POR Colaboradores Especiais 1 ANO ATRÁS
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por Mel Frias *
cidades@blogdacomunicacao.com.br

Pouco mais de um ano após a lei antifumo entrar em vigor, como será que a população está reagindo? No início a lei foi extremamente polêmica, uns defendiam com unhas e dentes, já outros repudiavam totalmente a idéia de proibir o fumo em locais fechados. Hoje chegamos a conclusão de que aqueles que defendiam estavam certos, certíssimos aliás, Uma lei que não protege apenas o não fumante como também os próprios fumantes.

No início acreditei que este medida havia excluído da socialização e marginalizado o pobre fumante, que aprendeu a vida inteira que fumar era chic, que fumar era sensual, que fumar faz com que a pessoa se integre ao circulo de amizade enfim… Fumar até fazia mal a saúde, mas seus benefícios eram compensatórios.

Houve um grande incentivo ao tabagismo nas décadas de 50 e 60, onde realmente se criou a legião de fumantes, pois naquele período era interessante para os governos manterem as indústrias de cigarro, geradoras emprego, renda e altíssimos impostos, hoje não mais, porque estamos vivenciando o reflexo daquela da “Geração-Tabaco”, que está doente e causando mais prejuízos nos cofres públicos com as despesas hospitalares do que trazendo lucro, aí sim ficou interessante apresentar à população os riscos e as doenças causadas pelo fumo e finalmente dizer que fumar é ruim sim e não traz nenhum, absolutamente nenhum, benefício.

Nem citarei todos os males trazidos pelo fumo, pois a campanha antifumo está sendo tão intensa, que todos que tiverem acesso a esta publicação, tenho certeza que os conhecem de traz para frente.

Logotipo da nova Lei Antifumo do Estado de São Paulo- Crédito: Reprodução

As pesquisas mostram os benefícios da aplicação da lei.

• 99,7% dos estabelecimentos aprovaram e aderiram a lei.
• O nível de monóxido de carbono presente no ar dos bares, restaurantes e boates reduziu em 73,5%.
• A lei tem uma excelente participação no tratamento para abandono do cigarro e auxilia aos dependentes.
• A população compreendeu a medida como uma atitude em benefício à saúde pública, ou seja, está conscientizando e não apenas proibindo.

Os demais benefícios com relação direta a saúde dos fumantes ainda não foram divulgados, saberemos futuramente a diferença no setor da saúde.

Aproveito para deixar meu depoimento, antes da proibição, eu era fumante compulsiva e após o vigor da lei, tive que automaticamente reduzir o número de cigarros diários, pois não era em todo lugar que eu poderia acender um cigarro, no confesso que em alguns comércios me sinto um pouco discriminada e envergonhada, por estar praticando este “ato criminoso” contra minha própria saúde, porém diante de todo o constrangimento, atualmente fumo apenas em momentos de lazer, deixo claro que geralmente acontecem nos finais de semana, passo cinco dias da semana sem fumar e acredito que estou no caminho certo para abandonar de vez o vício.

* Mel Frias é jornalista e colaboradora do Blog da Comunicação.

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COMENTÁRIOS
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  • http://maturidadedivagando.blogspot.com/ Maria Marçal

    Até pode ser, embora não seja e nunca fui fumante, mas por trás desta medida vejo um cheiro de cerceamento da liberdade que, constitucionalmente, é ilegal.

    beijos, Maria Marçal – Porto Alegre – RS

  • Braz Rodrigues Soares

    Acredito que a liberdade dos indivíduos é uma das coisas mais sagradas do mundo, desde que não venha a prejudicar o semelhante, portanto, acredito que, se é proibida a droga de qualquer espécie, o cigarro também é, e prejudica em muito a sociedade. A sociedade é quem normaliza as regras de convivência para todos, nossos comportamentos são determinados pelos demais cidadãos que habitam uma mesma comunidade, nem por isso ela é obrigada a aceitar comportamentos que a prejudique, por isso existem as leis para protegê-la, não visto movimentos sociais em turbulência pela proibição do cigarro.

  • http://www.blogdacomunicacao.com.br/27-anos-de-100-de-vida-corinthians-minha-vida-minha-historia-e-meu-amor/ Guilherme Freitas

    Pois é Mel eu acho que essa lei foi um pouco radical no início, mas a aprovo. Na verdade, se as pessoas tivessem educaçlão e noção das coisas jamais fumariam em locais fechados, próximo a crianças e de não fumantes. Eu não fumo e não gosto de cigarro. A lei não me afetou muito, mas tenho certeza que a maioria da população paulistana aprovou a lei. Beijos.

  • http://www.linkpremiado.com.br Antoani

    Post publicado.
    Atenciosamente.
    Antoani/Equipe Link Premiado
    http://www.linkpremiado.com.br

  • http://www.twitter.com/raphatsampaio Raphael

    Continuo achando a lei uma forma censura gratuita. Uma exclusão social na verdade e digo porque sei como é, pois sou fumante. Independente de prós e contras do cigarro (sim, existem prós basta pesquisar para saber) acredito que áreas abertas ou reservadas deveriam permitir o cigarro porque não se deve excluir uma pessoa por uma escolha que ela fez, seria como proibir que pessoas de determinada religião frequentassem determinado lugar por sua crença ser considerada agressiva a terceiros.
    Continuo achamdo um absurdo, o que deveria ser feito era por uma area reservada a fumantes, porque acho que quem não gosta não é obrigado a aturar o cigarro; assim como um fumante tambem tem todo direito de ir a um bar beber uma cerveja e fumar um cigarrinho em paz.

    • Joana

      Fumar um cigarrinho em paz… desde que este cigarrinho não tire a paz dos demais frequentadores do bar.

  • Sander

    Se cigarro é droga e deve ser proibido, vamos proibir a bebida alcoólica, que mata tanto de cirrose e outras complicações, como no trânsito. Né?
    Eu fumo e, mesmo assim, não afundo o pé no acelerador no meio da cidade, matando milhares todos os dias. A bebida altera a consciência. O cigarro, não.

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