por Mel Frias *
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Pouco mais de um ano após a lei antifumo entrar em vigor, como será que a população está reagindo? No início a lei foi extremamente polêmica, uns defendiam com unhas e dentes, já outros repudiavam totalmente a idéia de proibir o fumo em locais fechados. Hoje chegamos a conclusão de que aqueles que defendiam estavam certos, certíssimos aliás, Uma lei que não protege apenas o não fumante como também os próprios fumantes.
No início acreditei que este medida havia excluído da socialização e marginalizado o pobre fumante, que aprendeu a vida inteira que fumar era chic, que fumar era sensual, que fumar faz com que a pessoa se integre ao circulo de amizade enfim… Fumar até fazia mal a saúde, mas seus benefícios eram compensatórios.
Houve um grande incentivo ao tabagismo nas décadas de 50 e 60, onde realmente se criou a legião de fumantes, pois naquele período era interessante para os governos manterem as indústrias de cigarro, geradoras emprego, renda e altíssimos impostos, hoje não mais, porque estamos vivenciando o reflexo daquela da “Geração-Tabaco”, que está doente e causando mais prejuízos nos cofres públicos com as despesas hospitalares do que trazendo lucro, aí sim ficou interessante apresentar à população os riscos e as doenças causadas pelo fumo e finalmente dizer que fumar é ruim sim e não traz nenhum, absolutamente nenhum, benefício.
Nem citarei todos os males trazidos pelo fumo, pois a campanha antifumo está sendo tão intensa, que todos que tiverem acesso a esta publicação, tenho certeza que os conhecem de traz para frente.
As pesquisas mostram os benefícios da aplicação da lei.
• 99,7% dos estabelecimentos aprovaram e aderiram a lei.
• O nível de monóxido de carbono presente no ar dos bares, restaurantes e boates reduziu em 73,5%.
• A lei tem uma excelente participação no tratamento para abandono do cigarro e auxilia aos dependentes.
• A população compreendeu a medida como uma atitude em benefício à saúde pública, ou seja, está conscientizando e não apenas proibindo.
Os demais benefícios com relação direta a saúde dos fumantes ainda não foram divulgados, saberemos futuramente a diferença no setor da saúde.
Aproveito para deixar meu depoimento, antes da proibição, eu era fumante compulsiva e após o vigor da lei, tive que automaticamente reduzir o número de cigarros diários, pois não era em todo lugar que eu poderia acender um cigarro, no confesso que em alguns comércios me sinto um pouco discriminada e envergonhada, por estar praticando este “ato criminoso” contra minha própria saúde, porém diante de todo o constrangimento, atualmente fumo apenas em momentos de lazer, deixo claro que geralmente acontecem nos finais de semana, passo cinco dias da semana sem fumar e acredito que estou no caminho certo para abandonar de vez o vício.
* Mel Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação.
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