POR Colaboradores Especiais 3 ANOS ATRÁS
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Jackson Marcelo
jackson@blogdacomunicacao.com.br

A tecnologia é fascinante. As máquinas são rápidas e nos permitem fazer uma série de coisas até a bem pouco tempo inimagináveis. O mundo todo está a um clique no mouse do computador. Enviamos e recebemos mensagens eletrônicas de um lugar para qualquer outro.

Nós nos comunicamos das mais variadas formas com as pessoas. Mas há um lado negro. Temos a impressão de que não podemos funcionar sem ela. Fazemos cada vez mais e mais coisas, estamos mais irritados do que nunca e, por incrível que pareça, nosso tempo é cada vez mais curto. Todas essas reações à tecnologia nos estressam.

Chamamos essa tensão de tecnostress. É o mal da modernidade. Todas as pessoas do mundo – da criança ao velho, do executivo ao empregado – sofrem com isso, de uma maneira ou de outra.

O Tecnostress é o resultado da convivência cada vez maior das pessoas com a tecnologia. É a irritação que sentimos por não conseguir operar o videocassete novo ou quando ligamos para alguém insistentemente e ouvimos que o telefone celular está fora de área.

Veja o caso da internet. Nunca as pessoas tiveram acesso a tanta informação. Mas, em muitos casos, o efeito pode ser inverso. Ao invés de ajudar, atrapalha. Estatísticas mostram que o volume de informações disponível dobra a cada 72 dias. As pessoas correm o risco de se perder diante de tanta coisa. A conseqüência imediata? Estresse.

A velocidade da tecnologia está alterando nosso relógio biológico. As pessoas querem fazer tudo na velocidade do computador, querem que tudo se resolva num piscar de olhos. A conseqüência é que elas estão se programando para correr cada vez mais. Estão vivendo um constante estado de alerta. E isso gera nervosismo, ansiedade. O elevador demora e as pessoas já se irritam. A tecnologia está invadindo nossos limites por todos os lados. As pessoas estão mais impacientes do que nunca. Você começa a ver isso nas crianças.

Se tiver uma coisa que a tecnologia fez foi certamente esticar o nosso dia de trabalho e comprometer a nossa qualidade de vida. Há pouco tempo, era raro ultrapassarmos as oito horas diárias de serviço. Hoje, depois que vamos para casa, é comum ouvirmos as mensagens da secretária eletrônica, atender às ligações no celular, checarmos nosso e-mail… Enquanto vemos as mensagens, aproveitamos para respondê-las, lemos o material que alguém nos enviou, entramos num site para saber mais sobre o assunto e, quando nos damos conta, já trabalhamos duas, três, quatro horas além do horário normal.

Os limites entre trabalho e lazer hoje em dia não estão muito claros. E a culpa é toda da tecnologia. Muitas pessoas nem cogitam a possibilidade de ficar desconectadas nos finais de semana ou durante as férias. Viajar com laptops e celulares é cada vez mais comum. E basta estar conectado para estar trabalhando. É um pulo. E as pessoas ainda dizem que não sabem por que estão estressadas…

Vamos continuar a sentir os efeitos do tecnostress cada vez mais, a menos que tenhamos sucesso em estabelecer onde estão as fronteiras saudáveis. Temos de parar e avaliar nossas vidas, porque somos nós que estamos causando os problemas, não a tecnologia.

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COMENTÁRIOS
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  • Guilherme Freitas

    A tecnologia nos faz bem e mal ao mesmo tempo. Ela nos proporciona facilidades, mas muitas vezes nos tras doenças, como além do estresse, dores na vista, L.E.R., etc… O ser humano deve é tentar aprender a conviver com a tecnologia e seu limite físico.

  • http://tecnoestresse.wordpress.com Adenilton Costa

    O Tecnostress hoje é uma realidade, devido a dependência do uso da tecnologia que esta cada vez mais ligada ao nosso cotidiano, seja ele profissional ou particular.

    Acessem meu blog e vejam alguns posts em relação a este assunto.
    http://tecnoestresse.wordpress.com

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