POR Guilherme Freitas 2 ANOS ATRÁS
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por Guilherme Freitas
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O meio ambiente da Amazônia obteve uma grande vitória ontem. A empresa americana de material esportivo Nike anunciou que não vai mais utilizar em seus produtos couro de animais provenientes do bioma Amazônia. Segundo a empresa, a decisão só será revertida caso “seja estabelecido um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e a garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”.

Para que esta ação se realize, a Nike pedirá uma declaração de seus fornecedores exigindo que o couro vendido à empresa não venha de gado da Amazônia. A Nike deu prazo até julho de 2010 para seus fornecedores comprovem que o couro não é originário do bioma amazônico. A decisão da Nike é mostra que os mercados consumidores deverão exigir da pecuária brasileira a adoção de práticas de sustentabilidade e o fim da expansão de áreas de pasto sobre zonas de floresta.

Quem fez grande pressão sobre a empresa americana foi o Greenpeace, que lançou em junho um relatório chamado “Farra do Boi na Amazônia”, onde mostrava que empresas como a Nike tinham relações com o desmatamento na Amazônia. No relatório do Greenpeace também mostra como o couro de animais criados em áreas desmatadas da Amazônia é exportado para a China, através da empresa brasileira Bertin.

Vista aérea da Floresta Amazônica - Crédito: Divulgação
Vista aérea da Floresta Amazônica – Crédito: Divulgação

Outras empresas estrangeiras como as italianas Geox (calçados) e Natuzzi (móveis e estofados), também anunciaram que vão excluir produtos originários de áreas desmatadas de suas linhas de produção. Porém outras gigantes do ramo, como a alemã Adidas e a britânica Reebok se recusam a adotar a mesma medida da Nike. Ambas recebem couro da Bertin e não se comprometeram em aderir a campanha de desmatamento zero na Amazônia. Nike, Geox e Natuzzi se comprometeram também a acabar com o trabalho escravos e a proteção de terras indígenas.

Fonte: Greenpace Brasil

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COMENTÁRIOS
MAIS SOBRE Guilherme Freitas
Nasceu em São Paulo, no dia 5 de fevereiro de 1986, é jornalista formado pela UniFIAMFAAM, pós-graduado em Globalização e Cultura pela FESPSP e vegetariano desde os quatro anos. Trabalhou para as Nações Unidas em Nova York, é correspondente de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil e jornalista sênior na revista Swim Channel.
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  • http://www.ocappuccino.com Mateus

    wall mart também informou que não comprará mais carne desta região. é preciso cuidar para não prejudicar pequenos criadores da região que serão inevitavelmente por este boicote, mas a causa é nobre

    abraços,
    mateus d’ocappuccino

  • http://www.visaopanoramica.com Arthurius Maximus

    Essa é a tática a ser seguida. Afinal de contas, sem demanda a oferta acaba.

  • http://seuluiz.blogspot.com Luiz Antonio Andre

    Se a intenção for séria, vale a pena apoiar.

    Abraços

  • Gilmar Torres

    Bom,,,a intençao é otima mas não adianta ficar so papel , aliais ela ja é explorada a muito tempo principalmente pelos americanos.

Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo?