POR Daiane Torres 3 ANOS ATRÁS
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Por Daiane Torres
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O balconista Manoel Jesus dos Santos, no Colégio Miguel de Cervantes em SP; A empregada Maria Madalena da Silva, em SP; Casos e mais casos de eleitores que votaram na seção errada ou em nome de outra pessoa.

Um absurdo, que só confirma a irresponsabilidade com que muitos mesários e presidentes atuam. Falta um preparo maior e uma peneira na hora de convocar aqueles que irão fiscalizar e organizar o que era para ser uma eleição segura e honesta.

Impor ao cidadão que ele vá trabalhar sem ter a mínima vontade ou interesse gera prejuízos à todos. E porque ninguém se predispõe, é voluntário? Porque não há um salário, apenas uma refeição e dispensa no trabalho de dois dias para cada um de eleição.

Como um cidadão consegue votar no primeiro turno, na seção “x” e apenas no segundo ser informado de que a seção “x” não é a sua? Como podem informar à uma pessoa que ela já votou, sendo que se apresenta pela primeira vez ao local?

Simples assim, descuido, desinteresse, e porque não dizer, má fé. Sou a prova viva disso, não falo apenas por ouvir dizer, mas sim porque eu vi para crer. Quando fui justificar o meu voto em SP, cheguei à sala, peguei o papel com um rapaz, preenchi-o, devolvi ao moço que digitou os dados na máquina e me entregou o comprovante. Descobriu a falha? Não?

O guri não solicitou nenhum documento, não pediu RG, menos ainda conferiu o meu título de eleitor que encontrava-se em minhas mãos. Quer dizer, posso ir lá e justificar o voto para uma amiga que está com preguiça de sair de casa, talvez voltar e justificar para outra amiga que está no exterior…

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COMENTÁRIOS
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Gaúcha de Esteio, Rio Grande do Sul, nasceu no dia 7 de junho de 1985. Daiane tem 23 anos, e é estudante de jornalismo. Iniciou o curso de Jornalismo na UNISINOS/RS, concluiu o 2º ano na Universidade São Judas Tadeu/SP, no tradicional bairro da Mooca. Mora em São Paulo capital, no bairro Jardim Paulista.
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  • http://www.curiosando.com.br Rodrigo Piva

    Ótimo artigo. A tão falada democracia seria concreta se não fossemos obrigados a votar e mais ainda essas pessoas que são CONDENADAS a trabalhar de graça para os políticos. E experimenta faltar para ver…

    Abraços

  • Guilherme Freitas

    É por isso que o Brasil não é considerado um país sério. Sua própria população não tem interesse em fazer as coisas corretamente, prefere fazer de qualquer jeito. Ser mesário é uma tortura, um crime. Sou a favor da não obrigatoriedade do voto. Assim creio que o país vai melhorar.

Você está otimista ou pessimista com a atual situação econômico do mundo?