o tenista de Mallorca conquistou seu sexto título de Grand Slam e assim como Federer está a uma taça de fechar o circuito. Para Nadal falta vencer o US Open e para Federer, Roland Garros. Além da final ser equilibradíssima, a cena que mais emocionou a todos foi a cerimônia de premiação.

Federer, decepcionado com o vice - Crédito: Reuters
Federer, decepcionado com o vice – Crédito: Reuters

Abaixo está o vídeo onde o desapontado Federer, que luta incansavelmente pelo 14º Grand Slam, chora após perder a partida e é consolado por Nadal. Além de rivais, eles são amigos e se respeitam, o que é muito bonito. É uma rivalidade única no tênis, que comparo com a da Fórmula 1 entre Senna e Prost. Quando Federer se aposentar, Nadal vai sentir falta do suíço, assim como brasileiro sentiu do arqui-rival francês.

Imagem de Amostra do You Tube

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Guilherme Freitas
Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. Trabalhou para as Nações Unidas em Nova York, é correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista sênior na revista Swim Channel.
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  • http://seuluiz.blogspot.com Luiz André

    Nadal e Federer praticamente não tem mais adversários. Está faltando renovação de talentos tanto no masculino quanto no feminino. Concordo também quanto ao fato de o tênis feminino ter virado passarela.
    Abraços

  • http://www.turismoevariedades.com Pedro Guerra

    Olá Guilherme,

    Você tem toda razão, ainda bem que pelos anos que trabalho com turismo, já descobri formas alternativas de conseguir me hospedar na Europa gastando menos e compartilho no blog as dicas com todo mundo.
    Um abraço!

Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo?